Quarta-feira, 12 de Agosto de 2009
Fama

 

"Tornamo-nos famosos,

quando passamos a liderar os pensamentos de alguém."

 



publicado por Sheila às 23:37
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Terça-feira, 11 de Agosto de 2009
Bagagem da vida

 

Quando a nossa vida começa,  apenas temos uma mala muito pequenina.

À medida que os anos vão passando, a bagagem vai aumentando porque existem muitas coisas que vamos recolhendo pelo caminho, coisas que nós pensamos que são importantes...

A um determinado ponto do caminho começa a ficar insuportável carregar tantas coisas... pesa demais...

Então podemos escolher:

- ficar sentados à beira do caminho, e esperar que alguém nos ajude  (o que é difícil, pois todos que passarem por ali já terão a sua própria bagagem...)

- ou podemos ficar a vida inteira à espera, até que os nossos dias acabem...

- ou podemos aliviar o peso e esvaziar a mala.

 

Mas, o que tirar? O melhor é começar por tirar tudo cá para fora... vejamos agora o que temos lá dentro:

 

Amor, Amizade... maravilha!

Tem bastante... e é curioso que não pesa nada...

Tem também algo pesado... devemos fazer força para tirar... era a Raiva e o Rancor – e como eles pesam!

Quando começamos a tirar, eis que aparecem a Incompreensão, o Medo, o Pessimismo... nesse momento, o Desânimo quase nos puxa para dentro da mala...

É urgente puxa-lo para fora com toda a força, e no fundo aparece um Sorriso, sufocado no fundo da nossa bagagem...

Salta cá para fora outro sorriso e mais outro, e aí sai a Felicidade... Então colocamos as mãos, de novo, dentro da mala e tiramos para fora a Tristeza...

Agora, vamos ter que procurar a Paciência dentro da mala, pois vamos precisar de bastante...

Procuramos então o resto, a Força, a Esperança, a Coragem, o Entusiasmo, o Equilíbrio, a Responsabilidade, a Tolerância e o Bom e Velho Humor.

Convém tirar a Preocupação também... e deixa-la de lado, depois pensamos o que fazer com ela...

Bem, a nossa bagagem está pronta para ser arrumada novamente!

Mas, temos que pensar bem no que vamos colocar lá dentro de novo, certo?

Agora é convosco. E não se esqueçam de fazer isto mais vezes, porque o caminho é longo... muito longo...

Lembrem-se disto sempre...

 



publicado por Sheila às 14:16
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Sexta-feira, 7 de Agosto de 2009
Orgasmo da Vida

 

"Alegria é aquilo que sentimos no orgasmo,

felicidade é aquilo que nos faz

querer o orgasmo novamente.

Alegria dura um momento,

felicidade invade a eternidade…

E a coragem é o que nos faz sentir

o orgasmo pela vida

e nos momentos das dores,

nos mantém de cabeça erguida,

na esperança de um novo orgasmo."

 

Subscrevo na íntegra!

 



publicado por Sheila às 01:28
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Quarta-feira, 5 de Agosto de 2009
Realidades

 

"O Sol sempre se põe a oeste.

Os pontos cardeais foram criados pelo homem, que necessita de referências de espaço e constância.

O movimento do Sol é aparente, não é real.

Não é o Sol que nasce ou morre, é o planeta que gira. Assim como leste e oeste e direita e esquerda, certo e errado são conceitos.

O julgamento representa apenas um ponto de vista, não a realidade absoluta. Se nos fixamos no detalhe, corremos o risco de perder a visão do todo.

O vaivém das ondas é eterno. Faça chuva ou faça sol, os rios correm para o mar. E olhar o mar ajuda-nos a compreender a lição do desapego, pois a vida leva e traz, contrai e expande, em constante mutação...

Esse fluxo traz a renovação. Se o interrompemos porque desejamos apenas receber e acumular o que chega, ocorrerá um desequilíbrio.

Muitas vezes o que nos faz criar atrito com a vida é querer que tudo dure para sempre. Quando paramos de resistir às mudanças naturais da vida, entramos num fluxo de paz e serenidade.

