Segunda-feira, 1 de Março de 2010
Sentido da Vida...

 

Achamos que a vida é uma sonata

que começa com o nascimento

e deve terminar com a vellhice.

Mas isso está errado.

Vivemos no tempo, é bem verdade.

Mas, é a eternidade que dá sentido à vida.

Eternidade não é o tempo sem fim.

Tempo sem fim é insurportável.

Eternidade é o tempo completo,

esse tempo do qual a gente diz:

"Valeu a pena".

 

Compreendi, então,

que a vida é uma sonata que,

para realizar a sua beleza,

tem que ser tocada até o fim.

Dei-me conta, ao contrário,

de que a vida é um álbum de minissonatas.

Cada momento de beleza vivido e amado,

por efêmero que seja,

é uma experiência completa

que está destinada à eternidade.

Um único momento de beleza e amor

justifica a VIDA inteira.

 

Rubem Alves

em Concerto para Corpo e Alma

 

Excelente semana... com menos chuva please!

 

Ps: Parabéns ao meu Sporting  LOL



publicado por Sheila às 10:35
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Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2010
Fibra

 

Como as pessoas, cada tecido tem as suas próprias vantagens e limitações.

Alguns são finos e lindos, mas frágeis que se rasgam ao mínimo picote.

Outros têm a trama tão cerrada que nem dá para ver as fibras.

Há ainda os que são grossos, encorpados, chegando até a arranhar.

Impossível mudar o caráter de um tecido.

Ele pode ser cortado, rasgado, cozido, para se transformar em vestidos,

calças, ou toalhas de mesa, mas seja qual for o feitio que assuma,

o pano continuará sempre o mesmo.

A sua verdadeira natureza não se altera, qualquer boa costureira sabe disso.

 

Frances de Pontes Peebles

A Costureira e o Cangaceiro

 

 

"E tal qual uma boa costureira, a vida encarrega-se de reconhecer e revelar

a natureza do tecido que nos reveste, seja qual for o feitio que assumamos."

 



publicado por Sheila às 11:45
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Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010
Mágoa

 

 

“É uma palavra bonita, mágoa. Sabe a lágrimas silenciosas, a noites de insónia,

a manhãs de Domingo solitárias e sem sentido.

Está para lá da tristeza, da saudade, do desejo de lutar pelo que já se perdeu,

da raiva de não ter o que mais se queria, da pena de ter deixado fugir um grande amor,

por ser demasiado grande. Primeiro grita-se, barafusta-se, soluça-se em catadupas.

Depois, é o pós-guerra, a rendição, a entrega das armas e as sentenças de um tribunal

marcial interior, em que os juízes são a vida, e o réu, o que fizermos dela.

Limpam-se os destroços. Enterram-se os mortos, tratam-se dos feridos,

que são as nossas feridas, feitas de saudades, de desencontros, palavras infelizes

e frases insensatas, medos, frustrações e tudo o que não dissemos.

A mágoa chega então, quando o cansaço já não nos deixa sentir mais nada.

É silenciosa e matreira, instala-se sem darmos por ela, aloja-se no coração.

Mas o mundo nunca pára. Nada pára. A vida foge, os dias atropelam-se,

é preciso continuar a vivê-los, mesmo com dor.

Pelo menos a mágoa magoa, mas faz-nos sentir vivos.”

 

As Crónicas da Margarida,

Margarida Rebelo Pinto

 Felizmente não tenho muitas mágoas, mas tenho momentos que olho para trás no tempo e sinto-me triste por saber que não voltarei a vivê-los. É precisamente por isso que cada novo dia é motivo suficiente para vivermos intensamente cada momento, para que não fiquem mágoas do que não se volta a repetir. Como diz a Margarida Rebelo Pinto o mundo não pára, nada pára e é preciso continuarmos bem impulsionados para continuar a viver.

Que seja intensamente. Que seja com alegria. Que seja com óptimismo.

