Sábado, 25 de Abril de 2009
Nada acontece por acaso...

Quando um novo desafio surge na nossa vida, temos tendência a agarrá-lo com entusiasmo. Preparamo-nos para que o abstracto ganhe forma. Empenhamo-nos ao máximo. Passamos a viver sob alçada de darmos o nosso melhor!

Um dia a prova final chega e há que tornar o abstracto em concreto. Arriscamos e, a dado momento, falhamos! Falhamos de forma inexplicável!

Há dias em que apetece desistir, ficar-se parado no stop para deixar passar todos os problemas ou fracassos que entram de mansinho na nossa vida!

Nem sempre conseguimos superar as dificuldades, os medos e a pressão. De repente, tornamo-nos no pesadelo do próprio eu. Éramos diamante que se transformou em carvão.

Nos dias seguintes, o sentimento de fracasso aumenta.

Lamentamos as nossas falhas. Sentimo-nos culpados por não termos sido melhores. Martirizamo-nos!.

O novelo de algodão branco dos nossos pensamentos fica manchado. Choramos todas as lágrimas do corpo até ao absoluto cansaço, até que o abatimento esgote o eu.

A tristeza entra na nossa vida e faz-nos viver em banho maria. A palavra de ordem é a lentidão!

A tristeza é prima da melancolia e do tédio existencial.

Para acabar com a tristeza, é preciso reflectir, procurar o apoio dos outros e deixar que o tempo sare algumas feridas.

Mas a tristeza não é totalmente negativa... e obriga-nos a parar, a fazer uma espécie de retiro espiritual. Só assim podemos aprender a evitar situações semelhante àquela que nos causou a dor. A tristeza também nos protege da agressividade do outro e origina uma onda de empatia e de apoio.

Esta última semana que passou foi complicada e stressada. Demasiadas coisas acontecer ao mesmo tempo no trabalho, com algumas horas de boa disposição e muitas de stress, de coisas para resolver, de pequenos imprevistos para pensar e tentar dar a volta...

Esta semana falhei! Provei o amargo sabor do fracasso, da tristeza e da desilusão. Inexplicavelmente esqueci-me de um jantar de aniversário de uma amiga que adoro! Inexplicavelmente deixei que o stress e a azáfama, que vivo no trabalho, cruzasse e atropelasse a minha vida pessoal. Por mais que me esforce não consigo entender este esquecimento. E apesar de não ter tido consequências na minha amizade com essa minha amiga, (que me provou que a nossa amizade consegue estar acima de tudo), não consigo deixar de sentir esta tristeza e desilusão com o meu eu!

Como já disse aqui no meu blog... vou algumas vezes ao fundo do poço mas não consigo ficar lá muito tempo... tento sempre ultrapassar os obstáculos, os fracassos e as desilusões pelo simples facto de aceitá-los como parte integrante da minha vida.

Fiquei triste e desanimada. Senti-me desiludida comigo própria. Mas quem me rodeia não merece que eu me sinta triste e desanimada e quem me conhece sabe que tenho muita força interior.

Nada acontece por acaso... é o titulo deste post! Neste período de tristeza eis que recebo Mimos!

Mimos virtuais que conseguem entrar na realidade dos meus sentimentos e me deram uma força tão grande!

Ontem, sexta-feira, passei toda a manhã entre duas reuniões... numa das pausas consegui vir ao blog e postar algumas imagens que me fizeram rir... sabia que precisaria de me motivar para o resto do dia... e deparei-me com os mimos da green.eyes e da pingodemel.Tive um dia tão exaustivo ontem, que ao fim do dia adormeci no sofá, extenuada de cansaço... dormi 14 horas seguidas! Só hoje me é possível agradecer os vossos mimos e a estes juntam-se outros mimos que recebi hoje do falar-ao-acaso e da azuldoceu.

 

 

Interpreto o meu esquecimento como um sinal de que tenho que abrandar o ritmo no trabalho. Interpreto a minha tristeza comigo própria  como sinónimo de fraqueza e vazio... mas um vazio que tem cura... basta enchê-lo com afecto! Afecto de mim própria e afecto dos outros que gostam de nós. Os afectos não se forçam... sentem-se!

Queria dizer-vos que senti o vosso afecto! Os mimos recebidos vieram colmatar esse vazio e encheram-me o coração. Só me resta dizer... bem haja aos vossos miminhos, que tão bem que me fizeram sentir!

O meu sincero obrigado!

 

Passo estes mimos a todos os meus amigos aqui do blog e em particular aqueles de quem os recebi: à Green Eyes, à Pingo de Mel, ao Falar-ao-Acaso e à Azul do Céu e a alguns que destaco por particular carinho, pelo apoio e palavras amigas que tenho trocado por email ou msn ou skype. Devia destacar cinco amigos, mas porque na vida há coisas que sabem bem a triplicar, os meus mimos de hoje vão para estes amigos:

MIGUXA

100timento

Just Moments

Sugar

Blue Eyes

cuidandodemim

miúda

tn

fairyland

Sorrisoduplo

sonhandoaosquarent...