Sempre a Primavera, nunca as mesmas flores, sintetiza o delicado e o subtil relacionamento entre o mutável e o imutável no Universo e na nossa vida. A natureza diz-nos que tudo acontece gradualmente, na interacção e transformação. Em vez de fixar os acontecimentos, podemos saborear o fluxo da vida e prestar mais atenção aos pequenos sinais de mudança que ocorrem a todo instante.

Seja onde for, o chão está sob os pés e o céu acima da cabeça. Quem garante é a lei da Gravidade, e a natureza também revela que existem posições naturais. Cada um tem a sua singularidade e função no mundo.

Para os chineses o céu representa o criador e a terra é a que realiza materialmente o impulso do Criador.

O que nos torna iguais é o facto de sermos diferentes. Este paradoxo ensina-nos que devemos aceitarmo-nos como somos, aceitar os nossos limites, peculiaridades e transformações. E não há motivo para termos inveja de outras pessoas. O céu representa espiritualidade e elevação, e a terra simboliza o aspecto material.

Perceber os ciclos e as mudanças ajuda-nos a confiar mais na vida!"

 



publicado por Sheila às 00:49
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Terça-feira, 4 de Agosto de 2009
Flor Amarela

 

 

"Um dia observando um terreno baldio, fiquei comovido ao identificar no meio de várias ervas daninhas um linda flor de cor amarela.

 

Não era difícil percebê-la, a sua cor e forma contrastavam enormemente com as ervas de coloração verde que a rodeavam.

 

Durante alguns minutos essa súbita observação suscitou em mim uma série de reflexões: pensei no quanto estamos num mundo difícil de se viver e no quanto é importante não nos deixarmos sufocar pelos problemas.

 

Conclui que por mais que o mundo esteja cheio de ervas daninhas, nós não temos que nos tornar uma delas. Não importa qual sejam as dificuldades haverão sempre flores amarelas…

 

Quando deixamos de percebê-las é porque a pretensão de achar que sabemos tudo nos tapa os olhos.

 

Nisso, perdemos um pouco da nossa identidade e passamos a achar o nosso lugar ruim de viver. Invejamos o jardim do vizinho. Achamos que seríamos mais felizes com uma outra casa, carro, emprego… vã ilusão! Poucos são os jardins onde não existem ervas daninhas.

 

O que torna uns mais belos que os outros é tão somente a maneira como os observamos e a capacidade que temos, ou não, de identificar as flores no meio das ervas daninhas."

 

Marcos Lima e

Ronaldo Oliveira

 

Existe um provérbio Árabe que diz "Por causa da rosa, a erva daninha acaba sendo regada".

No nosso dia a dia não conseguimos evitar as tais ervas daninhas que aparecem sempre quando menos desejamos e por mais que as tentemos retirar, voltam sempre mais cedo ou mais tarde! Como diz o texto, e muito bem, devemos ter em mente a tal flor amarela... a tal positividade que nos é tão necessária para que olhemos para o jardim relvado da nossa vida e tenhamos sempre a percepção que encontraremos nele, verdadeiras belezas escondidas!

 



publicado por Sheila às 00:57
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Segunda-feira, 3 de Agosto de 2009
Melancolia

 

Acho que a melancolia é um sentimento suavemente triste. Não nos sentimos totalmente tristes nem apáticos, mas num estado de espiríto que existe em nós como uma leve cortina que consegue encobrir as cores garridas da realidade. Os dias ou as horas decorrem tranquilos, não fosse essa melancolia que nos mantém estáveis na escala das emoções.

A melancolia pode trazer bem estar mas raramente nos deixa alegres, pode fazer-nos sentir aborrecidos mas raramente nos deixa completamente de mau humor.

A melancolia desperta em nós memórias de vivências, experiências, hábitos, vontades quando em determinada altura o passado ou um determinado acontecimento os despoleta.

A melancolia pode ser a porta de entrada ou de saida da tristeza e da saudade.

A melancolia é tristemente suave se não se instalar definitivamente, porque ao persistir, impedir-nos-á de viver novos momentos e intensamente a vida!

 

Sem querer e sem conseguir evitar sinto-me melancólica. Pela primeira vez entrei num período de férias sem planos, sem aquela azáfama de fazer as malas, enfrentar o caos do trânsito no primeiro dia de Agosto e sem aquela tão desejada vontade de ir de férias...  daquele fugir desenfreado da rotina.

Dou-me conta que é a primeira vez em 20 anos que fico por Coimbra nesta altura do ano!

