Quarta-feira, 24 de Junho de 2009
ABC dos meus alentos..

O que nos faz felizes pode às vezes ser tão pouco. Apenas um lugar ou uma determinada situação, um contacto com um determinado amigo ou a simples recordação de um momento que fica repetidamente marcado na nossa memória, na nossa vida e no nosso coração.
 
Este é o ABC dos lugares, das situações ou dos momentos que me dão alento, me deixam feliz e elevam-me a lembrança ao expoente máximo do bem estar pessoal:
 
A de andar descalça na areia a chapinhar na água do mar
B de beira-mar, ao final do dia a ver o pôr do sol
C de cama confortável, de comer cerejas e chocolate, de cheiro a mar
D de dormir muito e não ter horas para acordar
E de esplanada... junto ao mar!!
F de festejos e festas com amigos, de flores perfumadas
G de gelados de caramelo
H de horizonte, onde por vezes foco o olhar à procura de rumo
I de inícios de novas amizades
J de jantaradas animadas e divertidas entre amigos
K de Kadok, onde vivi momentos inesquecíveis
L de luz brilhante e quente do sol ao entardecer
M de mar, a sua imensidão é fonte de tranquilidade, força ou energia.
N de namorar muito, a qualquer hora... e em qualquer lugar
O de ouvir o som do mar a bater nas rochas, o vento suave a afagar-me o cabelo, o som da chuva a cair lá fora...
P de praia a ver o pôr do sol
Q de quarto, enroscada nos lençois a sentir o conforto do meu colchão de latex.
R de risadas sonoras e sentidas
S de sofá a relaxar e a ver um filme e de sardinhadas com broa de milho!
T de Torre Eiffel, um lugar mágico e com Paris a seus pés.
U de União com a minha cara metade
V de viagens e de todas as recordações que trago comigo no regresso a casa
W de WC, quando estou mesmo à rasquinha para fazer qualquer coisa que ninguém faz por mim...
X de Xarope de cenoura com açucar amarelo que o meu marido faz quando estou com tosse!
Z de zoo do início ao fim, especialmente dos espectáculos com os golfinhos e com as focas e os leões marinhos
 
 E a ti? O que te dá alento?

 



publicado por Sheila às 03:26
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Quarta-feira, 10 de Junho de 2009
Para Reflectir...

 

Durante um seminário para casais, perguntaram a uma das esposas:

- "O Seu marido fá-la feliz? Ele fá-la feliz de verdade?"

Neste momento, o marido levantou o seu pescoço, demonstrando total segurança.

Ele sabia que a sua esposa diria que sim, pois ela jamais havia reclamado de algo durante o casamento. Todavia, a sua esposa respondeu à pergunta com um sonoro "NÃO", daqueles bem redondos!

- "Não, o meu marido não me faz feliz"!

(Neste momento o marido já procurava a porta de saída mais próxima).

- "O meu marido nunca me fez feliz e não me faz feliz! Eu sou feliz". E continuou:

"O facto de eu ser feliz ou não, não depende dele e sim de mim. Eu sou a única pessoa da qual depende a minha felicidade. Eu determino ser feliz em cada situação e em cada momento da minha vida, pois se a minha felicidade dependesse de alguma pessoa, coisa ou circunstância sobre a face da Terra, eu estaria com sérios problemas!

Tudo o que existe nesta vida muda constantemente: o ser humano, as riquezas, o meu corpo, o clima, o meu chefe, os prazeres, os amigos, a minha saúde física e mental. E assim eu poderia citar uma lista interminável.

Eu decido ser feliz! Se tenho hoje a minha casa vazia ou cheia: sou feliz! Se vou sair acompanhada ou sozinha: sou feliz! Se meu emprego é bem remunerado ou não: eu sou feliz! Sou casada mas era feliz quando estava solteira. Eu sou feliz por mim mesma.

As demais coisas, pessoas, momentos ou situações eu chamo de "experiências que podem ou não proporcionar-me momentos de alegria e tristeza”. Quando alguém que eu amo morre, eu sou uma pessoa feliz num momento inevitável de tristeza. Aprendo com as experiências passageiras e vivo as que são eternas como amar, perdoar, ajudar, compreender, aceitar, consolar.

Há pessoas que dizem: hoje não posso ser feliz porque estou doente, porque não tenho dinheiro, porque faz muito calor, porque alguém me insultou, porque alguém deixou de me amar, porque eu não me soube  dar valor, porque o meu marido não é como eu esperava, porque os meus filhos não me fazem feliz, porque os meus amigos não me fazem feliz, porque o meu emprego é medíocre e por aí fora.

Amo a vida que tenho mas não porque a minha vida é mais fácil do que a dos outros. É porque eu decidi ser feliz como indivíduo e me responsabilizo pela minha felicidade. Quando eu tiro essa obrigação do meu marido e de qualquer outra pessoa, deixo-os livres do peso de me carregar nos ombros. A vida de todos fica muito mais leve. E é dessa forma que consegui um casamento bem sucedido ao longo de tantos anos.

Nunca deixes nas mãos de ninguém uma responsabilidade tão grande quanto a de assumir e promover a tua felicidade!

SÊ FELIZ, mesmo que faça calor, mesmo que estejas doente, mesmo que não tenhas dinheiro, mesmo que alguém te tenha machucado, mesmo que alguém não te ame ou não te dê o devido valor.

Pede apenas a Deus que te dê serenidade para aceitar as coisas que tu não podes mudar, coragem para modificar aquelas que podem ser mudadas e sabedoria para conseguir reconhecer a diferença que existe entre elas.

NÃO REFLITAS, APENAS!

MUDA! E SÊ FELIZ! :-)

 

Até ao meu regresso... e até lá façam o favor de serem FELIZES, de terem momentos felizes e de irradiarem energias positivas à vossa volta!  

 



publicado por Sheila às 00:53
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Quinta-feira, 4 de Junho de 2009
A Generosidade

 

 

A generosidade é uma qualidade que está a cair em desuso. Cada vez mais as pessoas raramente dão alguma coisa sem esperar nada em troca.

Confesso que nunca gostei da fábula “da cigarra e da formiga” de Jean de la Fontaine, e em pequena sempre tive a ideia que a formiga exagerava na sua labuta. Olhando hoje para a fábula, considero que a sua moral até é bastante actual, pois retrata uma certa avareza e mesquinhez presentes nas sociedades ocidentais do século XXI. Sem dúvida que nos devemos precaver para o futuro, não gastar o que temos e o que não temos, i.e. que devemos poupar hoje para futuros problemas que possam surgir, mas também não é preciso fazer disso cavalo de batalha e esquecer que o resto do mundo existe, até porque é meio caminho andado para não se viver plenamente o presente!