TST

Infinito e Mais Al...

mamaepedro

Joana

 

Deixo-vos com esta melodia que também me tem enchido o coração :)

 

Lucky

Do you hear me, I'm talking to you
Across the water across the deep blue ocean
Under the open sky oh my, baby I'm trying

Boy I hear you in my dreams
I feel you whisper across the sea
I keep you with me in my heart
You make it easier when life gets hard

I'm lucky I'm in love with my best friend
Lucky to have been where I have been
Lucky to be coming home again

They don't know how long it takes
Waiting for a love like this
Every time we say goodbye
I wish we had one more kiss
I wait for you I promise you, I will

I'm lucky I'm in love with my best friend
Lucky to have been where I have been
Lucky to be coming home again
I'm lucky we're in love in every way
Lucky to have stayed where we have stayed
Lucky to be coming home someday

And so I'm sailing through the sea
To an island where we'll meet
You'll hear the music, feel the air
I put a flower in your hair

And though the breeze is through trees
Move so pretty you're all I see
As the world keep spinning round
You hold me right here right now

I'm lucky I'm in love with my best friend
Lucky to have been where I have been
Lucky to be coming home again
I'm lucky we're in love in every way
Lucky to have stayed where we have stayed
Lucky to be coming home someday

 

 


sinto-me: em paz, feliz

publicado por Sheila às 23:54
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Quinta-feira, 23 de Abril de 2009
Entre o Ego e a Alma

Enquanto pensamos que a morte é o que mais separa as pessoas, o EGO desde sempre, vem fazendo esse “serviço” muito mais do que ela.

  

Não há nada que vença o EGO em termos de separações!

E como é que ele age?

 

- Nas amizades:

uma atitude ou palavra mal colocada é, muitas vezes, suficiente para que amigos se separem, deixando cair no esquecimento as tantas coisas boas que fizeram brotar uma tão valiosa amizade.

 

Não! O EGO não admite erros nem pedidos de perdão.

Seria abrir mão da punição! Ele só entende assim.

 

- No casamento e nas relações amorosas:

em nome da “incompatibilidade de feitios”, homens e mulheres separam-se, sem darem hipótese à flexibilidade que faria com que ambos – de comum acordo – cedessem um pouco.

 

Não! Para o EGO não existe acordo quando se trata de ceder.

Seria “rebaixar-se! Ele só entende assim.

 

- Nas famílias:

tantos pais, irmãos e filhos se separam, só pela necessidade de impor suas vontades, de ver “quem é que manda”, quem é dono da última palavra. Na maioria dos casos, numa reunião familiar, e com um pouco de humildade todos saberiam até onde ir e quando parar.

 

Não! O EGO quer deter o poder sobre tudo e sobre todos.

Limites seriam um caso de obediência! Ele só entende assim!

 

- Nas carreiras:

pessoas escolhem seguir a mesma carreira ou carreiras diferentes, e muitas dessas pessoas gastam a melhor parte da sua vida competindo, vigiando, farejando os passos das outras, dada a precisão de ser “a melhor”. A consciência de que “o sol nasce para todos” faria isso parar.

 

Não! O EGO quer ganhar sempre, custe o que custar.

Aceitar vitórias alheias seria fracassar! Ele só entende assim.

Em toda a situação conflitiva que determina separações o EGO faz-se presente e quer sempre ganhar.

 

É nos carros, em brincadeiras desnecessárias; é no trabalho, em críticas contra colegas; é nas escolas, em exibições de notas; é nas guerras, onde ganhar é questão de vida ou morte; é na vizinhança, em discussões vulgares, e assim por diante... Infinitamente...

 

Pensa em algo similar, não citado aqui, e notarás que nele também está a ditadura do EGO.

Basta que o caso lembrado seja capaz de separar pessoas.

 

Não!

Não é a morte o que mais promove essas situações!

É o EGO, o filho predileto do orgulho!

A ALMA e o EGO ocupam o mesmo “castelo”.

Deixa que a ALMA seja a rainha vitalícia do lugar!

Ela é aquela parte sua que deseja Paz e Reconciliações.

O EGO é o mal dentro de nós.

 

Assim – e só assim – a Vida poderá abrir as portas da verdadeira e perene Felicidade.

 

Sílvia Schmidt



publicado por Sheila às 00:59
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Segunda-feira, 20 de Abril de 2009
"Você têm Experiência?"

Num processo de selecção da Volkswagen, os candidatos deveriam responder à seguinte pergunta: “Você tem experiência?”