Fico triste por um lado, eu de férias com a minha filhota e o pai a trabalhar, mas consigo sentir-me feliz, apesar de tudo, de estarmos todos bem, porque isso é o principal!

As próximas 3 semanas serão ao sabor do tempo, a fazer 130kms diários para ir à praia... talvez umas idas ao cinema... uns programas ao fim de semana para bem longe de Coimbra lol enfim, planos que só poderei fazer tendo em conta o tempo... sim porque pensava que era Verão... mas... até nisso me sinto melancólica! Onde estão aqueles dias quentes? Aquelas noites de verão, abafadas e que estavamos bem com pouca roupa!

 

Como sou bastante positiva, pelo menos vou poder dormir até mais tarde (lol) sem aquela obrigatoriedade de ir para a praia ou necessidade de aproveitar a 200% cada instante fora de casa, onde tudo é novo e explorável!!

Boas férias para todos e para mim também!

... que embora de férias, estarei por aqui! Beijinhos

 



publicado por Sheila às 02:09
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Domingo, 2 de Agosto de 2009
A Agenda da Felicidade

 

O Sorriso

É o cartão de visita das pessoas saudáveis.

Distribui-o gentilmente.

 

O Diálogo

É a ponte que liga as duas margens, do eu ao tu.

Transmite-o bastante.

 

O Amor

É a melhor música na partitura da vida.

Sem ele, serás um(a) eterno(a) desafinado(a).

 

A Bondade

É a flor mais atraente do jardim de um coração bem cultivado.

Planta estas flores.

 

A Alegria

É o perfume gratificante, fruto do dever cumprido.

Esbanja-o! o mundo precisa dele.

 

A Paz na Consciência

É o melhor travesseiro para o sono da tranqüilidade.

Vive em paz contigo mesmo.

 

A

É a bússola certa para os navios errantes, incertos, que buscam as praias da eternidade.

Utiliza-a sempre.

 

A Esperança

É o vento bom empurrando as velas do nosso barco.

Chama-o para dentro do teu quotidiano...

 

Autor Desconhecido

 

Sem dúvida que com esta agenda... a felicidade pode ser a companheira e aliada para levar a bom porto o barco da vida!

 



publicado por Sheila às 03:39
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Sábado, 1 de Agosto de 2009
Os teus olhos...

 

São uns olhos verdes, verdes,
Uns olhos de verde-mar,
Uns olhos cor de esperança,

Uns olhos que me fazem sonhar.
São como duas esmeraldas,
Iguais na forma e na cor,
São verdes da cor do prado,
Que exprimem enormes paixões,
Tão facilmente se inflamam,
Tão meigamente derramam

Fogo e luz

Fios de lágrimas;

São uns olhos verdes, verdes,
Que podem também brilhar;
Não são de um verde embaçado,
Mas verdes da cor do prado,
E verdes da cor do mar.
Como se lê num espelho,
Pude ler nos teus olhos!
Os olhos mostram a alma,
Também refletem os céus;

São uns olhos verdes, verdes

Os olhos do meu coração!

 



publicado por Sheila às 17:04
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Persistência

 

Quantas pessoas acham que é difícil começar uma caminhada!

Pessoalmente não penso assim...

Para mim, mais difícil que iniciar é continuar…

O mundo está cheio de começos: há os que começam uma relação, um casamento, os que começam a abandonar um vício, os que iniciam uma nova aprendizagem ou um novo desafio e por ai fora.

O ir em frente e continuar é bem mais complicado. Exige persistência , perseverança e muita força de vontade.  Requer que nós olhemos para trás com sentimento de satisfação pela experiência adquirida e não com remorso ou sensação de arrependimento.

Que nós tenhamos sonhos, mas que não vivamos de sonhos.

Que choremos, mas não deixemos as lágrimas turvarem a nossa visão. 

Que consigamos amar os outros, mas que nos amemos a nós próprios primeiro, 

Que escutemos os outros, mas que não desistamos de fazer o que julguemos certo, por causa deles.

Tudo isso de tão simples parece coisa de crianças. E é mesmo! Antes de aprendermos a andar precisamos: cair muitas vezes, de nos magoarmos, de chorar, de ser motivo de riso, e nem por isso tudo desistimos ou deixamos de nos levantar.

