Terça-feira, 24 de Novembro de 2009
SIMPLICIDADE

 

 

A Nuvem e a Duna

Uma jovem nuvem nasceu no meio de uma grande tempestade no Mar Mediterrâneo.

Mas sequer teve tempo de crescer ali; um vento forte empurrou todas as nuvens em direcção a África.

Assim que chegaram ao continente, o clima mudou: um sol generoso brilhava no céu, e em baixo estendia-se a areia dourada do deserto do Saara. O vento continuou a empurrá-las em direcção às florestas do sul, já que no deserto quase não chove.

Entretanto, assim como acontece com os jovens humanos, também acontece com as jovens nuvens: a jovem nuvem resolveu desgarrar-se dos seus pais e amigos mais velhos, para conhecer o mundo.

- O que estás a fazer? - reclamou o vento. - O deserto é todo igual! Volta para a formação, e vamos até o centro de África, onde existem montanhas e árvores deslumbrantes!

Mas a jovem nuvem, rebelde por natureza, não obedeceu. Pouco a pouco, foi baixando de altitude, até conseguir planar numa brisa suave, generosa, perto das areias douradas. Depois de muito passear, reparou que uma das dunas estava a sorrir para ela.

Viu que ela também era jovem, recém-formada pelo vento que acabara de passar. Na mesma hora, apaixonou-se pela sua cabeleira dourada.

- Bom dia - disse.

- Como é viver aí em baixo?

- Tenho a companhia das outras dunas, do sol, do vento, e das caravanas que de vez em quando passam por aqui. As vezes faz muito calor, mas dá para aguentar. E como é viver aí em cima?

- Também existe o vento e o sol, mas a vantagem é que posso passear pelo céu, e conhecer muita coisa.

- Para mim a vida é curta - disse a duna. - Quando o vento retornar das florestas, irei desaparecer.

- E isso entristece-te?

- Dá-me a impressão que não sirvo para nada!

- Eu também sinto o mesmo. Assim que um novo vento passar, irei para o sul e me transformarei em chuva; entretanto, esse é o meu destino.

A duna hesitou um pouco, mas terminou dizendo:

- Sabes que, aqui no deserto, nós chamamos a chuva de Paraíso?

- Eu não sabia que podia transformar-me em algo tão importante - disse a nuvem, orgulhosa.

- Já escutei várias lendas contadas por velhas dunas. Elas dizem que, após a chuva, nós ficamos cobertas de ervas e de flores. Mas eu nunca saberei o que é isso, porque no deserto chove muito raramente.

Foi a vez da nuvem ficar hesitante. Mas logo em seguida, tornou a abrir o seu largo sorriso:

- Se quiseres, eu posso-te cobrir de chuva. Embora tenha acabado de chegar, estou apaixonada por ti, e gostaria de ficar aqui para sempre.

- Quando te vi pela primeira vez no céu, também me enamorei - disse a duna. - mas se transformares a tua linda cabeleira branca em chuva, terminarás morrendo.

- O amor nunca morre - disse a duna. - Ele transforma-se. Eu quero mostrar-te o Paraíso!

E começou a acariciar a duna com pequenas gotas. Assim permaneceram juntas por muito tempo, até que um arco-íris apareceu.

Dias depois, a pequena duna estava coberta de flores. Outras nuvens que passavam em direção a África, achavam que ali estava parte da floresta que andavam em busca, e despejavam mais chuva. Vinte anos depois, a duna tinha-se transformado num oásis, que refrescava os viajantes com a sombra de suas árvores.

Tudo porque, um dia, uma nuvem apaixonada não tivera medo de dar a sua vida por causa do amor.

 

Paulo Coelho

 Assim é a Simplicidade do Amor... dar de coração, dar com todo o sentimento, carinho, cuidado, sem medos ou receios e com a vontade pura de preencher uma outra pessoa.