A generosidade está intimamente ligada à compaixão, algo bem diferente da piedade costumeira. Compaixão é estar atento aos problemas e ao sofrimento dos outros e estar disponível para ajudar, encontrar soluções. Piedade é fingir que se lamenta, às vezes, até se dando uma moedita, e depois segue-se em frente sem nunca mais se lembrar do sucedido.

As pessoas generosas têm disponibilidade efectiva e afectiva. Mesmo carregadas de problemas, de tarefas por fazer, arranjam sempre um tempinho para ouvir, fazem o possível e o impossível para estarem presentes, abdicando até, por vezes, de coisas suas.

Generosidade não é sinónimo de prenda. Há quem encha os outros de coisas, compensando a falta de afecto com prendas caras. Não é preciso comprar nada a quem precisa de amor. Por vezes basta apenas a simples presença, o acompanhamento, um par de ouvidos atentos, um sorriso, um olhar ou um abraço sentido.

Uma pessoa generosa está atenta a quem anda descalço e é capaz de dar um par de sapatos novos que tem no armário; repara que alguém passa fome e vai à despensa para ver o que pode dar. Uma pessoa generosa dá sem esperar retribuição. Sabe que há quem nunca tenha hipótese de devolver a ajuda e que outros simplesmente esquecerão depressa quem lhes deu a mão. Dá mesmo assim, porque é da sua natureza partilhar.

A generosidade alimenta-se do afecto e do amor porque quem ama dá mais do que recebe, em qualquer circunstância…

 



publicado por Sheila às 13:32
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Sábado, 30 de Maio de 2009
O Jogo dos Sentimentos

 

"Uma vez, reuniram-se todos os sentimentos, qualidades e defeitos dos homens num lugar da terra.

Quando o ABORRECIMENTO começou a reclamar pela terceira vez, a LOUCURA, como sempre tão louca, propôs-lhe: - Vamos brincar ao esconde-esconde?

A INTRIGA levantou a sobrancelha intrigada e a CURIOSIDADE, sem poder conter-se, perguntou: - Esconde-esconde? Como é isso?

- É um jogo, explicou a LOUCURA, em que eu fecho os olhos e começo a contar de um a um milhão enquanto vocês se escondem, e quando eu tiver terminado de contar, o primeiro de vocês que eu encontrar ocupará o meu lugar para continuar o jogo.

O ENTUSIASMO dançou juntamente com a EUFORIA. A ALEGRIA deu tantos saltos que acabou por convencer a DÚVIDA e até mesmo a APATIA, que nunca se interessava por nada. Mas nem todos quiseram participar! A VERDADE preferiu não esconder-se. - Para que, se no final todos me encontram? - Pensou.

A SOBERBA achou que era um jogo muito tonto e a COBARDIA preferiu não arriscar-se.

- Um, dois, três, quatro... - Começou a contar a LOUCURA.

A primeira a esconder-se foi a PRESSA, que como sempre caiu atrás da primeira pedra do caminho. A FÉ subiu ao céu e a INVEJA escondeu-se atrás da sombra do TRIUNFO, que com o seu próprio esforço tinha conseguido subir ao cimo da árvore mais alta.

A GENEROSIDADE quase não conseguiu esconder-se, pois cada local que encontrava, lhe parecia maravilhoso para algum de seus amigos: Se era um lago cristalino, ideal para a BELEZA. Se era a árvore mais alta, perfeito para a TIMIDEZ; Se era o vôo de uma borboleta, o melhor para a VOLÚPIA; Se era uma rajada de vento, magnífico para a LIBERDADE. E assim, acabou escondendo-se num raio de sol.

O EGOÍSMO, ao contrário, encontrou um local muito bom desde o início. Ventilado, cômodo, mas apenas para ele. A MENTIRA escondeu-se no fundo do oceano (mentira, na realidade, escondeu-se

atras do arco-íris) e a PAIXÃO e o DESEJO, no centro dos vulcões. O ESQUECIMENTO, não me recordo onde escondeu-se, mas isso não é o mais importante. Quando a LOUCURA estava lá pelo 999.998, o AMOR ainda não tinha encontrado um lugar para esconder-se, pois todos já estavam ocupados, até que encontrou uma rosa e, carinhosamente, decidiu esconder-se entre as flores.

- Um milhão! - terminou de contar a LOUCURA e começou a busca.

A primeira a aparecer foi a PRESSA, apenas a três passos de uma pedra. Depois, escutou-se a FÉ a discutir com DEUS, no céu, sobre zoologia. Sentiu vibrar a PAIXÃO e o DESEJO nos vulcões. E por um descuido, encontrou a INVEJA e claro, pode deduzir onde estava o TRIUNFO.

O EGOÍSMO, não teve nem que procurá-lo. Ele sozinho saiu disparado do seu esconderijo, que na verdade era um ninho de vespas. De tanto caminhar, sentiu sede e ao aproximar-se de um lago, descobriu a BELEZA. A DÚVIDA foi mais fácil ainda, pois encontrou-a sentada sobre uma cerca sem decidir de que lado é que ia esconder-se. E assim foi encontrando todos: O TALENTO entre a erva fresca, a ANGÚSTIA numa cova escura, a MENTIRA atrás do arco-íris (mentira, estava no fundo do oceano) e até o ESQUECIMENTO, que já se tinha esquecido que estava a brincar de esconde-esconde.

Apenas o AMOR não aparecia em lado nenhum. A LOUCURA procurou atrás de cada árvore, debaixo de cada rocha do planeta e em cima das montanhas. Quando estava quase a dar-se por vencida, encontrou um roseiral. Pegou numa forquilha e começou a mover os ramos, quando, no mesmo instante, escutou-se um doloroso grito. Os espinhos tinham ferido o AMOR nos olhos. A LOUCURA não sabia o que fazer para desculpar-se. Chorou, rezou, implorou, pediu e até prometeu ser seu guia.

Desde então, desde que pela primeira vez se brincou de esconde-esconde na terra: O AMOR é cego e a LOUCURA acompanha-o sempre."

 

Este texto tem muitos anos já, mas contínua a ser uma delicia e não podia deixar de o incluir aqui no meu cantinho!

Tenham um excelente fim de semana!

