Domingo, 13 de Setembro de 2009
O Planeta do faz de conta

 

Era uma vez o Planeta do faz de conta...

Nesse planeta... por um motivo ou por outro, todas as pessoas aprenderam a fazer de conta...

Tanto aprenderam que acabaram por acreditar que o fazer de conta era a realidade...

Alguns faziam de conta que eram felizes... outros faziam de conta que eram eternas vítimas, outros ainda faziam de conta que sabiam da verdade... enfim... existia faz de conta para tudo nesse planeta... e todos iam fazendo de conta que estavam vivendo...

Num dia de muita luz e de muita sombra chegaram a esse planeta... vindos de outros espaços... alguns seres que não faziam de conta e nem sabiam o que era fazer de conta... A principio tudo o que eles viram eles acreditaram que era verdade... que as pessoas todas estavam sendo absolutamente sinceras em tudo que faziam e nem de longe podiam imaginar que aquilo tudo era um imenso teatro de faz de conta...

Passado o primeiro momento aqueles seres perceberam que aqueles actos daquelas pessoas eram muitas vezes incoerentes com aquilo que elas pensavam e muitas vezes o que elas pensavam era incoerente com o que elas sentiam...

Esses seres tinham o poder de perceber a pessoa por inteiro porque eles eram inteiros...

E foi com um certo espanto que eles perceberam que a maior parte daquelas pessoas sempre faziam de conta... uma vez que quase nunca havia coerência entre o sentir, o pensar e o agir...

Eles ficaram sem entender porque alguns faziam de conta que amavam quando... era tão mais simples só amar... alguns faziam de conta que eram felizes porque tinham um monte de coisas que faziam de conta que era o que dava felicidade... Por fazer de conta que aquelas coisas davam felicidade, outros ainda faziam de conta que sofriam porque não tinham aquelas coisas...

Percebendo como tudo funcionava naquele planeta, eles sentiram uma enorme compaixão por aqueles seres... Conseguiram verdadeiramente colocar-se na posição daquelas pessoas e puderam sentir a imensa dor que era estar naquela situação...

Ficaram a pensar no que poderia ter acontecido para fazer com que aquelas pessoas vivessem num eterno faz de conta... Como eles sabiam que nada acontece por acaso e que também não fora por acaso que eles entraram ali pelos corredores do tempo, eles decidiram fazer alguma coisa para ajudar os seres do planeta do faz de conta...

Eles descobriram que o motivo de tanto fazer de conta tinha tido origem no medo... no medo de Ser inteiros e de mostrar quem realmente eram...

Eles viram todo o passado daqueles seres e entenderam todas as histórias... e puderam ver onde cada um perdeu o fio do "Ser".

Como eram muito iluminados logo entenderam o que poderiam fazer por aqueles seres...

Eles então... enviaram para os sonhos de cada habitante daquele planeta... uma trilha de Luz permeada de Amor... que faria com que cada um encontrasse o caminho de volta para casa de forma bem simples e natural... a partir de então...

E quando eles despertassem... ninguém mais precisaria fazer de conta... porque teriam descoberto como é muito mais simples só "Ser" do que fazer de conta que é...

 

Rubia A. Dantés

É curioso que parece uma história de ficção fruto da imaginação da sua autora, mas ao absorver toda a sua mensagem dou-me conta que este planeta até que nem é pura imaginação. Há efectivamente pessoas que vivem num mundo de faz de conta, que se recusam a ser elas próprias, que vivem no sentido de agradar os outros evitando mostrar os seus verdadeiros "eus". Na minha vida aprecio as pessoas que demonstram ser o que são, com os seus defeitos e virtudes, com as suas fraquezas ou evidências de força. Não preciso que concordem comigo e admiro quem me dá argumentos válidos quando não concorda. Não preciso e não aceito relações de fachada. A vida é a sério, não é um acto de faz de conta e só não vê isso quem quer fazer de conta. Entristece-me conhecer pessoas que vivem nesse planeta do faz de conta, que idealizam demasiado a perfeição, que fecham os olhos a determinadas verdades com um simples mudar de canal quando imagens como a violência, a guerra, a fome, a pobreza, aparecem no écran; entristece-me quem vive a iludir outras pessoas com o intuito de manobrar as suas vidas, inventando sentimentos e atitudes falsas reflexo de quem mente a si próprio; entristecem-me as pessoas que assumem o papel de vitimas, de coitadinhos e passam a viver no mundo de que os outros é que estão contra elas, um mundo imaginário que as afasta do mundo real e em consequência das pessoas mais próximas.