 

Aproveito este texto lindissimo para lembrar que o Desafio em Cadeia está novamente em acção aqui! Simplicidade é desta vez a palavra! Toca a participar sim?

 

Boa semana para todos :))

 



publicado por Sheila às 11:40
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Domingo, 6 de Setembro de 2009
Desafio em Cadeia 2nd round :) - O Resultado

 

“Não é o desafio que define quem somos

nem o que somos capazes de ser,

mas como enfrentamos esse desafio:

podemos incendiar as ruínas ou construir,

através delas e passo a passo

um caminho que nos leve à liberdade.”

(Richard Bach)

 

E com este pensamento do Richard Bach passo a publicar, com distinção e honra, os textos recebidos neste 2nd round do desafio em cadeia:

 

“A sensibilidade tem a ver com a forma como sentimos, percepcionamos o mundo em nosso redor. Ela pode ser mais, ou menos desenvolvida e dependendo deste grau de desenvolvimento ela pode tornar-nos uma pessoa melhor, mais atenta à vida que nos rodeia, aos outros, aos sentimentos, aos olhares, às alegrias, às tristezas... “

By: my hiding place

 

“Sensibilidade, um balanço anunciado e contraproducente que precede um sentimento sentido, mas tantas vezes incontestado e omitido sob um pensamento veloz e uma acção ainda mais veloz.

Tocar forte no lado bom do coração e contrair para que nos apercebamos que ele está lá ansiando um despertar rápido e eficaz em que se faz ouvir na anarquia que nos envolve o mundo, sentindo e dando a capacidade de o mudar num gota a gota.

Antítese de pensamentos entre a alma e o corpo que permite o livre arbítrio de uma escolha e uma acção.”

By: miuda

 

“Chamaram lhe a princesa dos sentidos embora a sua beleza nunca tenha tido um rosto que se pudesse admirar, os traços do seu corpo nunca tenham sido delineados nem ao de leve tocados nem a sua voz tenha sido ouvida se quer um suspiro escutado

Chamaram lhe princesa pois veio ao mundo para reinar na beleza interior de cada um de nos, exprimindo se em cada sorriso sincero que damos ao longo da vida, viaja pela ínfima fronteira que separa o delinear dos nossos corpos com a sensação única e arrepiante das carícias que neles vamos sentindo e perpétua sua melodia em cada nosso suspiro de contentamento, eco da satisfação que em nos vigora sempre que ela ao de leve nos clama seu reinado nos nosso corações

Chamaram lhe princesa dos sentidos, e nós homens e mulheres na harmonia da sua epopeia ainda hoje encontramos o conforto no equilíbrio perfeito que ela nos presenteia entre o simples sentir e o viver de cada sentimento

A "sensibilidade" este tributo, para que o seu reinado jamais tenha fim!”

By: cumplice do tempo

 

“SENSIBILIDADE - Quando surge esta palavra, ligo-a à pele, acho que tem tudo a ver. É um espelho de nós próprios. É resistente, flexível e protectora e consegue refletir o nosso estado de espírito.

A sua função é :

-Regular a nossa temperatura

-Impedir perdas excessivas de água

-Proteger o organismo contra agentes externos

-Eliminar toxinas

Ora, se pensarmos um pouco a sensibilidade oferece-nos exactamente o mesmo, visto de outra forma:

-Tranquilidade e Amor próprio

-Compreensão e Tolerância

-Altruísmo e Solidariedade

-Força e Positivismo

Sensibilidade é uma "máquina viva", que está em actividade e movimento constantes. Pode ser expressa em várias formas e reacções. Gestos, arte, palavra escrita, conhecimento, olhar, bom senso, enfim, um conjunto de elementos que em sintonia com os nossos sentidos resulta numa perfeita harmonia e bem estar.

Tal como a pele, que em conjunto com as nossas células garantem a sua maciez, brilho e cor , oferecendo-nos firmeza, elasticidade e equilíbrio.

E não é disso que todos precisamos, Harmonia, Bem estar, Firmeza, Elasticidade e Equilibrio??...