 



publicado por Sheila às 02:35
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Sexta-feira, 29 de Maio de 2009
Acreditas?

Acredito nas pessoas!

Acredito especialmente naquelas em que

habita algo mais que a Humanidade!

Acredito nas pessoas

que por vezes confundimos com anjos

e que entram nas nossas vidas

e preenchem o nosso espaço com

pequenas alegrias e grandes atitudes!

Acredito nas pessoas

que não precisam de fazer jogos

para conseguir o que buscam,

porque os seus desejos realizam-se

pelas suas acções e reações

e não pelos seus caprichos!

Acredito nas pessoas

que vivem a vida com a mesma

intensidade de um grande amor!

Acredito nas pessoas

que passam pelo mundo e deixam

as suas marcas, lembranças, saudades

e não apenas rastros!

Acredito nas pessoas

que habitam o perfeito universo,

e a perfeita ordem que nele existe...

Pessoas de Alma limpa e puras de coração!

 E tu em que é que acreditas?

 



publicado por Sheila às 00:55
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Terça-feira, 26 de Maio de 2009
A vida é feita de Momentos!

 

As nossas memórias não são lineares como a seta do tempo em que passado, presente e futuro se seguem em ordem cronológica.

Há momentos que se sobrepõem uns aos outros na nossa mente, arrumados na escrivaninha da memória em pequenas gavetas, organizados pelos nossos afectos.

Certos dias, agarramos o momento presente e vivemo-lo com ousadia e garra.

Outros dias, deixamos o tempo correr como se estivessémos a ver um filme e estivessémos alheados de nós mesmos…

Há momentos que são oportunidades que foram adiadas, recusadas, ignoradas; oportunidades que voltam ou talvez não.

Há momentos que são dobragens improváveis de outros dias, como se o tempo fosse um disco riscado e ficasse repetidamente a tocar a mesma faixa.

Não esperar demasiado tempo para viver, não acelerar o querer que ainda não é existente.

Não desejar o momento inalcançável e não desperdiçar o momento que se oferece como perfume em flor.

 

Segue a estrada da vida sem medo e sente-os! Vive-os!

 

Porque A vida é feita de momentos!



publicado por Sheila às 12:09
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Segunda-feira, 25 de Maio de 2009
Sensibilidades...

 

Fácil é ocupar um lugar na agenda telefónica.

Difícil é ocupar o coração de alguém. 

 

Fácil é julgar os erros de outros.

Difícil é reconhecer os nossos próprios erros.

 

Fácil é ferir quem nos ama.

Difícil é curar essa ferida. 

 

Fácil é perdoar a outros.

Difícil é pedir perdão.

 

Fácil é exibir a vitória.

Difícil é assumir a derrota com dignidade. 

 

Fácil é sonhar todas as noites.

Difícil é lutar por um sonho.

 

Fácil é orar todas as noites.

Difícil é encontrar Deus nas pequenas coisas. 

 

Fácil é dizer que amamos.

Difícil é demonstrá-lo todos os dias...

 

Fácil é criticar os demais.

Difícil é melhorar-nos a nós mesmos... 

 

Fácil é pensar em melhorar.

Difícil é deixar de pensá-lo e realmente fazê-lo..

 

Fácil é receber.

Difícil é dar. 

 

Fácil é ler este texto

Dificil é pô-lo em prática...

 



publicado por Sheila às 18:52
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Domingo, 24 de Maio de 2009
Desejos...

  

 

Que tenhas de tudo um pouco.

 

Sensibilidade: para não ficares indiferente perante as belezas da vida

Coragem: para colocares a timidez de lado e poderes realizar o que tens vontade

Solidariedade: para não ficares neutro diante do sofrimento da humanidade

Bondade: para não desviares os olhos de quem te pede ajuda

Tranquilidade: para quando chegares ao fim do dia, poderes deitar e dormir o sono dos anjos

Alegria: para a poderes distribuir, colocando um sorriso no rosto de alguém

Humildade: para reconheceres aquilo que não és

Amor próprio: para compreenderes as tuas qualidades e gostares do que vês por dentro

: para te guiares, te sustentares e te manteres de pé

Sinceridade: para seres verdadeiro, gostares de ti mesmo e viveres melhor

Felicidade: para descobri-la dentro de ti e doa-la a quem precisar

Amizade: para descobrires que, quem tem um amigo, tem um tesouro

Esperança: para te fazer acreditar na vida e te sentires uma eterna criança

Sabedoria: para entenderes que só o Bem é que deve existir, e que o resto é ilusão

Desejos: para alimentares o teu corpo, dando prazer ao teu espírito

Sonhos: para poderes, todos os dias, alimentar a tua alma

Amor: para teres alguém para amar e te sentires amado. Para desejares tocar uma estrela, sorrir pra lua. Para sentires que a vida é bela, andando pela rua. Para descobrires que existe um sol dentro de ti. Para te sentires feliz a cada amanhecer e saber que o Amor é a razão maior... para viver. E se não tiveres um amor, para que nunca deixes morrer em ti, a procura e o desejo de o encontrares.

  



publicado por Sheila às 01:35
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Sexta-feira, 22 de Maio de 2009
Limites!

 

 

Somos as primeiras gerações de pais decididos a não repetir com os filhos, os erros dos nossos progenitores e com o esforço de abolirmos os abusos do passado.

Somos os pais mais dedicados e compreensivos mas, por outro lado os mais bobos e inseguros que já houve na história.

O grave é que estamos a lidar com crianças mais “espertas” do que nós, ousadas, e mais “poderosas” que nunca!

Parece que, na nossa tentativa de sermos os pais que queríamos ser, passamos de um extremo ao outro.

Assim, somos a última geração de filhos que obedeceram aos seus pais e a primeira geração de pais que obedecem aos seus filhos.

Os últimos que tivemos medo dos pais e os primeiros que tememos os filhos.

Os últimos que cresceram sob o mando dos pais e os primeiros que vivem sob o jugo dos filhos.

E, o que é pior, os últimos que respeitamos os nossos pais e os primeiros que aceitamos que os nossos filhos nos faltem com o respeito.

À medida que o permissível substítuiu o autoritarismo, os termos das relações familiares mudou de forma radical, para o bem e para o mal.

Com efeito, antes se considerava um bom pai, aquele cujos filhos se comportavam bem, obedeciam às suas ordens, e os tratavam com o devido respeito. E bons filhos, as crianças que eram formais, e veneravam os seus pais, mas à medida em que as fronteiras hierárquicas entre nós e os nossos filhos foram-se desvanecendo...

