Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009
Aprendizagens V

 

A Lição do Bambu

 

Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, decorrem alguns anos sem emergir nada do solo.

Durante 5 anos, todo o crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu.

Mas o que acontece é que uma maciça e fibrosa estrutura de raiz, que se estende vertical e horizontalmente pela terra está efectivamente a ser construída e diariamente a crescer...

 

Um escritor americano escreveu:  

"Muitas coisas na vida pessoal e profissional são iguais ao bambu":

 

Nós trabalhamos, investimos tempo e esforço, fazemos tudo o que podemos para nutrir o nosso crescimento e, às vezes, não vemos nada a acontecer durante semanas, meses ou anos. 

 

Mas, se tivermos paciência para continuar a trabalhar, a persistir e a nutrir a nossa vida pessoal e laboral, o nosso "5º ano" chegará e, com ele, virá o crescimento e as mudanças que tanto ansiávamos ou que jamais pensámos que acontecessem…

 

O bambu ensina-nos que não devemos facilmente desistir dos nossos projectos, dos nossos sonhos, da nossa perseverança e resistência em prosseguir no que acreditamos e queremos… seja no nosso trabalho, (que é sempre um grande projecto na nossa vida) bem como na nossa vida pessoal, dia após dia.

 

Devemos lembrar-nos do bambu, para não desistirmos facilmente diante das dificuldades que surgirão ao longo do nosso dia a dia e no decorrer da nossa vida!

 

Tenhamos sempre dois hábitos: Persistência e Paciência

 

É preciso muita fibra para chegar às alturas e, ao mesmo tempo, muita flexibilidade para nos curvarmos ao chão.

 



publicado por Sheila às 19:11
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Domingo, 30 de Agosto de 2009
Os Olhos do Coração

 

 

 

"Certa vez um homem estava no deserto e claro, por lá só havia areia...

Ele segurava a areia entre os dedos e queria que ela ficasse...  e não escapasse.

Finalmente, como não encontrava a fórmula de fazer a areia permanecer na sua mão,

começou a chorar e as suas lágrimas caíram sobre a areia.

E, surpreso, viu que a areia agora não mais escorregava das suas mãos.

Compreendeu que o sofrimento tem o seu valor...

Que as lágrimas fazem com que a areia não deslize...

Que o sofrimento pode irrigar as ideias e tornar as colheitas da mente mais abundantes."

 

 

Germano de Novaes

 

Lidar com o sofrimento não é fácil!

As pessoas constroem muros em vez de pontes porque já foram magoadas, rejeitadas, desiludidas, desencantadas ou traídas e estes muros tornam-se imprescindíveis para a sua sobrevivência.

Muitas preferem permanecer isoladas do que abrir uma porta e arriscar a sofrer de novo.

Há pessoas que não constroem um só muro, mas grandes e impenetráveis muralhas.

Mas um dia, uma janela esquecida é a abertura para o muro deixar de fazer sentido.

Não conseguimos viver a vida em sofrimento e é preciso acreditar que quando sentimos a "porta" fechar necessitamos de ter a força suficiente para procurarmos a "janela" mais próxima e evitar os muros e as muralhas nas nossas vidas!

 



publicado por Sheila às 00:25
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Sexta-feira, 28 de Agosto de 2009
O Vale dos Sentimentos

 

 

 

Era uma vez um lugar chamado Vale dos Sentimentos e lá moravam todos os sentimentos do mundo.

Cada qual com seu nome: Alegria, Tristeza, Sabedoria, Determinação e muitos, muitos outros.

Apesar de serem muito diferentes, davam-se muito bem.

Até os sentimentos como o Orgulho, Tristeza e Vaidade não tinham problemas entre si.

Mas era lá no fundo do vale, na última casinha que morava o mais bonito dos sentimentos: o Amor.

Ele era tão bom que, quando os outros sentimentos chegavam perto dele, ficavam mudados. Isso acontecia porque de entre todos eles o Amor era o melhor.

Porém, no mesmo vale, num lugar mais afastado havia um castelo. Lá, neste castelo também morava um sentimento, só que não tinha nada de bom.

Era o lar da Raiva. E a Raiva, de tão ruim que era, não gostava dos outros moradores do vale. Por isso, quando acordava de mau humor, fazia de tudo para estragar a beleza do lugar.

Certo dia teve uma ideia. Desceu à cave da sua casa e então preparou uma poção muito esquisita e maléfica. A fumaça que se ergueu da poção tomou conta do lugar e do vale todo; e transformou-se numa tempestade como nunca se tinha visto antes!

Quando o vale se encheu de raios, chuva e vento, todos correram para se protegerem. O Egoísmo foi o primeiro a esconder-se, deixando todos para trás.

A Alegria deu risadas de alívio por se ter salvo rapidinho. A Riqueza recolheu tudo o que era seu, antes de se abrigar. A Tristeza, a Sabedoria, a Vaidade... todos conseguiram chegar às suas casas a tempo... excepto o Amor.