P.s. Sinto-me : Com a sensibilidade á flor da pele..... “

By: Libel

 

“Desde pequena que me sinto "o cúmulo da sensibilidade", por aquilo que eu entendo da palavra. Para mim ser sensível é tudo nos tocar o coração, e a mim toca. Sempre chorei em filmes que mais ninguém chorava, sempre me tocou certas frases, certas palavras, certos gestos, certos comportamentos, olhares, sorrisos, que não tocavam à maioria das pessoas... Tudo me emociona, tudo me leva as lágrimas aos olhos. É claro que isto já me fez passar por alguns momentos embaraçosos em público, ser alvo de gozo, ser alvo de espanto, etc, por não me conseguir controlar... Por isso digo muitas vezes que sou fraca, porque sou sensível demais, o meu coração é demasiado delicado, não suporta muito, enche-se com pouco. Todos os dias tenho de travar uma batalha comigo própria para que consiga aguentar mais, ser mais forte... Acho que penso demais e penso com o coração... Tudo para mim tem uma ligação, tem um sentido, tem um significado.

Vou-vos contar vagamente um pouco do dia de hoje. Vi gente "torcer-se" com dores, vi gente à beira da morte, vi gente que sofreu acidentes, com membros partidos e sangue a jorrar, vi gente triste por estar imóvel, presa a uma cama há anos, vi gente nas piores condições de saúde, com tubos a sair de todos os orifícios do corpo e de alguns que se tiveram de fazer, a ter de fazer as necessidades para um saco que têm preso à barriga ou preso às costas, a ter de comer por sondas ou pela própria veia... E todo este conjunto me toca de uma maneira que não sei se imaginam. Não sou eu que sinto as coisas na pele, mas é como se sentisse, tal é a proximidade que sinto das pessoas, pois sou eu que tenho de estar ali à beira delas, à espera que o seu sofrimento se alivie com a medicação que dou, a ouvir os seus lamentos, a enxugar as suas lágrimas, a ajudar e apoiar na sua dor, a dar um pouco mais de conforto à sua vida já tão desconfortável e penosa.

E há momentos em que parece que acumulo a dor de todos no meu coração e depois ele já não aguenta mais... Tenho de ir ao wc lavar a cara e tentar afastar a tristeza imensa que me invade o peito, tal é a miséria humana que vejo à minha volta ao mesmo tempo.

Por outro lado, para contrastar com este lado negro, olho para o lado e vejo vidas de sonho e também me emociono, por ser tudo tão perfeito. Atendi um casal que vinha com o seu bebé. Era a felicidade espelhada nos olhos deles, era a alegria das gargalhadas do bebé, era o carinho que o marido tinha com a esposa e era a ternura com que a esposa olhava e sorria para o marido, eram os olhos do bebé, confiante de que tinha a segurança de uns óptimos pais para cuidar dele, era um todo de harmonia e bem-estar, que me emocionou outra vez, por ser tudo tão perfeito.

Vejo todos os dias vidas muito más, vidas de pesadelo e vidas muito boas, autênticas vidas de sonho. E depois há aquelas vidas "mais ou menos". Talvez por nesta fase sentir que a minha vida é "mais ou menos" e o meu humor ande instável e triste, me sinta mais sensível. Apesar de sempre ter sido assim, acho que nos últimos meses a minha sensibilidade anda aumentada e em qualquer situação, em qualquer lugar as lágrimas surgem e não consigo contê-las...

O simples facto de ver tanta miséria e injustiça no meu dia a dia deveria bastar para me sentir grata pela vida que tenho... Mas depois olho para o lado e vejo vidas de sonho, daquelas vidas que todos um dia desejámos ter, vidas felizes, com saúde e união familiar, e depois fico sem saber o que pensar... E pergunto porquê. Porque é que uns têm tanto e outros têm tão pouco?”

By: Cuidando de Mim

 

“Sensibilidade - O que é isso?