Hoje, os bons pais são aqueles que conseguem que seus filhos os amem, ainda que pouco o respeitem.

E são os filhos, quem agora, esperam respeito dos seus pais, pretendendo de tal maneira que respeitem as suas ideias, os seus gostos, as suas preferências e sua forma de agir e viver.

E que além disso, que patrocinem no que necessitarem para tal fim.

Quer dizer; os papéis inverteram-se!!

Agora são os pais que têm que agradar aos seus filhos para “ganhá-los” e não o inverso como no passado.

 

Isto explica o esforço que fazem tantos pais e mães para serem os melhores amigos e “darem tudo” aos seus filhos.

Dizem que os extremos se atraem. Se o autoritarismo do passado encheu os filhos de medo dos seus pais, a debilidade do presente os preenche de medo e menosprezo aos nos verem tão débeis e perdidos como eles.

Os filhos precisam de perceber que durante a infância, estamos à frente das suas vidas, como líderes capazes de sujeitá-los quando não os podemos conter e de guiá-los, enquanto não sabem para onde vão...

É assim que evitaremos que as novas gerações se afoguem no descontrolo e tédio no qual está afundando uma sociedade que parece ir à deriva, sem parâmetros nem destino.

Se o autoritarismo suplanta, o permissível sufoca.

Apenas uma atitude firme, respeitosa, lhes permitirá confiar na nossa idoneidade para governar as suas vidas enquanto forem menores, porque vamos à frente liderando-os e não atrás, carregando-os e rendidos às suas vontades.

Os limites abrigam o indivíduo. Com amor ilimitado e profundo respeito.

 

Mônica Monastério

 



publicado por Sheila às 22:01
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Quinta-feira, 21 de Maio de 2009
ESPELHO

 

 

Renato quase não viu a senhora, com o carro parado na berma. Chovia forte e já era noite.

Mas percebeu que ela precisava de ajuda...

...Assim parou o seu carro e aproximou-se. O carro dela cheirava a tinta, de tão novinho.

A senhora pensou que pudesse ser um bandido! Ele não parecia seguro, parecia pobre e faminto...

Renato percebeu que ela estava com muito medo e disse-lhe: “Eu estou aqui para ajudar a senhora, não se preocupe. Por que não espera no carro onde está quentinho?

A propósito, o meu nome é Renato”...

Bem, tudo que ela tinha era um pneu furado, mas para uma senhora sozinha, à noite, era ruim o suficiente. Renato abaixou-se, colocou o macaco e levantou o carro. Logo trocou o pneu, mas ficou um tanto sujo e ainda feriu uma das mãos...

Enquanto apertava as porcas da roda, ela abriu a janela e começou a conversar com ele. Contou-lhe de onde era e que só estava de passagem por ali, e que não sabia como agradecer-lhe pela preciosa ajuda. Renato apenas sorriu enquanto se levantava...

Ela perguntou-lhe quanto devia. Já tinha imaginado todos as terríveis coisas que poderiam ter acontecido se Renato não tivesse parado e ajudado. Renato não pensava em dinheiro, Gostava de ajudar as pessoas...

Este era o seu modo de viver. E respondeu: “Se realmente quiser pagar-me, da próxima vez que encontrar alguém que precise de ajuda, dê para essa pessoa a ajuda de que ela precisar e lembre-se de mim”.

Alguns kms depois a senhora parou num pequeno restaurante simples. A empregada veio até ela e trouxe-lhe uma toalha limpa para secar o cabelo molhado e dirigiu-lhe um doce sorriso...

A senhora notou que a moça devia estar com cerca de oito meses de gravidez, mas ela não deixou a  tensão e as dores mudarem a sua atitude...

A senhora ficou curiosa em saber como alguém que tinha tão pouco, podia tratar tão bem um estranho. Então lembrou-se de Renato. Depois de terminar a sua refeição, e enquanto a empregada se ausentou para tratar do troco, a senhora retirou-se...

Quando a moça voltou à mesa não encontrou a senhora, e ficou sem saber onde a  senhora poderia ter ido. Foi então que notou algo escrito no guardanapo, sob o qual tinha 4 notas de 100,00€...

Correram lágrimas nos seus olhos quando leu o que a senhora escreveu. Dizia: - Você não me deve nada, eu já tenho o bastante. Alguém me ajudou hoje e da mesma forma estou ajudá-la agora. Se você realmente quiser reembolsar-me por este dinheiro, não deixe este círculo de amor terminar com você, ajude alguém...

Naquela noite, quando foi para casa cansada e se deitou na cama, o seu marido já estava dormindo e ela ficou a pensar no dinheiro e no que a senhora havia deixado escrito...

Como pôde aquela senhora saber o quanto ela e o marido precisavam disto? Com o bébé que estava para nascer no próximo mês, como as coisas estavam difíceis...

Ficou a pensar na bênção que havia recebido e esboçou um grande sorriso...

Agradeceu a Deus e virou-se para o preocupado marido que dormia ao lado, deu-lhe um beijo macio e sussurrou:

-Tudo ficará bem; e eu amo.-te.. Renato!!

 

E assim é a vida! .... um Espelho! Tudo o que fazemos ou transmitimos no nosso dia a dia volta para nós...

 

 

"Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa enviar algum recado"

 

"A vida não é medida pelo número de respirações que damos, mas sim, pelos momentos que nos fazem prendê-la!"

 



publicado por Sheila às 21:02
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Sexta-feira, 15 de Maio de 2009
Amizade Colorida

 

As Cores dos Amigos

 

 

Amigos são "cores",

cada qual com o seu matiz,

e um jeito sempre muito marcante!

 

 

Há o Amigo "cor verde"

é aquele que em tudo

ressalta a beleza da Vida

e põe esperança nela.

Ele nos ergue !

 

Há o Amigo "cor azul"

ele sempre traz palavras

 de paz e de serenidade,

dando-nos a impressão, ao ouvi-lo,

  de que estamos

em contacto directo com o céu

ou com o profundo azul do mar.

Ele nos eleva !

 

 

Há o Amigo "cor amarela"

ele aquece-nos assim como o sol;

Ele faz-nos rir, sorrir e

visualizar o amarelo brilho das estrelas

bem ao alcance das nossas mãos.

 

Há o Amigo "cor vermelha"

é aquele que domina as regras de viver,

e é como o nosso sangue.