 

Que um sopro seja o suficiente para afastar as mágoas que por vezes nos assombram! 

 

Continuação de boa semana!

 



publicado por Sheila às 01:26
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Segunda-feira, 24 de Agosto de 2009
As Pontes da Vida

 

A construção de uma ponte advém da necessidade de unir as margens dos rios e de interligar a vida existente de cada lado, de modo a que o rio que separa as margens passe a fazer parte da vivência das duas margens em conjunto.

 

Na nossa vida construimos pontes na união entre nós e outras pessoas, de forma a que aquilo que nos separa passe a ser parte integrante da vida em conjunto, sem que seja um obstáculo e passe a existir uma travessia por onde as duas vidas se possam unir de alguma forma.

Ao construírmos as pontes que nos ligam às pessoas que nos rodeiam é possível estabelecermos algum tipo de relação e aprendermos imenso com outros. Nunca deixamos de ser nós próprios mas desta forma permitimo-nos incorporar experiências e saberes até aí ignorados.

 

Qualquer ponte necessita de cuidados e de manutenção. Há que estar atento à sua conservação e ao seu estado, de modo a que o seu uso continue a ser seguro para unir as margens. Para se evitar a queda de uma ponte há que investir nas tarefas de recuperar, manter, solidificar e consolidar todos os aspectos que dela fazem parte. Quantas vezes o tempo e o desgaste leva a que se construam novas passagens, novas formas de travessia entre margens que ficam mais afastadas pela insegurança e desconfiança de uma velha ponte. Na certeza que uma nova ponte nunca será uma cópia da anterior, uma nova travessia surge adaptada à vida actual de cada margem. Em consonância com as condições de cada lado do rio evitam-se e esquecem-se erros anteriormente cometidos na ponte que é abandonada. Em qualquer situação a velha ponte permanecerá na memória e às vezes até se adopta um uso diferente só para que não se perca completamente.

 

E na vida também é assim! Temos que cuidar e tratar das pontes que nos unem aos outros, temos que estar atentos ao seu estado e à sua condição. Se a ruína ameaçar estas pontes temos que saber reagir e recuperar a travessia, recuperando ou construindo uma nova ponte. Por vezes temos que criar novas pontes quando refundamos as relações, partindo daquilo que somos hoje e não apenas copiando o que fomos ou que gostaríamos que fossemos.

 

Há paixões que se transformam em amores; amores que se renovam; amores que se tornam amizades; amizades que se reforçam; amizades que se transformam em paixões; paixões que se tornam belas recordações; empatias que se revelam amizades; amizades que se tornam companheirismo; paixões que crescem; paixões que se desfazem e cristalizam em amizades ou cumplicidades que se transformam em paixões...

Há, também, situações na vida em que já não existe vida para fluir entre as margens e a ponte deixa de fazer sentido continuar a existir. Mas nem sempre, a ponte deixa de existir, apenas se transforma na recordação de que existiu ali um dia.

 

Quantas amizades vamos esgotando ao longo da vida?

Quantas paixões se extinguem e deixam de resultar?

E quantos amores ficam gelados da cumplicidade que existia inicialmente e se desmoronam como fumaça?

 

Qualquer ponte é fundamental para o fluir da vida. Acontece tanto nas pontes que unem as margens dos rios como naquelas que ligam as pessoas nas suas relações.

 

Na vida temos mesmo que saber construir e manter as pontes que nos ligam aos outros, temos que tentar perceber em cada momento o que essas pontes significam e temos de encontrar as adaptações, alterações ou melhorias que devemos fazer para que continuem a ser uma forma de nos enriquecermos nas relações que estabelecemos com aqueles que nos rodeiam.

Nas pontes que entretanto vão desaparecendo ou transformando, temos que saber preservar a sua memória com base naquilo que nos tornamos, fruto do que aprendemos com elas.

 

 

Bom início de semana!

 



publicado por Sheila às 00:17
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