Nisso temos muito que aprender com as crianças. Elas “sabem” que antes de dar os primeiros passos, é preciso ficar de pé, e antes disso é preciso gatinhar. Notem que elas arranjam sempre uma forma de se manterem inicialmente seguras, e depois disso arriscam... se as pernas fraquejarem, voltam agarrar-se à persistência de continuarem a tentar.

Todos precisamos do apoio de outras pessoas, mas, devemos ter consciência que elas não são bengalas e nós não somos aleijados. Se todas as pessoas soubessem disso teríamos bem menos fracassados no mundo.  

O mundo teria muito mais gente que poderia atingir grandes coisas.

Infelizmente muitas desistem a meio do caminho...

Diante disto só temos que agradecer a predisposição para certas aprendizagens na infância. Se fosse o contrário, muita gente hoje estaria numa cadeira de rodas.  

 

Muitos começam, mas poucos persistem. Persistência é uma teimosia com um propósito e não é uma longa corrida; ela é muitas corridas curtas, uma depois da outra. O empenho que devemos colocar activamente no alcançar de determinado objectivo é que dá significado, consistência e substância à nossa vida!

Por isso e incansavelmente persistam...

 

 



publicado por Sheila às 02:06
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Sexta-feira, 31 de Julho de 2009
Coração

 

 

"Era uma vez um homem que vivia centrado nas suas verdades... que falava através do silêncio...

Mas na transparência e na quietude das suas palavras, como uma canção que se compõe entre

os olhares dos apaixonados, surgiam versos como surge o perfume das flores.

Ainda que existisse, tantas vezes se perguntava se ele era real.

Amava por inteiro; Queria ser amado, mas sem exigir sentimentos.

Para ele, o amor só valia quando causava alegria.

Era de um tanto delicado que perturbava aqueles que não sabem receber o amor.

Porque não é simples recebê-lo. Mas talvez perturbasse mais por não deixar-se desvendar...

Era homem... como anjo, sem asas. Era anjo... feito homem.

Sabia voar, à sua maneira, sabia fazer voar, através dos sentimentos que oferecia.

Talvez não fosse um homem, Talvez nem fosse um anjo...

Certamente isso é uma fábula para quem não acredita em anjos ou em arco-íris ou mesmo em amor...

Não há um único nome. Existem vários.

Aos homens, todos os outros homens, ele era, mesmo sem saber, uma parte de dentro de cada um.

 

O seu nome era CORAÇÃO."

 



publicado por Sheila às 00:14
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Quarta-feira, 29 de Julho de 2009
A soma dos Talentos
 
 
Se a nota dissesse: ‘Não é uma nota que faz uma música’. … não haveria sinfonia.
 
Se a palavra dissesse: ‘Não é uma palavra que pode fazer uma página’. … não haveria livro.  
 
Se a pedra dissesse: ‘Não é uma pedra que pode montar uma parede’. … não haveria casa.
 
Se a gota dissesse: ‘Não é uma gota que pode fazer um rio’. … não haveria oceano.
 
Se o grão de trigo dissesse: ‘Não é um grão de trigo que pode semear um campo’. … não haveria colheita.  
 
Se o homem dissesse: ‘Não é um gesto de amor que pode salvar a humanidade’, jamais haveria justiça e paz, dignidade e felicidade na terra dos homens.
 
 
Como a sinfonia precisa de cada nota.
 
Como o livro precisa de cada palavra.  
 
Como o oceano precisa de cada gota de água.
  
Como a casa precisa de cada pedra.  
 
Como a colheita precisa de cada grão de trigo.
 
A humanidade inteira precisa de ti, pois onde estiveres, és único e, portanto, insubstituível!
 
Michel Quoist

 

Que a nossa auto-estima nos faça ter sempre isto bem presente nas nossas vidas!

 



publicado por Sheila às 12:27
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Terça-feira, 28 de Julho de 2009
Criatividade é necessária!

 

Dizem que havia um cego sentado num passeio com um boné junto aos pés e um pedaço de madeira que, escrito com giz branco, dizia: "Por favor, ajude-me, sou cego".

Um publicitário da área de criação que passava à sua frente parou e viu umas poucas moedas no boné. Sem pedir licença, pegou no cartaz, virou-o, pegou no giz e escreveu outro anúncio. Voltou a colocar o pedaço de madeira aos pés do cego e foi-se embora.