O conceito formal diz-nos que “sensibilidade” é a faculdade de experimentar sensações físicas ou a faculdade de sentir ou experimentar prazer e dor, sensações e sentimentos.

Pessoalmente e apropriando-me do conceito, acreditei durante algum tempo que ter sensibilidade era a capacidade de vibrar de forma mais intensa, comigo e com os outros, em situações mais ou menos frequentes. Poderia ser a capacidade de emocionar-se com um filme, uma pessoa, um poema, uma citação ou um livro e depois aprender com eles incorporando-os na minha prática relacional, tornando-a mais “sensível”e rica… Acreditava também que era a capacidade de ler a realidade sob um ponto de vista mais humano e solidário, inusual até…

Posteriormente comecei a ouvir todos a afirmarem-se como “sensíveis” e, por isso, tantas vezes magoados nessa sensibilidade. Ao mesmo tempo reparava que esses mesmos “sensíveis” pouco se ocupavam do sentir dos outros ou das suas necessidades. Foi estranho escutar as ditas “pessoas sensíveis” falarem das suas carências afectivas e observar como o “eu, eu/preciso, preciso/não tenho/falta-me” era recorrente nas conversas e perceber que raramente existia um olhar de reconhecimento das “sensibilidades” dos outros. Nem mesmo para os mais próximos.

Há aqui incoerência evidente, ou é impressão minha?

Explico melhor: Com a experiência da vida pude perceber que tudo e todos se consideram sensíveis e se queixam da pouca atenção e do pouco amor que recebem, mas quase nunca tentam semear o que pretendem colher… Usando uma imagem concreta, é como aquela história do marido que se queixa da mulher, emocionalmente”moribunda”, esquecendo-se que foi ele que a matou com tanta insensibilidade...Ironias.

Por isso, para mim, ser sensível e ter “sensibilidade apurada”, é principalmente ser coerente com essa característica. Em tudo. Ou seja, ter um sentir apurado para me relacionar comigo, com os outros ou com o mundo. Ter sensibilidade não é apenas uma forma apurada de cuidar dos meus interesses, chorar num filme ou sentir-me magoada…

Parece, portanto, pelo que fica dito, deste conceito algo intangível, que consegui explicar com mais claridade, o que ele não é. Costuma ser assim.

Concluindo: Se não tenho sensibilidade para “sentir” a existência da sensibilidade do outro então não sou, de facto, sensível.

Ou posso ser sensível ignorando os outros? Fica a questão. “

By: Marta M

 

“Sensibilidade - Tal como diz no dicionario, faculdade de sentir, qualidade de sensivel, irritabilidade, impressionabilidade, ...

Para mim a sensibilidade, é uma capacidade que todos os seres humanos tem perante a vida e perante os outros.

Uns mais do que outros, todos somos sensiveis ao Amor, a Guerra, a Doença, a Fome, a Violência ... e muitas outras que coisas, algumas delas até dificeis de explicar.

A nossa sensibilidade cresce em função do que somos como pessoa. Uma pessoa humana, compreensiva, que sabe escutar o outro, tem sem sombra de dúvida uma sensibilidade muito mais "apurada".

Pelo contrário uma pessoa egoista, fria, autoritária , "sem coração" desconhece a palavra.”

By: Green Eyes

 

Estes foram os textos lindos que recebi e que muito apreciei. Gostei muito de todos e das diferentes perspectivas em que é explorada a “Sensibilidade”, mas só poderei destacar um não é verdade?

 

And the Winner is: Cúmplice do Tempo! E o critério da minha escolha baseia-se na sensibilidade com que abordou a própria palavra Sensibilidade!

Parabéns Cumplice Amigo, cabe agora dares continuidade ao desafio, após a leitura do livro “A Árvore dos Segredos” de Santa Montefiore.

MAS!

 

Nem sempre gosto da palavra mas... MAS e neste caso é um MAS diferente...