Não acho que o façam por medo, como é evidenciado no texto. Creio que o fazem para se sentirem por cima, como que superiores a tudo e a todos, e isso entristece-me.

Somos o que somos e valemos pelo que somos, desde que o sejamos por inteiro.

 



publicado por Sheila às 01:53
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7 comentários:
De Sindarin a 13 de Setembro de 2009 às 19:38
Olá minha querida amiga. Adorei o que disseste sobre o tema. Realmente há pessoas que se revestem de lago k mostram aos outros e não passam de falsas e dissimuladas. Tb corro o risco de mostrar o k sou e de dizer o k penso, tendo por vezes de ouvir o k mereço ou não, mas é melhor sermos verdadeiros, estarmos presentes, vivos no k se passa ao nosso redor. Contentarmo-nos com o k está certo ou revoltarmo-nos e tornar mudar o k é errado. Sobretudo sermos nós com os nossos defeitps e virtudes, mas amarmos sempre com humildade para que alguém ache eco em nós. Lindo texto amiga. Lindo ser k és. Um imenso beijinho e uma óptima semana. Beijinhos doces à Inês.


De Sheila a 15 de Setembro de 2009 às 20:07
Olá linda :)
Obrigado pelo teu comentário tão querido.
Ao sermos verdadeiros corremos o risco de sofrermos com as atitudes e reações de terceiros, e a minha frontalidade já me trouxe dissabores, no entanto e quando somos educados e temos boas intenções acho que temos e devemos ser verdadeiros sempre, porque até o estamos a ser duplamente: connosco próprios e com os outros.
Brevemente começo a ler o teu livrinho. Estou com muita curiosidade :)))
Muitos beijinhos e desejo-te tudo de bom amiga
Espero que estejas recuperada já :)


De Sindarin a 13 de Setembro de 2009 às 19:42
Peço desculpa pelos meus erros. Isto de não ler depois de escrever tem de acabar em mim.

Em cima queria dizer: revestem-se de algo e lá para o meio penso k dê para entender o sentido das coisas.
Resumindo e concluindo é muito bonito assumirmos e mostrar o nosso verdadeiro eu. Beijocas.


De Sheila a 15 de Setembro de 2009 às 20:08
é mesmo amiga. Devemos isso a nós mesmo. O nosso verdadeiro eu é indissociável de cada um de nós
Grande beijo amiga linda


De cumplicedotempo a 13 de Setembro de 2009 às 20:43
"Somos o que somos e valemos pelo que somos, desde que o sejamos por inteiro"
e dai podemos ate fazer de conta , desde que isso não nos prejudique ou quem nos rodeia

infelizmente como o disseste e bem , não e o que mais acontece por este mundo fora
a simplicidade das coisas , complicam se na evolução das mesmas , e muitos das vezes não advém dai melhor qualidade :) e a tal construção dos mundos a partes em que as pessoas ao tentar acompanha los deixam de ser elas próprias ....


beijo cumplice


De comecardenovopt.blogspot.com a 13 de Setembro de 2009 às 22:49
Ao ler este texto, me vi a compará-lo com a nossa sociedade actual. É um faz de conta constante; finge-se que se ama, que se é amigo...; que se é..., se foi..., que se faz..., se fez...,que se tem..., se teve; é uma tal habilidade a usar os tempos e modos do verbo fingir que no fim até se fica com uma enorme confusão. Hoje vemos tantas pessoas a viverem uma vida de aparências em todos os aspectos que me deixa arrepiada. Não entendo porquê. Diz-se sempre que as crises têm o seu lado positivo e esta espero bem que não fuja à regra; há paessoas que precisam caír na realidade e parar de levar uma vida que não podem suportar, Conheço algumas que em casa( ninguém vê) já falta muita coisa, mas os sinais exteriores de riqueza continuam, pois mostrar que o dinheiro não chega, isso não.., parece mal. Mas, ainda me choca mais o faz de conta nos sentimentos; a falta de lealdade, honestinade , amor e amizade. Apesar de tudo isto eu ainda continuo a dizer que, felizmente, ainda há mais pessoas com valores e verdadeiras do que pessoas vivendo no faz de conta. Às vezes não concordam comigo, mas eu quero continuar a ser optimista neste aspecto.Um beijinho e parabéns pelo tema
Emília


De Selene a 14 de Setembro de 2009 às 12:02
Olá.
Mais uma vez nos presenteias com um lindo texto...
Enviei-te um mail para o "sheillamarques@gmail.com", é mesmo com dois "L"?
Beijinhos doces.


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