Segunda-feira, 11 de Janeiro de 2010
Triste é não sentir nada...

 

 

É possível entristecermo-nos por vários motivos ou por nenhum motivo aparente.

A tristeza pode ser por nós mesmos, pode vir de uma palavra ou de um gesto ou de uma dada situação. Quando ela aparece devemos esforçarmo-nos para recebê-la.

 

A tristeza não faz realmente bem à saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos connosco próprios. E dessa conversa saiam lições, sinais, forças inesperadas, e a tristeza acaba também por sair, dando espaço a uma alegria nova e revitalizada. A tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma.

 

Hoje acordei desmotivada, foi difícil sair da cama mesmo sabendo que um ténue sol se exibia lá fora e convidava-me a viver mais um dia. Hoje acordei desmotivada, foi com algum esforço que cumpri os rituais de sempre. Hoje não foi um dia como os outros, não encontrei energia nem para me sentir culpada pelo meu desanimo. A minha voz interior bem grita “anima-te!”... O meu subconsciente bem que me sussurra “- há muita gente que vive coisas graves”... mas a pouca energia desta manhã lá me empurrou a voltar a ser aquela que sempre fui... e a enfrentar a velha guerra de sempre, apesar do cansaço acumulado.

 

A verdade é que eu não acordei triste, mas assim fiquei durante o dia.

Apesar de triste, tudo está normal. Afinal ficar triste é um sentimento tão legítimo como ficar alegre. É um registo da nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido.  Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou consigo mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente, embora no meu caso, eu saiba bem a razão. As razões têm essa mania de serem discretas.

 

Há dias em que a tristeza aparece e não há medicamentos mágicos para camuflar a nossa introspecção e desanimo.

 

Mas se pensarmos bem, até que pode existir uma alegria inesperada na tristeza, e que vem do facto de ainda conseguirmos senti-la.. Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Sentir é um retiro. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado, e às vezes é bom sermos o nosso médico de serviço.

 

Sentir é um verbo que se conjuga para dentro ao contrário do fazer, que é conjugado para fora. A vida assenta nesta dualidade entre o sentir e o fazer.

 

Inicio aqui uma nova etapa da minha vida. Estou cansada de sentir que devia ter feito isto ou aquilo e hoje é o dia que impulsiona a mudança e a minha força no combate ao cansaço de muitas repetições que me magoam, me afectam e me deixam triste.

 

Vou refazer o meu Curriculum, redireccionar a minha tristeza no sentido de alcançar uma alegria nova e revitalizada. É disto que estou a precisar para que amanhã ao sair da cama possa ser eu a gritar à minha voz interior: “estou animada... e vou conseguir!”

 

Desejo-vos uma doce semana!

 



publicado por Sheila às 23:52
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Quinta-feira, 3 de Setembro de 2009
Epílogo de uma história...

 

"Trago dentro do meu coração,

Como num cofre que se

não pode fechar de cheio,

Todos os lugares onde estive,

Todos os portos a que cheguei,

Todas as paisagens que vi através

de janelas ou vigias,

Ou de tombadilhos, sonhando,

E tudo isso, que é tanto,

é pouco para o que eu quero.”

 

Fernando Pessoa

 

Há momentos na vida que nos marcam, que nos fazem crescer e que têm o seu ciclo de duração. Quando encerramos um capítulo damos início a um novo ciclo. Não é fácil aceitarmos e convivermos com o fim de alguma coisa. Mas devemos aproveitar estes momentos e pensar que tudo o que nos acontece na vida pode ser re-avaliado no futuro, independemente daquilo que sentimos hoje.

É curioso pensar que o que nos acontece de bom no presente pode um dia vir a ser considerado mau, assim como o que hoje consideramos mau pode num futuro ser visto como algo bom!

No presente temos a tendência para nos sentirmos tristes ou felizes com as surpresas da vida, mas quantas vezes nos acontece mudarmos de opinião mais tarde, face ao desenrolar da vida e ao encadeado de passos que damos dia após dia.

Ninguém consegue vislumbrar o futuro e tudo depende do que se suceder no futuro, depende do ângulo com que vamos analisando as situações e não podemos esquecer que nós próprios ao evoluir, crescer e mudar de atitude e forma de pensar ao longo da vida vamos também tendo diferentes pontos de vista sobre os acontecimentos.

 

Acima de tudo não podemos nunca desanimar, temos de procurar os pontos positivos em cada situação por mais frustrante que seja, por mais triste que seja o nosso estado de alma, temos de acreditar que existe algo de positivo ali que nos vai ajudar a recuperar o nosso sorriso.

 

A vida vai sendo feita de momentos únicos, momentos bons, momentos de escolha, momentos maus, momentos intensos, momentos calmos, momentos mágicos, alguns vão mesmo ficar bem gravados na nossa memória ao longo da vida, outros perdem a força com o passar dos anos acabando por serem ténues recordações.

 

Reviver o passado não nos faz mais felizes por mais feliz que ele tenha sido, mas pode sempre trazer uma pitada de tristeza mesmo que tenha sido bom. Devemos saber respeitar o passado mas não ter medo dele, foram momentos que já passaram, e no momento presente devemos tirar apenas deles a lição do que aconteceu ou deixou de acontecer. E ao viver o momento presente, não devemos perder de vista que temos ainda de viver muitos momentos únicos futuros e que as escolhas de hoje podem condicionar as de amanhã.

 

Vai haver sempre muita coisa boa para viver!

 

 

 

 

Querido Diogo, obrigado pelo teu email, pelo video que publico aqui no meu cantinho, pelo teu carinho, por essa força e coragem que demonstras hoje, face aos acontecimentos passados, presentes e futuros da tua vida. E parabéns pelo sucesso profissional. Ficaste lindo (já és aliás :P) na foto do J.N. Estarei sempre por perto e a fazer votos sinceros para que o futuro te traga rapidamente a felicidade que tanto mereces. Beijo enorme amigo! E nunca te esqueças que ainda há muita coisa boa para viver!

 

 



publicado por Sheila às 23:34
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