Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2010
Saudades de Ti!

 

Já que não estás mais neste mundo para ouvir as palavras que ficaram presas no meu coração, deixa-me escrevê-las para libertar as frases e as histórias que já não te poderei contar, como quem apanhou beijinhos à beira-mar toda a sua vida e os devolve agora ao mar…

 

Sabes o quanto me fazes falta?

Eras o peso que fazia equilibrar a balança dos meus dias difíceis. Eras a cafeína que dava energia às minhas horas lentas.

 

Agora que já não estás aqui para temperar as minhas emoções e sentimentos, sinto-me vazia e tenho dias em que não consigo preencher essa solidão que me submerge, tantas vezes que acordo de manhã sabendo que não voltarei a ver-te, a falar contigo, sinto-me tão triste!

 

Tenho saudades das nossas longas e produtivas conversas. Aprendi tanto contigo sabias?

 

Passaram 8 anos, sei que muitos não compreendem porque não supero a tua ausência, mas como explicar-lhes? Como fazer sentir no coração dos outros aquilo que só o meu abrange? Por incrível que pareça sempre achei que íamos ser amigos até sermos velhinhos, e continua a ser difícil aceitar que já partiste.

 

Por isso, escrevo-te esta carta, porque mesmo não existente, és o único que entenderá… o quanto me fazes falta!

 

 

Beijinho doce meu Anjo!

 

 

"E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre."

Miguel Sousa Tavares

 

 

 

Querido H, passaram 8 anos e não há dia que não me lembre de ti. 8 anos em que revivo a imagem do meu marido a dar-me a noticia de que o meu melhor amigo tinha falecido num acidente. Um amigo insubstituível, companheiro incansável nos momentos bons e maus. Tu que me fazes falta em cada dia que passa. Tu que não esqueço, momentos que a memória e o coração mantém vivos sempre. Onde quer que estejas eu sei e sinto que estás sempre comigo. Que me proteges, que me visitas, que continuas a cuidar de mim. Em sonhos disseste-me um dia que tinhas de partir, mas que sempre que precisasse bastava fechar os olhos e chamar por ti. Quando esta noite me deitar, vou fechar os olhos e esperar que me visites no meu sonho e me contes as tuas aventuras... como dantes quando regressavas de uma das tuas viagens e trazias a magia do conhecimento dentro de ti. A vida nunca mais foi igual sabes! No entanto e desde que te perdi, aprendi a viver com outra intensidade, com uma esperança renovada e com a vontade de viver mais intensamente cada momento. O facto de raramente me chatear com alguém ou alguma coisa devo-o a ti.

Beijo doce e terno meu querido amigo.

Até já! 

 



publicado por Sheila às 00:25
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Segunda-feira, 11 de Janeiro de 2010
Triste é não sentir nada...

 

 

É possível entristecermo-nos por vários motivos ou por nenhum motivo aparente.

A tristeza pode ser por nós mesmos, pode vir de uma palavra ou de um gesto ou de uma dada situação. Quando ela aparece devemos esforçarmo-nos para recebê-la.

 

A tristeza não faz realmente bem à saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos connosco próprios. E dessa conversa saiam lições, sinais, forças inesperadas, e a tristeza acaba também por sair, dando espaço a uma alegria nova e revitalizada. A tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma.

 

Hoje acordei desmotivada, foi difícil sair da cama mesmo sabendo que um ténue sol se exibia lá fora e convidava-me a viver mais um dia. Hoje acordei desmotivada, foi com algum esforço que cumpri os rituais de sempre. Hoje não foi um dia como os outros, não encontrei energia nem para me sentir culpada pelo meu desanimo. A minha voz interior bem grita “anima-te!”... O meu subconsciente bem que me sussurra “- há muita gente que vive coisas graves”... mas a pouca energia desta manhã lá me empurrou a voltar a ser aquela que sempre fui... e a enfrentar a velha guerra de sempre, apesar do cansaço acumulado.

 

A verdade é que eu não acordei triste, mas assim fiquei durante o dia.

Apesar de triste, tudo está normal. Afinal ficar triste é um sentimento tão legítimo como ficar alegre. É um registo da nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido.  Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou consigo mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente, embora no meu caso, eu saiba bem a razão. As razões têm essa mania de serem discretas.

 

Há dias em que a tristeza aparece e não há medicamentos mágicos para camuflar a nossa introspecção e desanimo.

 

Mas se pensarmos bem, até que pode existir uma alegria inesperada na tristeza, e que vem do facto de ainda conseguirmos senti-la.. Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Sentir é um retiro. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado, e às vezes é bom sermos o nosso médico de serviço.

 

Sentir é um verbo que se conjuga para dentro ao contrário do fazer, que é conjugado para fora. A vida assenta nesta dualidade entre o sentir e o fazer.

 

Inicio aqui uma nova etapa da minha vida. Estou cansada de sentir que devia ter feito isto ou aquilo e hoje é o dia que impulsiona a mudança e a minha força no combate ao cansaço de muitas repetições que me magoam, me afectam e me deixam triste.

 

Vou refazer o meu Curriculum, redireccionar a minha tristeza no sentido de alcançar uma alegria nova e revitalizada. É disto que estou a precisar para que amanhã ao sair da cama possa ser eu a gritar à minha voz interior: “estou animada... e vou conseguir!”

 

Desejo-vos uma doce semana!

 



publicado por Sheila às 23:52
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Quinta-feira, 6 de Agosto de 2009
Pérolas

 

 

 

As Pérolas são produto de dor, resultado da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou um grão de areia.

 

A parte interna da concha de uma ostra é uma substância lustrosa chamada nácar.

 

Quando um grão de areia penetra, as células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas para proteger o corpo indefeso da ostra.

 

Como resultado: forma-se uma linda Pérola.

 

Uma ostra que não foi ferida, de algum modo, não produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada.

 

Quem é que nunca se sentiu ferido pelas palavras rudes de um amigo?

 

Quem é que nunca foi acusado de ter dito coisas que não disse?

 

Quem é que já viu as suas ideias e atitudes serem rejeitadas ou mal interpretadas ?

  

Nestas situações devíamos conseguir produzir a nossa própria pérola: injectar aquela força positiva chamada auto-estima, formar a tal capa protectora das nossas mágoas, rejeições sofridas, tristezas e frustrações sentidas e não deixarmos que estes aspectos negativos, que fazem parte da vida, se tornem feridas difíceis de cicatrizar.

 

"Um dia a lágrima disse ao sorriso: invejo-te porque vives sempre feliz. O sorriso respondeu: enganas-te, pois muitas vezes sou apenas o disfarce da tua dor."

 



publicado por Sheila às 01:08
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