Pela tarde o publicitário voltou a passar em frente ao cego que pedia esmola. Agora, o seu boné estava cheio de notas e moedas. O cego reconheceu as suas pisadas e perguntou-lhe se tinha sido ele quem re-escrevera o seu cartaz. Queria sobretudo saber o que ele tinha  escrito.

O publicitário respondeu:

- Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio, mas com outras palavras.

Sorriu e continuou o seu caminho.

O cego nunca soube, mas no seu novo cartaz dizia:

- Hoje é Primavera, e não posso vê-la.

 

 E que sejamos sempre criativos nas mudanças de estratégia sempre que sentirmos que nada acontece da forma como gostaríamos, pois só assim é que algo na nossa vida poderá melhorar... e muito!

 



publicado por Sheila às 17:29
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Domingo, 26 de Julho de 2009
Jogo de Snooker

É da minha vivência, da partilha de experiências e de momentos diários que busco  a inspiração necessária para escrever. Às vezes é de situações menos esperadas que dou largas à minha imaginação e ao meu sentido prático para ver nas pequenas coisas, ou em breves momentos, uma imensidão de comparações com a vida. Ontem foi mais um dia de inspiração e desta vez num casamento!

 

A dada altura dou por mim a jogar snooker. Recuo no tempo por momentos, e alinho o meu pensamento com imagens que me vêm à memória das muitas e viciantes vezes, que há uns bons anos atrás, me dedicava a este jogo. Gostava tanto e jogava tanto que cheguei mesmo a comprar um taco profissional. Conservo-o algures na garagem...

É curioso que mesmo tendo snooker na empresa onde trabalho, confesso que já não jogava há uns anos, e estava de facto muito destreinada daqueles velhos truques que só ao fim de algumas tacadas é possível recordar!

 

A dada altura dou por mim a olhar para a mesa de bilhar... é incrível como vi aquela mesa como a própria vida! De fundo vermelho, verde ou azul... não importa, pode ser da cor que cada um de nós a pinta no dia a dia. De uma tacada damos inicio ao jogo... as bolas espalham-se e facilmente podem personificar os nossos objectivos, sentimentos, amigos, familiares, ou um sem número de vertentes que tenhamos imaginação para personificar. O objectivo do jogo é de uma tacada metermos cada bola no buraco certo? Já disse há pouco que estava destreinada... se numas bolas exercia demasiada força, noutras tentava minorá-la.... Tomo consciência que o jogo dependia exclusivamente da minha performance. Cheguei a ter jogadas de meter 3 bolas seguidas, mas imediatemente acontecia meter a bola branca e invalidava a última jogada e lá tinha mais uma bola em cima de mesa. No meio de um "palavrão" e de uma frustração instantaneamente compreendi como aquele jogo personificava tão bem a vida!

 

Andamos numa luta constante e preocupados em atingir os nossos objectivos, em manter os amigos, em resolver situações, em sermos felizes... a vida vai correndo umas vezes bem e outras nem por isso. É incrível como num jogo de snooker aceitamos tão bem as regras... se não tocarmos na nossa bola ou metermos a branca no buraco, sofremos a penalização de recolocar nova bola em jogo... criamos um atraso à tão ambicionada vitória.

 

Na vida devíamos ter esta consciência... se por alguma razão falhamos e sofremos "penalizações" porque nos custa tanto aceitar o sofrimento ou a dor ou a frustração? Porque não é fácil aceitarmos as regras do jogo da vida? Provavelmente não temos consciência que a vida é um jogo com regras próprias.

 

Num jogo de snooker... o parceiro com quem jogamos pode personificar o futuro ou as pessoas que nos rodeiam, tudo pode depender da nossa imaginação ou da perspectiva de cada um de nós! Naquele momento presente... em que estamos em jogo... ele corre bem ou mal dependendo da nossa performance... mas só sabemos o desenvolvimento do jogo a cada tacada do parceiro... e nós vamos reagindo. Se o parceiro começa a meter muitas bolas, ou se coloca à defesa e ficamos sem visibilidade para chegarmos às nossas bolas, vamos vendo a nossa situação a complicar-se... mas chega a nossa vez e concentramo-nos no jogo e tentamos dar a volta à situação porque queremos ganhar.