Ele acusa perigos, mas nunca nos abala a coragem.

É pródigo em palavras apaixonadas

e repletas de caloroso amor.

 

Há o Amigo "cor laranja"

ele traz-nos a sensação de vigor, de saúde.

Ele enriquece o nosso espírito

com energias que são verdadeiras vitaminas

para o nosso crescimento.

 

Há o Amigo "cor cinza"

ele ensina-nos o silêncio,

a internalização e o autoconhecimento.

É um indutor a pensamentos e reflexões.

Ajuda-nos a nos aprofundarmos em nós mesmos.

 

Há o Amigo "cor violeta"

ele traz à tona

a nossa essência majestosa,

como a dos reis e dos magos.

As suas palavras têm nobreza,

autoridade e sabedoria.

 

Há o Amigo "cor preta"

ele é mestre em mostrar

o nosso lado mais obscuro,

com palavras geralmente duras,

Atinge-nos sem "anestesia" 

mas com boas intenções,

e leva-nos a melhorar e

a considerar as nossas

atitudes perante a vida.

 

 ... E há o Amigo "cor branca"

este revela-nos verdades

nascidas da vivência

e da incorporação de conhecimentos.

Ele prova-nos que, não só ele,

mas também todos os outros,  

têm verdades aprendidas

para partilhar conosco.

 

E se os reunirmos a todos num Grande Encontro,

veremos um enorme arco-íris de Amizade!

 

Que na nossa vida tenhamos este matiz de amizades!

 

 

 

Imagens de Penny Black


publicado por Sheila às 11:48
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Quinta-feira, 14 de Maio de 2009
Rescaldo de um Dia Feliz :)

 

 

E a vida é mesmo feita de momentos! O dia de ontem foi pleno de momentos bons, doces, divertidos, emotivos e muito felizes!

E a Felicidade é como um puzzle....

Todos os dias colocam-se peças no grande puzzle da vida, como por exemplo os afectos e as nossas emoções... se há dias em que descobrimos que há peças que não encaixam em lado nenhum há outros em que encontramos à primeira as peças que encaixam na perfeição! E foi isso que senti ontem... uma enorme Felicidade... e que é:

 

               ... ter amigos como vocês!

 

                    ... um sentimento que se multiplica à medida que é dividido!

 

O primeiro voto de parabéns chegou-me por skype às 23h05... do amigo Carlos que está na Holanda... e uns minutos depois do Pedro que está no Reino Unido! Lá já era dia 13...

 

Por terras lusas, e embora só tenha nascido às 2h45 da manhã... logo às 0h10 de 13/5/2009 começou a chuva de mensagens por telemóvel, skype, msn e hi5.

Deitei-me e senti-me abençoada pela vida!

Este sentimento que nos aquece a alma e o coração manteve-se durante o dia com os telefonemas, as sms's, os abraços, os beijinhos, os comentários aqui no blog... tão bom!!

Mais uma vez agradeço o carinho, a ternura e os miminhos que me dedicam e acima de tudo o privilégio de poder partilhar a vossa amizade!

 

Além dos mimos bons e palavras meigas... também recebi prendas lindas e que aqui partilho convosco... agora... ao vivo e a cores... tcha nan  

 

Prenda dos amores da minha vida...

 

 

... hummm divinal e que partilho convosco! :)

 

... duas peças especiais acompanhadas de um cartão especial...

 

da Mariana, Rute e Timon... :)

 

 

e como apreciadora que sou de livros...

mais uns para colocar na minha lista :)

 

 

Além destes presentes lindos e que eu adorei :), não posso deixar de salientar outros dois que recebi, que não foram materiais, mas foram hiper e ultra especiais... um postal de um amigo que atravessa uma fase menos boa da sua vida, mas que caminha a passos largos para dar a volta e dar a oportunidade à vida e à felicidade! ... o outro presente foi um email lindo, meigo e com um convite que me encheu a alma e me fez sorrir pelo carinho, pela confiança e pela amizade que me transmitiu... é um amigo aqui do blog, e a quem envio um beijinho muito grande!

 

O fim de tarde e jantar foi passado com os meus papás, que dentro de dias regressam ao Algarve  e o final de noite culminou com a presença dos amigos do coração, que não deixaram de estar comigo e de me mimar. Gosto muito de vocês Amigos e quero-vos na minha vida para Sempre! Beijo grande para vocês...

Ahhh mas ainda houve tempo para fazermos planos para uns dias de lazer em Junho... porque esta foi a prenda de aniversário de casamento que ofereci ao meu maridão...

 

   

E para já a preferência vai para a "Quinta do Burgo", em Amares pertinho do Gerês... (a 20km de Braga lol)... http://www.quintadoburgo.com/estrutura.html

A quem já conhecer... aproveitava para pedir feedback lol

 

E olhem... foi um dia bem passado, super emotivo e ultra feliz! Fica agora na minha memória e será um dia a recordar sempre... porque a vida é feita de momentos... e se forem felizes que mais podemos desejar??

 

Beijos Doces!

 

 



publicado por Sheila às 16:51
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Segunda-feira, 11 de Maio de 2009
Amor e Amizade

 

 

Perguntei a um sábio,
a diferença que havia
entre amor e amizade,
ele me disse essa verdade...
O Amor é mais sensível,
a Amizade mais segura.
O Amor nos dá asas,
a Amizade o chão.
No Amor há mais carinho,
na Amizade compreensão.
O Amor é plantado
e com carinho cultivado,
a Amizade vem faceira,
e com troca de alegria e tristeza,
torna-se uma grande e querida
companheira.
Mas quando o Amor é sincero
ele vem com um grande amigo,
e quando a Amizade é concreta,
ela é cheia de amor e carinho.
Quando se tem um amigo
ou uma grande paixão,
ambos sentimentos coexistem
dentro do seu coração.

William Shakespeare

 

Se o amor for grande... a espera não será eterna, os problemas não serão dilemas,e a distância será vencida.
Se a compreensão insistir, as brigas irão fortalecer-nos. Os factos irão fazer-nos rir, e os diálogos marcar-nos-ão.
Se o respeito prevalecer, os carinhos serão doces e suaves, os beijos profundos e cheios de valor, e os abraços calorosos e confortantes.
Se a confiança existir, a dúvida extinguir-se-á, as perguntas serão respondidas, e as palavras poderão ser ditas.
Talvez não seja um amor eterno. E não é um amor doentio. Nem um amor ideal. Mas um amor verdadeiro.
Aquele que vence as barreiras Impostas pela vida e pelas ocasiões.
Aquele que não teme a escolha.
E faz a opção de simplesmente Ser intensamente vivido.