A redacção a seguir foi desenvolvida por um dos candidatos. Ele foi aprovado e o seu texto está a fazer sucesso, e ele, com certeza, será sempre lembrado pela sua criatividade, pela sua poesia, e acima de tudo pela sua alma e carácter, embora o seu nome não tenha sido divulgado.

 

Partilho esta "deliciosa" redacção convosco porque é belissima mesmo!

 

"Já fiz cóceguinhas na minha irmã só para ela parar de chorar,

já me queimei brincando com vela. Já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo. Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés de fora. Já passei trote por telefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando.

Já roubei beijo. Já confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.

Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro,

Já me cortei fazendo a barba apressado,

Já chorei ouvindo música no ônibus.

Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer.

Já subi escondido no telhado para tentar pegar estrelas,

Já subi em árvore para roubar fruta, já caí da escada de bunda.

Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola,

Já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa para sempre e voltei no outro instante.

Já corri para não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.

Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado,

Já me joguei na piscina sem vontade de voltar,

Já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios,

Já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.

Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso,

Já quase morri de amor, mas renasci novamente para ver o sorriso de alguém especial.

Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.

Já apostei em correr descalço na rua,

Já gritei de felicidade,

Já roubei rosas num enorme jardim.

Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um 'para sempre' pela metade.

Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol,

Já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.

Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú chamado coração!

 

E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: "Qual sua experiência?"

 

Essa pergunta ecoa no meu cérebro: experiência... experiência...

Será que ser "plantador de sorrisos" é uma boa experiência?

Não!

Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!

 

Agora, gostaria de indagar uma pequena coisa para quem formulou esta pergunta:

Experiência?

Quem a tem, se a todo momento tudo se renova?

 

(Texto recebido por e-mail)


sinto-me: Deliciada :)

publicado por Sheila às 12:05
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Sexta-feira, 17 de Abril de 2009
Sobre pais, mães e filhos!

O Dr. Arun Gandhi, neto de Mahatma Gandhi e fundador do MK Institute, contou a seguinte história sobre a vida sem violência numa palestra proferida na Universidade de Porto Rico:
 
"Eu tinha 16 anos e vivia com os meus pais, na instituição que o meu avô tinha fundado, e que ficava a 18 milhas da cidade de Durban, na África do Sul.
 
Vivíamos no interior no meio dos canaviais, e não tínhamos vizinhos, por isso as minhas irmãs e eu sempre ficávamos entusiasmados com a possibilidade de ir até a cidade para visitar os amigos ou ir ao cinema.
 
Certo dia o meu pai pediu-me que o levasse até a cidade, onde participaria de uma conferência durante o dia todo. Eu fiquei radiante com esta oportunidade.
 
Como íamos até a cidade, a minha mãe deu-me uma lista de coisas que precisava do supermercado e, como passaríamos lá o dia todo, o meu pai pediu-me que tratasse de alguns assuntos pendentes, como levar o carro à oficina.
 
Quando me despedi do meu pai ele disse-me:  'Encontramo-nos aqui, às 17 horas, e voltaremos para casa juntos'.
 
Depois de cumprir todas as tarefas, fui até o cinema mais próximo. Distraí-me tanto com o filme (um filme duplo de John Wayne) que me esqueci da hora. Quando me dei conta eram 17h30. Corri até a oficina, peguei no carro e apressei-me a ir buscar meu pai!

Eram quase 18 horas.!
 
Ele perguntou-me ansioso: 'Porque chegaste tão tarde?' Eu sentia-me mal pelo ocorrido, e não tive coragem de dizer que tinha perdido a hora a ver um filme do John Wayne. Então, lhe disse que o carro não tinha ficado pronto, e que tivera que esperar.

O que eu não sabia era que ele já havia telefonado para a oficina.
 
Ao perceber que eu estava a mentir, disse-me:


'Algo não está certo no modo como te tenho educado, porque não tiveste a coragem de me dizer a verdade. Vou refletir sobre o que fiz de errado!. Caminharei as 18 milhas até nossa casa para pensar sobre isso'.
 
Assim, vestido com as suas melhores roupas e calçando sapatos elegantes, começou a caminhar para casa pela estrada de terra sem iluminação. Não pude deixá-lo sozinho...Guiei por 5 horas e meia atrás dele... Vendo o meu pai a sofrer por causa de uma mentira estúpida que eu havia dito. Decidi ali mesmo que nunca mais mentiria.
 
Muitas vezes me lembro deste episódio e penso: 'Se ele me tivesse castigado da maneira como nós castigamos os nossos filhos, será que teria aprendido a lição?'
 
Não, não creio. Teria sofrido o castigo e continuaria a fazer o mesmo. Mas esta acção não-violenta foi tão forte que ficou impressa na minha memória como se fosse ontem. 
 
Este é o poder da vida sem violência!
 



publicado por Sheila às 15:16
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