 

Estava profundamente convencida que iria receber mais textos e participações. Não fiquei desiludida, afinal sou a primeira a reconhecer que nem sempre temos disposição ou tempo útil para dedicarmos a estas coisas, e positiva como sou tenho sempre que olhar os factos com carinho, e heis que me dou conta que quem respondeu foram amigos do meu perfil, com quem, mesmo virtualmente, estabeleci laços e um carinho enormes.

Não posso deixar de agradecer a vossa participação, o tempo que me dedicaram ao escreverem os vossos textos (sei bem o quão o tempo é precioso) e o carinho com que o fizeram e é aqui que entra o tal MAS...

 

O Vencedor do Desafio é, como já referi, o Cúmplice do Tempo mas todos os participantes vão também ganhar um prémio pela sua participação!

 

Todos irão receber o livro “Ascenção e Queda” da minha amiga Sindarin :) Ao clicarem no titulo podem visitar a página que o publicita :)

 

Para finalizar, que o post já vai longo lol, deixo-vos ficar um breve esboço do que é para mim a Sensabilidade:

 

 

SENSIBILIDADE

 

SEN

         SENsações e SENtimentos

 

     SI

            SIntonias e SImbioses

 

          BI

                  BIlhete BIdimensional da Alma e do Coração

        

              LI

                    LIberdade na arte dos cinco sentidos

 

                  DA

                          DAdiva e DAnça da Harmonia e Equilibrio

 

                        DE

                              DEdicação e DElicadeza na compreensão e atitude perante a vida 

 

Beijos Doces

 



publicado por Sheila às 02:28
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Quinta-feira, 27 de Agosto de 2009
A Fita Métrica do Amor

 

Como se mede uma pessoa?

 

Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento.

 

Ela é enorme quando fala do que leu e viveu, quando trata os outros com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri desmedidamente.

É pequena quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.

 

Uma pessoa é gigante quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto.

 

Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.

 

Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relaccionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições?

 

Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande.

Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.

 

É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. O nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de acções e reacções, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.

 

Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande.

 

É a sua sensibilidade sem tamanho.

 

Martha Medeiros

(adaptado para português)

 

 ... e kiçá uma pequena inspiração para este desafio que vos deixei aqui :)

 



publicado por Sheila às 00:34
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Domingo, 23 de Agosto de 2009
A borboleta Azul

 

Havia um viúvo que morava com as suas duas filhas curiosas e inteligentes.

As meninas tinham por hábito fazer muitas perguntas. Algumas ele sabia responder, outras não.

Como pretendia dar-lhes a melhor educação, decidiu que as meninas iriam passar uns dias com um sábio, que morava no alto de uma colina.

O sábio respondia sempre a todas as perguntas sem hesitar.

Impacientes com o sábio, as meninas resolveram inventar uma pergunta que ele não saberia responder.

Então, uma delas apareceu com uma borboleta azul e que iria usar para pregar uma partida no sábio.

- O que vais fazer? - perguntou a irmã

- Vou esconder a borboleta nas minhas mãos e perguntar ao sábio se ela está viva ou morta! Se ele disser que está morta, vou abrir minhas mãos e deixá-la voar. Se ele disser que ela está viva, vou apertá-la e esmagá-la. E assim qualquer resposta que o sábio nos der estará errada!

As duas meninas foram, então, ao encontro do sábio, que estava a meditar.

- Tenho aqui uma borboleta azul – disse a menina

Diga-me sábio, ela está viva ou morta?

Calmamente o sábio olhou para a menina, sorriu e respondeu:

- Depende de ti. Ela está nas tuas mãos.

 

E assim é a nossa vida, o nosso presente e o nosso futuro.

Não devemos culpar ninguém quando as coisas correm mal. Somos os autores do livro da nossa vida.  Somos os responsáveis por aquilo que conquistamos (ou não).

O curso da nossa vida está nas nossas mãos, assim como a borboleta estava nas mãos da menina... só nós podemos decidir e escolher o que fazer com ela...