 

Na vida e por mais que o "jogo diário" nos esteja a correr mal não devemos deixar de reagir e de ter consciências das "bolas" que temos em cima da mesa... aquelas que devemos cuidar em meter no buraco da felicidade, do ânimo, do desejo, da resolução, etc. Mesmo em momentos de contrariedades em que nos sentimos a ser derrotados não devemos nunca desanimar!

 

Estive duas horas a jogar snooker com o meu marido. Tive jogadas espectaculares, momentos de embaraço misturados com alguma frustração e o que é certo é que não ganhei um único jogo! Terminei com um sorriso amarelo e com a sensação de derrotada mas foi no momento. No caminho para casa vim a pensar como aquela derrota não pesou e o quanto é fácil aceitá-la num simples jogo. Porque em todos os jogos há vencedores e vencidos e porque em todos os jogos há regras para cumprir.

 

Se a vida fosse comparada a um jogo de snooker, ou se pelo menos nós a comparássemos a um jogo, será que não era mais fácil aceitarmos os contratempos, os obstáculos, as frustrações, as angústias e todas as amarguras que a  derrota trás às nossas vidas?

 



publicado por Sheila às 23:57
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Sexta-feira, 24 de Julho de 2009
O Jogo da Vida

 

 

 

Imaginem a vida como um jogo, no qual vocês fazem malabarismos com cinco bolas que lançam ao ar.

Essas bolas são: o trabalho, a família, a saúde, os amigos e o espírito.

O trabalho é uma bola de borracha. Se cair, bate no chão e pula para cima.

Mas as quatro outras são de vidro. Se caírem no chão, quebrarão e ficarão permanentemente danificadas.

Entendam isso e busquem o equilíbrio na vida. Como? Não diminuam o vosso próprio valor, comparando-se com outras pessoas.

Somos todos diferentes. Cada um de nós é um ser especial. Não fixem os vossos objectivos com base no que os outros acham importante. Só vocês estão em condições de escolher o que é melhor para vocês próprios.

Dêem valor e respeitem as coisas mais queridas aos vossos corações. Apeguem-se a elas como à própria vida.

Sem elas a vida carece de sentido. Não deixem que a vida escorra entre os dedos por viverem no passado ou no futuro.

Se viverem um dia de cada vez, viverão todos os dias das vossas vidas. Não desistam quando ainda são capazes de um esforço a mais.

Nada termina até o momento em que se deixa de tentar.

Não temam admitir que não são perfeitos.

Não temam enfrentar riscos. É correndo riscos que aprendemos a ser.

Não excluam o amor de vossas vidas dizendo que não se pode encontrá-lo. A melhor forma de receber amor é dá-lo.

A forma mais rápida de ficar sem amor é apegar-se demasiado a si próprio.

A melhor forma de manter o amor é dar-lhe asas. Não corram tanto pela vida ao ponto de esquecerem onde estiveram e para onde vão.

Não tenham medo de aprender. O conhecimento é leve. É um tesouro que se carrega facilmente.

Não usem imprudentemente o tempo ou as palavras.

Lembrem-se: ontem é história. Amanhã é mistério e hoje é uma dádiva. Por isso se chama "presente".

Vivam o presente com muita energia!

 

Brian Dyson, ex-presidente da Coca-Cola

 

Este é daqueles textos que subscrevo inteiramente e que me deu um imenso prazer a ler!

 



publicado por Sheila às 15:36
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Domingo, 19 de Julho de 2009
Momentos de Festejar!

 

Desde algum tempo atrás que na vida faço por manter dois ficheiros distintos no meu interior.

Ao primeiro dou o nome de "arquivo morto" e ao segundo de "experiências".

 

No ficheiro do "arquivo morto", coloco todas aquelas lembranças que me causaram algum tipo de dano, que me colocaram em conflito com os meus próprios sentimentos: de erros cometidos e que jamais pensei em cometer, de desilusões que tive e não consegui ainda perdoar, da lembrança de amigos que falharam na hora em que mais precisava deles, de um amor que não deu certo, daquelas situações de uniões de alguém conhecido que acabam em desastre e até hoje se procuram os culpados, as frustrações, os desencantos, a raiva, o ódio por determinada situação e todos os sentimentos que de uma forma ou de outra me têm desiludido e magoado ao longo dos últimos tempos.