 

Textos que já têm tanto tempo, que tinha no meu Hi5, mas que por mais tempo que passe continuam a estar tão actuais e a serem tão verdadeiros!

 


sinto-me: desiludida com um amigo

publicado por Sheila às 12:17
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O Vestido Azul

Num bairro pobre de uma cidade distante, morava uma menina muito bonita. Ela frequentava a Escola local. A sua mãe não tinha muito cuidado e a criança quase sempre apresentava-se suja. As suas roupas eram muito velhas e maltratadas.

O Professor ficou sensibilizado com a situação da menina.

- "Como é que uma menina tão bonita pode vir tão mal vestida para a Escola?"

Separou algum dinheiro do seu salário e, embora com dificuldade, resolveu comprar-lhe um vestido novo.

Ela ficou linda no seu novo vestido azul!

Quando a mãe viu a filha naquele lindo vestido azul, sentiu que era lamentável que a sua filha, vestindo aquele traje novo, fosse tão suja para a escola. Por isso, passou a dar-lhe banho todos os dias,a pentear os seus cabelos e a cortar as suas unhas...

Quando acabou a semana, o pai da menina disse:- "Mulher, tu não achas uma vergonha que a nossa filha, sendo tão bonita e bem arrumada, more num lugar como este, caindo aos pedaços? Que tal passarmos a ajeitar a nossa casa? Nas horas vagas, eu vou dar uma pintura nas paredes, consertar a cerca, plantar um jardim."

Dali em pouco tempo, a casa destacava-se na pequena vila pela beleza das flores que enchiam o jardim, e o cuidado em todos os detalhes. Os vizinhos ficaram envergonhados por morar em barracos feios e resolveram também arrumar as suas casas, plantar flores, usar pintura e criatividade.

Em pouco tempo, o bairro todo estava transformado...

Um homem, que acompanhava os esforços e as lutas daquela gente, pensou que eles bem mereciam um auxílio das autoridades. Foi ao Presidente da Câmara expor as suas ideias e conseguiu obter autorização para formar uma comissão para estudar os melhoramentos que seriam necessários ao bairro.

A rua, de barro e lama, foi substituída por asfalto e calçadas  de pedra.

Os esgotos a céu aberto foram canalizados e o bairro ganhou ares de cidadania.

E tudo começou com um vestido azul...

Não era intenção daquele professor arranjar toda a rua, nem criar um organismo que socorresse o bairro. Ele fez o que podia, deu a sua parte. Fez o primeiro movimento que acabou fazendo com que outras pessoas se motivassem a lutar por melhorias.

Será que cada um de nós está a fazer A SUA PARTE no lugar em que  vive? Ou será que somos daqueles que somente apontam os buracos da rua, as crianças à solta sem escola e a violência do trânsito?

Lembremos que é difícil mudar o estado total das coisas. Que é difícil limpar todas as ruas, mas é fácil varrer o nosso passeio.

É difícil reconstruir um Planeta, mas é possível dar um vestido azul!

Há moedas de amor que valem mais do que os tesouros bancários,quando endereçadas no momento próprio e com bondade.

 



publicado por Sheila às 10:29
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Quinta-feira, 7 de Maio de 2009
Doce Afecto :)

"Amizades são flores que se cultivam nos jardins do coração,

retribuindo a elas um pouco de  compreensão...

É doar um pouco a elas muito carinho, amor e muita  atenção.. e nunca

esperar ou exigir retribuição...

É uma rosa vermelha, com significado de amor, ou a simplicidade

de um pequeno branco Lírio do Campo com  mensagens de paz.

Na terra, saudade no coração, saúde e bastante amor.

É um bem-me-quer danado de dor, por se afastar dos amigos

para dar um tempo de se recompor.

É um Cravo ou dente de Leão, uma Margarida , brinco de princesa,

ou um raro bouquet de flores de imensa beleza..."

Para vocês, queridos amigos que eu cultivo nos jardins suspensos no meu coração.

 

Querida Just Moments agradeço-te os miminhos bons que me deste e que além de os guardar aqui no meu cantinho, guardo-os acima de tudo no meu coração.

 

 

 

 

 

É bom sentir-me mimada :)

 

Todos estes miminhos partilho e passo a todos os meus Amigos e aqueles que me acompanham diariamente, que me dão força, afecto, palavras lindas de carinho e que me sabem e fazem tão bem. 

Obrigado pela vossa companhia!

Beijos Doces 

 


sinto-me: acarinhada e agradecida

publicado por Sheila às 15:52
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Quarta-feira, 6 de Maio de 2009
Amor e Paixão...

 

 

 

Para mim o AMOR e a Admiração andam de mãos dadas.

Admiro pessoas inteligentes, tolerantes, meigas, com sentido de humor e com valores! Seria incapaz de amar alguém que não admirasse! Alguém com quem sinta um particular orgulho por estar ao seu lado. Há sempre algo na pessoa que amamos que está de uma certa forma acima de nós, talvez uma característica que não temos (mas que gostaríamos de ter), um determinado padrão de comportamento que nos faz sentir um genuíno orgulho todos os dias.

Amor é uma emoção que surge na nossa vida, que por vezes vem de mansinho, que aparece ser pedir licença e que se vai alimentando de encontros, de conhecimento mútuo, de pequenos afectos e mimos e se vai sedimentando num sentimento mais forte. Muitos amores fracassam, outros resistem às agruras da vida, às depressões pessoais.

O amor não se procura... não nos bate à porta... simplesmente acontece no decorrer e do edificar de uma amizade, de uma partilha de conhecimentos...

Por vezes o amor acontece e nem sempre é recíproco. Às vezes, amamos quem nunca nos irá amar de volta, e vice versa. Muitas vezes o amor acontece e é recíproco quando ambos tem disponibilidade interior. Porque sim, o amor transtorna-nos completamente, obriga-nos a reestruturarmo-nos e a deixar que alguém invada a nossa intimidade. O amor alimenta-se de estabilidade interior. Simplesmente não acontece na vida de quem mantém dependências afectivas porque em vez de amarem, apenas transferem carências emocionais para o outro, sem o amar verdadeiramente pelo que é.

O amor não entra nem sai do coração. Não há uma porta que se abre para um novo amor, nem uma porta que se fecha e impede o amor de acontecer.