 



publicado por Sheila às 00:56
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Sexta-feira, 21 de Agosto de 2009
O Cântaro Partido

 

 

"Um aguadeiro indiano tinha dois grandes cântaros.

Transportava-os suspensos às duas extremidades de uma vara de madeira que se ajustava à forma dos seus ombros.

Um dos cântaros tinha uma brecha, e, enquanto o outro cântaro conservava perfeitamente toda a sua água da fonte até à casa do amo, o cântaro lascado perdia quase metade da sua preciosa carga durante o caminho.

Isto durou 2 anos, durante os quais, todos os dias, o aguadeiro só entregava um cântaro e meio de água em cada uma das suas viagens. Claro, o cântaro intacto sentia-se orgulhoso, visto que conseguia cumprir a sua missão do princípio até ao fim sem falhar. Mas o cântaro lascado tinha vergonha da sua imperfeição e sentia-se deprimido porque só conseguia cumprir metade do que era suposto ser capaz.

Ao fim de 2 anos daquilo que considerava como um desaire permanente, o cântaro lascado dirigiu-se ao aguadeiro, num momento em que este último o enchia na fonte:

- Sinto-me culpado, e peço que me desculpes.

- Porquê? - perguntou o aguadeiro - De que tens vergonha?

- Durante 2 anos, apenas consegui transportar metade da minha carga de água para o nosso amo, devido a esta brecha que deixa entornar a água. Por minha culpa, fazes todos estes esforços, e, no final, só entregas metade da água ao nosso amo.

Não obténs o conhecimento completo dos teus esforços - disse-lhe o cântaro lascado.

O aguadeiro ficou emocionado com esta confissão, e, cheio de compaixão, respondeu: - Enquanto voltamos à casa do amo, quero que observes as magníficas flores que estão à borda da estrada.

À medida que subiam pelo caminho, ao longo da colina, o velho cântaro viu, na borda do caminho, magníficas flores banhadas pelo sol, e aquilo aliviou-lhe o coração. Mas no fim do percurso, continuava a sentir-se mal porque tinha voltado a perder metade da sua água.

O aguadeiro disse ao cântaro:

- Apercebeste-te de que havia flores lindas do teu lado, e quase nenhuma do lado do cântaro intacto? Como sempre soube que entornavas água, decidi tirar partido disso. Espalhei sementes de flores no caminho do teu lado, e, todos os dias, tu regava-las durante todo o percurso. Durante 2 anos, consegui, graças a ti, apanhar flores magníficas que embelezaram a mesa do amo. Sem ti, nunca teria conseguido encontrar flores tão frescas e tão graciosas.

 

 "Ninguém é perfeito, mas mesmo as nossas brechas, feridas e defeitos são importantes porque fazem parte do todo que nós somos. Todos temos imperfeições e pontos fracos da mesma forma que temos muitas coisas boas e que devemos reconhecer em nós e nos outros.

Quando a nossa auto-estima está em baixo, acabamos por dar demasiada importância às nossas imperfeições. Achamos que somos inferiores e deixamos de acreditar em nós. Mas não podemos deixar que isso aconteça, porque temos de nos lembrar de todas as coisas boas que temos dentro de nós, temos de conseguir ver as flores que fazemos florescer apesar das brechas que temos.

 

E até a vida tem as suas brechas, feridas e defeitos e mesmo assim continua a ser bom poder viver essa vida e sorrir com todas as coisas boas que ela também nos dá."

 



publicado por Sheila às 01:43
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Quinta-feira, 6 de Agosto de 2009
Pérolas

 

 

 

As Pérolas são produto de dor, resultado da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou um grão de areia.

 

A parte interna da concha de uma ostra é uma substância lustrosa chamada nácar.

 

Quando um grão de areia penetra, as células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas para proteger o corpo indefeso da ostra.

 

Como resultado: forma-se uma linda Pérola.

