Terça-feira, 23 de Março de 2010
Ilusão mascarada...

  

 

"É de momentos que vivemos e também é nos momentos que a existência se constrói.

Nos intervalos lá vamos pulando de acontecimento em acontecimento até ao epílogo, até ao acontecimento final, que é sempre o mesmo.

Isto faz com que a vida seja um absurdo com um princípio feliz e um final desventurado.

Pelo meio há muito teatro...

Pode-se dizer que os acontecimentos da nossa vida, seja ela qual seja, são tantas vezes uma encenação teatral. E nós o actor principal que é sempre secundário em relação a um terceiro que é um figurante e mais outro que é outro figurante e por aí fora, tudo isto numa cadeia ininterrupta de papéis principais, secundários, figurantes, aderecistas, encenadores, etc, numa lógica vertiginosa de tudo e nada ser no palco da existência que é uma existência mal ou bem vivida, com altos e baixos, com momentos dramáticos e outro cómicos, com fases alegres e outras tristes.

Se existe alguma coisa que valha a pena, viver é uma delas.

Mas viver é como comer, é vital mas exige trabalho, exige dedicação e a consumação de actos que vistos de fora são ridículos mas subsistem como se fossem absolutamente essenciais à ilusão.

E a vida é ilusão. Sempre ilusão. E atrás de uma ilusão outra lhe sucede e outra e outra.

Pois, por agora, fixemos-nos no teatro que a ilusão antecipa..."

 

João Madureira

  

... e quantos de nós já não viram este peça... lol 

 

 



publicado por Sheila às 21:44
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Domingo, 13 de Setembro de 2009
O Planeta do faz de conta

 

Era uma vez o Planeta do faz de conta...

Nesse planeta... por um motivo ou por outro, todas as pessoas aprenderam a fazer de conta...

Tanto aprenderam que acabaram por acreditar que o fazer de conta era a realidade...

Alguns faziam de conta que eram felizes... outros faziam de conta que eram eternas vítimas, outros ainda faziam de conta que sabiam da verdade... enfim... existia faz de conta para tudo nesse planeta... e todos iam fazendo de conta que estavam vivendo...

Num dia de muita luz e de muita sombra chegaram a esse planeta... vindos de outros espaços... alguns seres que não faziam de conta e nem sabiam o que era fazer de conta... A principio tudo o que eles viram eles acreditaram que era verdade... que as pessoas todas estavam sendo absolutamente sinceras em tudo que faziam e nem de longe podiam imaginar que aquilo tudo era um imenso teatro de faz de conta...

Passado o primeiro momento aqueles seres perceberam que aqueles actos daquelas pessoas eram muitas vezes incoerentes com aquilo que elas pensavam e muitas vezes o que elas pensavam era incoerente com o que elas sentiam...

Esses seres tinham o poder de perceber a pessoa por inteiro porque eles eram inteiros...

E foi com um certo espanto que eles perceberam que a maior parte daquelas pessoas sempre faziam de conta... uma vez que quase nunca havia coerência entre o sentir, o pensar e o agir...

Eles ficaram sem entender porque alguns faziam de conta que amavam quando... era tão mais simples só amar... alguns faziam de conta que eram felizes porque tinham um monte de coisas que faziam de conta que era o que dava felicidade... Por fazer de conta que aquelas coisas davam felicidade, outros ainda faziam de conta que sofriam porque não tinham aquelas coisas...

Percebendo como tudo funcionava naquele planeta, eles sentiram uma enorme compaixão por aqueles seres... Conseguiram verdadeiramente colocar-se na posição daquelas pessoas e puderam sentir a imensa dor que era estar naquela situação...

Ficaram a pensar no que poderia ter acontecido para fazer com que aquelas pessoas vivessem num eterno faz de conta... Como eles sabiam que nada acontece por acaso e que também não fora por acaso que eles entraram ali pelos corredores do tempo, eles decidiram fazer alguma coisa para ajudar os seres do planeta do faz de conta...

Eles descobriram que o motivo de tanto fazer de conta tinha tido origem no medo... no medo de Ser inteiros e de mostrar quem realmente eram...

Eles viram todo o passado daqueles seres e entenderam todas as histórias... e puderam ver onde cada um perdeu o fio do "Ser".

Como eram muito iluminados logo entenderam o que poderiam fazer por aqueles seres...

Eles então... enviaram para os sonhos de cada habitante daquele planeta... uma trilha de Luz permeada de Amor... que faria com que cada um encontrasse o caminho de volta para casa de forma bem simples e natural... a partir de então...

E quando eles despertassem... ninguém mais precisaria fazer de conta... porque teriam descoberto como é muito mais simples só "Ser" do que fazer de conta que é...

 

Rubia A. Dantés

É curioso que parece uma história de ficção fruto da imaginação da sua autora, mas ao absorver toda a sua mensagem dou-me conta que este planeta até que nem é pura imaginação. Há efectivamente pessoas que vivem num mundo de faz de conta, que se recusam a ser elas próprias, que vivem no sentido de agradar os outros evitando mostrar os seus verdadeiros "eus". Na minha vida aprecio as pessoas que demonstram ser o que são, com os seus defeitos e virtudes, com as suas fraquezas ou evidências de força. Não preciso que concordem comigo e admiro quem me dá argumentos válidos quando não concorda. Não preciso e não aceito relações de fachada. A vida é a sério, não é um acto de faz de conta e só não vê isso quem quer fazer de conta. Entristece-me conhecer pessoas que vivem nesse planeta do faz de conta, que idealizam demasiado a perfeição, que fecham os olhos a determinadas verdades com um simples mudar de canal quando imagens como a violência, a guerra, a fome, a pobreza, aparecem no écran; entristece-me quem vive a iludir outras pessoas com o intuito de manobrar as suas vidas, inventando sentimentos e atitudes falsas reflexo de quem mente a si próprio; entristecem-me as pessoas que assumem o papel de vitimas, de coitadinhos e passam a viver no mundo de que os outros é que estão contra elas, um mundo imaginário que as afasta do mundo real e em consequência das pessoas mais próximas.

Não acho que o façam por medo, como é evidenciado no texto. Creio que o fazem para se sentirem por cima, como que superiores a tudo e a todos, e isso entristece-me.

Somos o que somos e valemos pelo que somos, desde que o sejamos por inteiro.

 



publicado por Sheila às 01:53
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