O amor sente-se no coração mas acho que o amor não está só no coração!

O amor está nos nossos cinco sentidos, na forma como vemos, ouvimos, tocamos, provamos, cheiramos e sentimos o outro. O amor está nos sentidos, que chegam até ao nosso cérebro que traduz os estímulos visuais, auditivos, tácteis, gustativos, olfactivos, em emoções, ideias, pensamentos, sentimentos, partilhas, cedências, vivências…

Amor é uma partilha intensa de afectos e é imprescindível nas nossas vidas... um sentimento que nos preenche em pleno.

 

A PAIXÃO e a Atracção complementam-se! São sentimentos puramente fisicos. Não há nada de mais excitante que os ínicios de relações... aquele jogos de sedução que se criam à volta do desejo fisico e da atração. Todas as pessoas acham uma certa piada em seduzir e em serem seduzidas. É óptimo desejar e ser-se desejado mesmo que de uma situação efémera se trate... A paixão alimenta-se de olhares prolongados que transmitem o que as palavras não sabem... alimentam desejos fugazes e insaciáveis..

A paixão, quando surge, é sempre avassaladora e malvadamente monopolizadora. Há um flash que nos cega repentinamente e faz-se luz: a paixão entra na nossa alma e tudo o resto deixa de ter sentido. Vivem-se dias de intensa euforia ou de grande angústia da perda. Damo-nos conta que não conseguimos viver sem essa paixão e que todo o nosso mundo gira à sua volta.

Numa paixão correspondida é a beleza e o fascínio que ditam as regras .Mas a paixão é fugaz... um belo dia a paixão de um dos lados acaba e surge com o fim do júbilo, a mais dolorosa agonia. O sentimento é que tudo se desmoronou à nossa volta. É o vazio profundo a contrastar com um vulcão aceso e ardente que consome por dentro.

 

Será que o O AMOR e a PAIXÃO andam de mãos dadas? Será que primeiro sentimos paixão e depois amor? Ou será que o amor nasce da amizade e não da paixão?

Considero que ambas as situações podem acontecer... mas que um amor que nasce de uma verdadeira amizade é por ventura o que perdure mais...

 

Uma situação comum entre o Amor ou a Paixão é que ambos podem fracassar! Superar uma paixão ou um amor não é nada fácil. É preciso dar muito tempo ao tempo para que todas as feridas sejam tratadas e relambidas e possam assim cicatrizar. É preciso conseguir preencher o vazio de nós e ganhar forças suficientes para conseguirmos abrir o coração de novo. Na verdade, não há paixões insuperáveis, nem amores mal resolvidos, o que há é um grande medo de voltar a viver, de voltar a ser vulnerável e de dar uma nova oportunidade, a alguém imperfeito como nós e que poderá voltar a magoar-nos. É muito mais fácil colocar um amor ou uma paixão no altar da nossa memória, idolatrá-la perpétuamente do que enterrá-la no passado e voltar-se para o mundo de coração aberto. Às vezes, é simplesmente um encarar da realidade: a pessoa que tínhamos endeusado ou idealizado, afinal não corresponde às nossas (altas) expectativas. Muitas vezes o problema das relações de hoje é que as pessoas, para admirarem alguém, precisam de capacidades ou comportamentos cada vez mais elevados; necessitam que o outro corresponda a critérios cada vez mais exigentes, tanto em termos de beleza física como em intelectualidade e inteligência, além de um sem fim de aptidões e qualidades.Cada vez menos, as pessoas se prendam porque andam em busca de um ser perfeito para admirar que existe apenas na sua imaginação, porque muitas pessoas, comparando-se aos padrões de beleza e de excelência da sociedade moderna, sabem que não têm hipótese e simplesmente desistem de se mostrarem e de se fazerem amar.

 

Mas todos precisamos de afecto. O amor é imprescindível na nossa vida, sim! A paixão é fugaz e física. Sofremos mais quando um amor se esgota, ou quando sentimos a sua falta... mas o Amor é um sentimento que surgirá de novo e nos fará renascer!

 

Haja abertura para permitir a entrada de afectos presentes e amores futuros…

  



publicado por Sheila às 01:10
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Terça-feira, 5 de Maio de 2009
Paixões tardias...

 

 

Alguém me dizia... "Estou com saudades de viver uma paixão. Mas é tarde de mais."  

Demasiado tarde porque a vida está organizada e o medo que alguma coisa a possa desarrumar é grande. 

Razão mais que válida, admito. Quando passamos anos a construir uma relação, uma família, é muito difícil imaginar que tudo possa desmoronar. Ainda mais quando se é feliz assim...

A pessoa em causa até tem um alvo dessa paixão que gostaria de viver. Uma paixão que vive com a alma, mas que recusa viver com o corpo. Uma paixão onde as mãos só se tocam em pensamento...

A verdade é que precisamos destes sentimentos mais fortes para nos sentirmos vivos. Sentimentos que nos obrigam a repensar a vida, que surgem quando menos esperamos, que surgem sem os procurarmos.

 

Sentimentos que se obrigam a ficar calados, em nome da estabilidade?

 

Será mesmo "tarde de mais" para viver uma paixão?

 



publicado por Sheila às 17:04
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Domingo, 3 de Maio de 2009
MÃE

 

 

Certo dia, uma mulher chamada Ana foi renovar a sua carta de condução. Quando lhe perguntaram qual era a sua profissão, ela hesitou. Não sabia bem como se classificar.

O funcionário insistiu: "o que eu pergunto é se tem uma ocupação, um trabalho."

"Claro que tenho um trabalho", exclamou Ana. "Sou Mãe!!"

"Nós não consideramos isso um trabalho. Vou pôr dona de casa", disse o funcionário friamente.

Uma amiga da Ana, a Marta, soube do que se passara e, durante algum tempo, meditou no assunto.

Num determinado dia, encontrou-se em situação idêntica. A pessoa que a atendeu era uma funcionária de carreira, segura e eficiente.

O formulário parecia enorme, interminável.

A primeira pergunta foi: "qual é a sua profissão?"

Marta pensou um pouco e sem saber bem como, respondeu:

"Sou doutora em desenvolvimento infantil e em relações humanas."

A funcionária fez um ar de estupefacção e Marta repetiu palavra por palavra a sua afirmação.

Depois de ter anotado tudo, a jovem ousou perguntar:  "Posso saber, o que é que a senhora faz exactamente?"