 

Uma ostra que não foi ferida, de algum modo, não produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada.

 

Quem é que nunca se sentiu ferido pelas palavras rudes de um amigo?

 

Quem é que nunca foi acusado de ter dito coisas que não disse?

 

Quem é que já viu as suas ideias e atitudes serem rejeitadas ou mal interpretadas ?

  

Nestas situações devíamos conseguir produzir a nossa própria pérola: injectar aquela força positiva chamada auto-estima, formar a tal capa protectora das nossas mágoas, rejeições sofridas, tristezas e frustrações sentidas e não deixarmos que estes aspectos negativos, que fazem parte da vida, se tornem feridas difíceis de cicatrizar.

 

"Um dia a lágrima disse ao sorriso: invejo-te porque vives sempre feliz. O sorriso respondeu: enganas-te, pois muitas vezes sou apenas o disfarce da tua dor."

 



publicado por Sheila às 01:08
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Sábado, 1 de Agosto de 2009
Os teus olhos...

 

São uns olhos verdes, verdes,
Uns olhos de verde-mar,
Uns olhos cor de esperança,

Uns olhos que me fazem sonhar.
São como duas esmeraldas,
Iguais na forma e na cor,
São verdes da cor do prado,
Que exprimem enormes paixões,
Tão facilmente se inflamam,
Tão meigamente derramam

Fogo e luz

Fios de lágrimas;

São uns olhos verdes, verdes,
Que podem também brilhar;
Não são de um verde embaçado,
Mas verdes da cor do prado,
E verdes da cor do mar.
Como se lê num espelho,
Pude ler nos teus olhos!
Os olhos mostram a alma,
Também refletem os céus;

São uns olhos verdes, verdes

Os olhos do meu coração!

 



publicado por Sheila às 17:04
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Sexta-feira, 31 de Julho de 2009
Coração

 

 

"Era uma vez um homem que vivia centrado nas suas verdades... que falava através do silêncio...

Mas na transparência e na quietude das suas palavras, como uma canção que se compõe entre

os olhares dos apaixonados, surgiam versos como surge o perfume das flores.

Ainda que existisse, tantas vezes se perguntava se ele era real.

Amava por inteiro; Queria ser amado, mas sem exigir sentimentos.

Para ele, o amor só valia quando causava alegria.

Era de um tanto delicado que perturbava aqueles que não sabem receber o amor.

Porque não é simples recebê-lo. Mas talvez perturbasse mais por não deixar-se desvendar...

Era homem... como anjo, sem asas. Era anjo... feito homem.

Sabia voar, à sua maneira, sabia fazer voar, através dos sentimentos que oferecia.

Talvez não fosse um homem, Talvez nem fosse um anjo...

Certamente isso é uma fábula para quem não acredita em anjos ou em arco-íris ou mesmo em amor...

Não há um único nome. Existem vários.

Aos homens, todos os outros homens, ele era, mesmo sem saber, uma parte de dentro de cada um.

 

O seu nome era CORAÇÃO."

 



publicado por Sheila às 00:14
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Sexta-feira, 10 de Julho de 2009
Reflexões

 

 

Nos dias em que um gelado custava muito menos do que hoje, um rapazinho de 10 anos entrou no café de um hotel e sentou-se numa mesa. Uma empregada de mesa trouxe-lhe um copo com água.

"Quanto custa um gelado cremoso de taça?" perguntou o rapazinho.

"Cinquenta cêntimos," respondeu a empregada.

O rapazinho tirou do bolso uma mão cheia de moedas e contou-as.

"Bem, quanto custa um gelado simples?" perguntou ele.

A esta altura já mais pessoas estavam à espera de uma mesa e a empregada começava a ficar impaciente.

"Trinta e cinco cêntimos," respondeu ela com brusquidão.

O rapazinho contou novamente as suas moedas.

"Vou querer o gelado simples." Respondeu ele.