 

Preciso de me livrar destes pesos desnecessários. Tenho necessidade de me renovar para viver dias melhores, libertar-me de determinados sentimentos de uma prisão chamada "passado".

 

No ficheiro das "experiências", faço por guardar comigo e levar para onde for, as imagens e os detalhes dos momentos felizes, das situações difíceis que superei, das vezes em que dei a volta por cima, das lágrimas que chorei mas que consegui secar, da mão que estendi para alguém, do abraço que dei, que recebi e senti paz e alento, da alegria de ter amigos, da esperança que me socorreu várias vezes, do beijo bem dado e daquele bem recebido, do amor correspondido, daquela pessoa que me é muito especial, daquele trabalho que foi especial e me deu alento, enfim todos os sentimentos que me ajudaram a ser forte e me impulsionam para a próxima batalha.

 

Guardo um cantinho para os erros, acho saudável que eles existam na minha vida. Para mim eles servem de espelho para que não tropece no mesmo caminho que já conheço. Hoje sou uma pessoa mais selectiva, mais racional e embora tenha um sexto sentido apurado, prefiro dar tempo ao tempo e não ter pressa de formar uma opinião imediata e irrefutável.

 

Acho que temos que estar sempre prontos para a luta, porque a vida é a eterna batalha entre o bem e o mal, entre o sonho e o pesadelo, entre a esperança e o desânimo, entre a guerra e a paz, entre o amor e o ódio, entre o trabalho e a preguiça, entre os estudos e a ignorância, entre a visão e a cegueira, e só faz uma distinção entre as pessoas: busca os vitoriosos, entre os que lutam e não se acomodam, os que fazem mais e reclamam menos, entre os que preferem ver o lado bom em tudo aos que em tudo só sentem o mal, entre os que decidiram ser felizes e os que se acomodaram com a dor e o desalento da infelicidade e da pena.

 

É o momento de festejar sim, o que foi bom, guarda e aprende.

O que foi motivo de dor, descarta no lixo das emoções passadas.

Acima de tudo temos que estar preparados para seguir em frente e vencer.

 

Tenham uma Excelente Semana!

 



publicado por Sheila às 23:32
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Sábado, 18 de Julho de 2009
Laço e Abraço

 

Tenho um gosto particular por analogias...

"Sabem o que é um laço, certo? Mentalmente vamos fazer um laço... uma fita dando voltas, que se enrosca, que se vira e revira, circula e pronto já está! Repararam que foi como dar um abraço?

É assim que é o laço: um abraço num presente, num embrulho, no cabelo ou num vestido, em qualquer coisa onde o faço.

E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando devagarinho, desmancha, desfaz o abraço.

Solta o presente, o embrulho, o cabelo, fica solto no vestido, mas na fita é curioso, não faltou nem um bocado.

Ah! Acho que é assim o amor e a amizade. Ou tudo que é sentimento?

Como um pedaço de fita?

Enrosca, segura devagarinho, mas pode desfazer-se a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço.

Acho que é por isso que se diz: laço afectivo, laço de amizade.

E quando alguém se chateia, é usual dizer-se: romperam-se os laços.

E saem as duas partes, como pedaços de fita, sem perder nenhum bocado.

Então o amor ou amizade é isso... Não prende, não escraviza, não aperta, não sufoca. Porque quando se torna nó, já deixou de ser um laço... "

 

 Maria Beatriz Marinho dos Anjos



publicado por Sheila às 23:49
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Sexta-feira, 17 de Julho de 2009
Momentos de Introspecção

 

 

É-me difícil definir quando a dado momento estamos num sítio qualquer e desligamos do Mundo. Acontece-me imensas vezes ir a conduzir, e se for um caminho rotineiro e já aprendido, esquecer-me do que me rodeia. Parece que ligo o piloto automático dos meus pensamentos e passam a ser eles a companhia de viagem. O curioso é que o caminho faz-se porque chego ao destino pretendido, na maioria das vezes.

É nestes momentos de introspecção que debato voluntariamente as minhas teorias, os meus problemas e os últimos acontecimentos e o pensamento fluí como que por magia. Parece que às vezes só assim consigo arquivar ou arrumar os pensamentos que bailam na minha mente. Parece que a nossa memória fragmenta as situações, as pessoas, os sentimentos e vivências daquele e de outros dias numa apresentação de powerpoint, e em que por vezes conseguimos até definir a  visibilidade de todos os slides.