Sem qualquer hesitação, em tom firme, com muita calma, Marta explicou: "Desenvolvo um programa a longo prazo, dentro e fora de casa."

Pensando na sua família, ela continuou: - “sou responsável por uma equipa e já recebi quatro projectos. Trabalho em regime de dedicação exclusiva. O grau de exigência é de 12 horas por dia, por vezes mesmo de 24 horas."

À medida que ia descrevendo as suas responsabilidades, Marta notou um crescente tom de respeito na voz da funcionária, que preencheu todo o formulário com os dados fornecidos.

Quando regressou a casa, Marta foi recebida pela sua equipa: três meninas de 13, 7 e 3 anos. Subindo ao andar de cima da casa, ouviu o seu mais jovem projecto, um bébé de seis meses, a ensaiar um conjunto de novas sonoridades.

Feliz, Marta tomou o bébé nos braços e pensou na glória da maternidade, suas múltiplas responsabilidades e horas intermináveis de dedicação...

"Mãe, onde estão os meus sapatos? Mãe, ajuda-me a fazer os deveres? Mãe, o bébé não para de chorar. Mãe, vai-me buscar à escola? Mãe, vai à minha aula de ballet? Mãe, compra-me…? Mãe...?"

Sentada na cama, Marta pensou: "se ela era doutora em desenvolvimento infantil e em relações humanas, o que seriam as avós?"

E logo descobriu um título para elas: doutoras-sénior em desenvolvimento infantil e em relações humanas. As bisavós, doutoras executivas-sénior. As tias, doutoras-assistentes. E todas as mulheres, mães, esposas, amigas e companheiras: doutoras na arte de tornar a vida melhor!

Num mundo em que se dá tanta importância aos títulos, em que se exige sempre especialização nas mais diversas áreas profissionais, o importante é tornarmo-nos especialistas na arte de amar.

 

Muitas Mães preocupam-se e sofrem por não poderem dar aos seus filhos o melhor de tudo!

Mas uma verdadeira Mãe dá sempre aos seus filhos o seu melhor !

 

Doce e Feliz Dia da Mãe!

 


sinto-me: Feliz por ser mãe :)

publicado por Sheila às 01:33
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Sábado, 2 de Maio de 2009
Afinidade...

 

 

AFINIDADE....

Não é a coisa mais brilhante, mas é a coisa mais súbtil, delicada e penetrante dos nossos sentimentos.

Não importa o tempo, a ausência, os adiantamentos, a distância, as impossibilidades...

Quando há AFINIDADE qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afecto, no exacto ponto de onde tinha sido interrompido. 

AFINIDADE é não existir tempo mediante a vida. É a vitória do adivinhado sobre o real, do subjectivo sobre o objectivo, do permanente sobre o passageiro, do básico sobre o superficial.

AFINIDADE é ficar longe, e pensar a respeito dos mesmos factos que impressionam, comovem, sensibilizam. 

AFINIDADE é receber o que vem de dentro com uma aceitação anterior ao entendimento.

A AFINIDADE é singular, discreta e independente, porque não precisa do tempo para existir. Dez anos sem ver aquela pessoa com quem se estabeleceu o vínculo da afinidade e no dia em que a voltamos a ver, a relação flui por si só, exactamente do ponto em que parou.

Hoje re-encontrei amigos que não via há alguns anos, a maior parte já com filhos e com uma vida tão diferente da de há muito tempo atrás!

Foi mágico sentir a Afinidade que continua a existir... porque a AFINIDADE é retomar a relação no tempo em que parou. Porque ele (tempo) e ela (separação) nunca existiu. Foi apenas a oportunidade dada (tirada) pelo tempo para que a maturação pudesse ocorrer e que cada pessoa pudesse ser cada vez mais... e saber ...

como é bom sentir AFINIDADES!!

 



publicado por Sheila às 03:51
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Quinta-feira, 30 de Abril de 2009
Amigo não tem defeito!

 

 

O dono de uma loja estava a colocar um anúncio na porta:  “Cachorrinhos à venda”.

Este tipo de anúncio sempre atrai as crianças, e logo um menininho apareceu na loja e perguntou:

- Qual é o preço dos cachorrinhos?

O dono respondeu: - Entre 300,00 e 500,00€.

O menininho levou a mão ao bolso e tirou algumas notas e moedas.

- Infelizmente só tenho 100€. Posso vê-los???

O homem sorriu e assobiou...

De trás da loja saiu a sua cadela a correr, seguida por cinco cachorrinhos. Um dos cachorrinhos foi ficando para trás...

O menininho imediatamente apontou o cachorrinho que vinha a coxear.

- O que aconteceu com esse cachorrinho? - perguntou ao dono da loja.

O homem explicou-lhe que quando o cachorrinho nasceu, o veterinário disse-lhe que tinha uma das patinhas defeituosa e que iria coxear para resto da sua vida.

O menininho emocionou-se e exclamou:
- Esse é o cachorrinho que eu quero comprar!

E o homem respondeu:
- Não, tu não vais comprar esse cachorrinho, se realmente
o queres, eu dou-te de presente.

O menininho não gostou, e olhando directo nos olhos do homem disse-lhe:

Eu não quero que o Senhor mo dê de presente. Ele vale tanto quanto os outros cachorrinhos e eu quero pagar o preço pedido.

Agora vou dar-lhe os meus 100€ e se o Senhor concordar, em cada mês eu poderia ir pagando 25€  até que o tenha pago por completo.

O homem respondeu: - Mas tu não queres de verdade comprar esse cachorrinho, filho! Ele nunca será capaz de correr, saltar e brincar como os outros cachorrinhos.

O menininho baixou-se e levantou a perna da sua calça para mostrar a sua perna esquerda, cruelmente retorcida e inutilizada, suportada por um grande aparato de metal.

Olhou de novo para o homem e disse-lhe:

- Bom, eu também não posso correr muito bem, e o cachorrinho vai precisar de alguém que o compreenda!

O homem estava agora envergonhado e seus olhos encheram-se de lágrimas. Sorriu e disse:

- Filho, só espero que cada um destes cachorrinhos tenha um dono como tu!!!


Na vida não importa como és, mas que alguém te aprecie
pelo que tu és, e te aceite e ame incondicionalmente. Amigo é aquele que nos aceita como somos verdadeiramente. É alguém consciente dos nossos defeitos e das nossas falhas e que, mesmo assim, gosta de nós.

 

Amigo não tem defeito!!!

 


sinto-me:

publicado por Sheila às 11:32
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