A empregada trouxe o gelado, colocou a conta em cima da mesa, recebeu o dinheiro do rapazinho e afastou-se.

O rapazinho terminou o seu gelado e foi-se embora.

Quando a empregada foi levantar a mesa começou a chorar.

Em cima da mesa, colocado delicadamente ao lado da conta, estavam 3 moedas de cinco cêntimos...

 

 

 É incrivel, mas o rapazinho optou por não comer o gelado cremoso de taça porque queria ter dinheiro suficiente para deixar uma gorjeta à empregada!

Dá que pensar não dá?

 



publicado por Sheila às 21:00
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Sexta-feira, 26 de Junho de 2009
Coração de Mãe

 

O Coração de Mãe não é só apenas um músculo que bate sem parar.

É um lugar mágico onde acontecem as mais extraordinárias das coisas...

O Coração de Mãe está ligado a cada coração de um filho por um fio fininho, quase invisível.

É por causa deste fio que tudo o que acontece aos filhos faz acontecer alguma coisa dentro do coração de mãe.

Quando os filhos dão gargalhadas, o coração de mãe até dança.

Quando um filho está triste, o coração de mãe parte-se em mil bocadinhos.

Quando um filho adoece, o coração de mãe fica às pintinhas e muito mais pequenino...

Mas o coração de mãe volta a crescer quando o filho se sente finalmente melhor!

O coração de mãe fica branco, sem pinga de sangue, quando um filho dá um grande trambolhão.

O coração de mãe congela quando um filho se perde na multidão.

Quando não compreende os filhos, o coração de mãe é como um novelo embaraçado.

No coração de mãe passa uma nuvem escura sempre que um filho é mal-educado.

O coração de mãe ganha ferrugem quando não vê um filho há muito tempo.

Mas quando chega a hora de ir buscar os filhos à escola, parece um avião a jacto!

Quando um filho diz uma piada, o coração de mãe ilumina-se...

E lá dentro abre-se uma janela, sempre que o filho aprende uma palavra nova.

O coração de mãe é um vulcão (em erupção) sempre que um filho faz um grande disparate.

Mas quando um filho precisa de ajuda é um sino que toca sem parar!

Aliás quando querem fazer mal aos seus filhos, o coração de mãe enche-se de garra e dentes afiados!

Quando chegam as férias o coração de mãe bate mais devagarinho...

Nos dias de piqueniques, o coração de mãe é um passarinho.

E há um dia em que no coração de mãe nascem flores...

quando descobre que vai nascer outro filho!

 

Afinal o coração de mãe

não é só um músculo

que bate sem parar...

É um lugar mágico

onde acontecem

as mais extraordinárias

das coisas!

 

Planeta Tangerina

Isabel Minhós Martins

Bernardo Carvalho

 



publicado por Sheila às 19:16
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Segunda-feira, 25 de Maio de 2009
Sensibilidades...

 

Fácil é ocupar um lugar na agenda telefónica.

Difícil é ocupar o coração de alguém. 

 

Fácil é julgar os erros de outros.

Difícil é reconhecer os nossos próprios erros.

 

Fácil é ferir quem nos ama.

Difícil é curar essa ferida. 

 

Fácil é perdoar a outros.

Difícil é pedir perdão.

 

Fácil é exibir a vitória.

Difícil é assumir a derrota com dignidade. 

 

Fácil é sonhar todas as noites.

Difícil é lutar por um sonho.

 

Fácil é orar todas as noites.

Difícil é encontrar Deus nas pequenas coisas. 

 

Fácil é dizer que amamos.

Difícil é demonstrá-lo todos os dias...

 

Fácil é criticar os demais.

Difícil é melhorar-nos a nós mesmos... 

 

Fácil é pensar em melhorar.

Difícil é deixar de pensá-lo e realmente fazê-lo..

 

Fácil é receber.

Difícil é dar. 

 

Fácil é ler este texto

Dificil é pô-lo em prática...

 



publicado por Sheila às 18:52
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