A dado momento até conseguimos voltar à realidade, quando paramos numa fila e olhamos para os carros na fila do lado, ou quando nos passa um carro à frente que nos vinha a tentar ultrapassar... e não deixo de pensar que é incrível esta façanha aventureira de alguns condutores para passarem à frente nem que seja de um só carro.

Preciso destes momentos de pausa mental. Preciso deste tempo que passa em mim, em que tudo se sente e muda, e o que fica é a pureza que não se desmente com o rolar dos ponteiros. É nestes momentos que gosto de ficar “só”, pois o tempo que aparenta ser perdido, é tempo ganho na certeza e auto-satisfação de o sentir meu!

 



publicado por Sheila às 17:49
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Quinta-feira, 16 de Julho de 2009
Coragem

 

A Coragem é uma virtude, um valor humano fundamental com o qual somos capazes de vencer o medo e manter o ânimo nos momentos mais difíceis e críticos.

É a coragem para viver aquilo em que acreditamos que nos permite enfrentar os obstáculos do quotidiano.

É a força moral e psíquica dos espíritos fortes e valentes que crescem perante as dificuldades.

A coragem é imprescindível a qualquer ser humano; é uma espécie de coluna vertebral do espírito, a fonte impulsionadora e geradora de energia.

Ao sermos corajosos expomo-nos e arriscamo-nos a "não ser aceites"... claro;

Não é possível todos gostarem de nós, nem nós de todos...

 

Coragem é sim, agir segundo a consciência em favor de nosso bem-estar!

 



publicado por Sheila às 23:37
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Quarta-feira, 15 de Julho de 2009
In-Quietude

A inquietude vive no seio das mentes sensíveis e ansiosas.

A quietude mora no conforto do coração.

 

A inquietude alimenta-se duma certa insatisfação perante o real que conduz ao mundo dos sonhos e dos ideais.  A quietude encontrou a paz.

 

A inquietude aspira à quietude mas não consegue alcançá-la.

A quietude é um bem-estar interior que baloiça suvamente numa cama de rede.

 

A inquietude é nervosa, é como uma borboleta fugaz que voa perdida entre as flores sem saber que caminho seguir.  A quietude é calma, é um riacho tranquilamente deitado.

 

A inquietude é errante e não estabiliza como a quietude.

 

A inquietude é um céu sem sol cheio de nuvens num fim da tarde.

A quietude é uma tarde amena de primavera.

 

A inquietude oscila entre o quente e o frio.

A quietude permanece na tepidez.

 

A inquietude nunca pára porque corre atrás da quietude.

A quietude descansa de ter muito caminhado…

 

Jacky

 



publicado por Sheila às 23:45
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Terça-feira, 14 de Julho de 2009
Bem Humorar

 

 

No nosso dia a dia há uma condicionante obrigatória e que todos devemos ter presente a cada minuto que passa: o Bom Humor!

 

O bom humor é uma porta aberta para a criatividade. Quando estamos de bom humor novas ideias surgem espontaneamente e a nossa performance melhora consideravelmente.

O bom humor existente em nós funciona como uma peneira que faz a selecção do que de melhor tem a realidade. Leva-nos a uma alegria genuína quando algo de bom nos acontece e não nos deixa cair em desespero naqueles dias menos bons!

O bom humor anda sempre de mãos dadas com a ajuda. Quem anda mal humorado, preenche os seus dias com rabugices e fecha-se em si mesmo. Quem está bem humorado ajuda mesmo quem não pede... contagia à boa disposição, desinibe e incita ao sorriso e à gargalhada. Quando estamos particularmente bem e felizes, custa muito menos tomar a palavra num grupo e conseguimos ser mais ousados nos nossos relacionamentos. O bom humor torna-nos mais maleáveis e tolerantes. O bom humor descontrai. Os risos, sorrisos, pensamentos malucos e alegres que advém da nossa boa disposição só beneficiam a nossa saúde.

 

Talvez seja preciso inventar o verbo “bem-humorar”...

Eu bem-humoro, tu bem-humoras, ele bem-humora...

Mas sempre e só no presente!



publicado por Sheila às 18:58
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