Ele estava tão preocupado em ajudar os outros sentimentos que acabou por ficar para trás.

Então uma coisa demasiado má aconteceu: um raio cortou os céus. Ouviu-se um estrondo gigantesco e um corpo caiu ao solo. A raiva deu a sua tarefa por cumprida e retirou-se para dormir.

Quando a tempestade passou, todos os sentimentos puderam abrir aliviados as suas janelas. Mas ao saírem, eles sentiram uma coisa diferente no ar.

- O que aconteceu com o amor? - perguntavam entre si

- Ele não se mexe; afirmou outro dos sentimentos.

- Está tão parado que até parece que morreu - exclamou outro.

Nesse momento a Tristeza começou a chorar; o Orgulho não aceitava. Disse que tudo era mentira. A Riqueza afirmava que era um desperdício e a Alegria, pela primeira vez, verteu lágrimas pelos olhos.

Foi nesse instante que uma coisa estranha começou a acontecer. Os sentimentos começaram a ter desavenças porque sem o Amor para uni-los, as diferenças apareceram.

A situação já estava bem má quando eles repararam que estavam a ser observados. Alguém que eles nunca tinham visto por ali antes. Então o estranho ajoelhou-se à frente do Amor... tocou-o calmamente... e ele abriu os olhos.

- Ele não morreu.

O amor não morreu! - gritavam os outros sentimentos.

Foi aí que todos puderam ver o rosto do estranho... o seu nome era Tempo.

Todos comemoraram, porque o Amor estava vivo e sempre estará! Porque não há nada que possa acabar com o amor, enquanto o Tempo estiver ao seu lado para ajudá-lo.

Assim a paz voltou a reinar no Vale dos Sentimentos.

O Amor e o Tempo casaram-se e tiveram três filhos. Os nomes deles são: Experiência, Perdão e Compreensão. E moram juntos hoje e para todo o sempre no Vale dos Sentimentos, bem lá no fundo daquele lugar que se chama CORAÇÃO.

 



publicado por Sheila às 12:53
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Quinta-feira, 27 de Agosto de 2009
A Fita Métrica do Amor

 

Como se mede uma pessoa?

 

Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento.

 

Ela é enorme quando fala do que leu e viveu, quando trata os outros com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri desmedidamente.

É pequena quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.

 

Uma pessoa é gigante quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto.

 

Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.

 

Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relaccionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições?

 

Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande.

Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.

 

É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. O nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de acções e reacções, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.

 

Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande.

 

É a sua sensibilidade sem tamanho.

 

Martha Medeiros

(adaptado para português)

 

 ... e kiçá uma pequena inspiração para este desafio que vos deixei aqui :)

 



publicado por Sheila às 00:34
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Quarta-feira, 26 de Agosto de 2009
Desafio em Cadeia 2nd round :)

 

O desafio a que dou continuidade começou aqui no cantinho da minha querida Amiga Marta.

 

Muito sucintamente este desafio em cadeia consiste:

 

1 – Eu dou-vos uma PALAVRA e vocês escrevem qualquer coisa sobre ela (uma frase, um poema ou mesmo um texto);

2 - As respostas podem ser feitas por comentário ou para o e-mail que tenho no perfil.

3 - Os trabalhinhos devem ser entregues no prazo de uma semana.

4 – O Vencedor recebe um livro e coloca o mesmo desafio no seu blog e compromete-se (depois de ler o livro claro está) a passar o livro a quem vencer o seu desafio e quem vencer vai ter de fazer o mesmo.

 

O Livro em causa é a "Arvore dos Segredos", de Santa Montefiore.

Um livro que nos dá entrada directa numa história de amor, em que sentimos a paixão e o amor, a alegria e a tristeza, os encontros e desencontros da vida. Adoro quando os livros me tocam, me fazem sentir parte deles, me fazem rir e chorar, e foi isso que aconteceu. Vivi momentos de amor puro e momentos de grande coragem e atitude perante os obstáculos das vidas dos seus personagens, e que se traduzem numa nova aprendizagem que me dá um (ainda) maior sentido de vida!

 

A palavra escolhida por mim é: SENSIBILIDADE 

 

Quem alinha?

 

Ps: durante os próximos dias todos os comentários ficam em estado de moderação, por isso não se admirem que não apareçam de imediato assim que submetidos, como é hábito acontecer com os amigos mais próximos do meu perfil :)

 



publicado por Sheila às 01:02
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Terça-feira, 25 de Agosto de 2009
Seguir em frente...

 

Numa coisa os gatos são bastante sábios: quando se magoam, lambem as feridas e seguem em frente. E Mais! Caiem muitas vezes, mas sempre, de pé!

 

É certo para mim o quanto de ensinamento que retiro da atitude e postura dos animais. Não escondo a admiração que nutro por qualquer animal felino, seja selvagem ou doméstico. Aliás, o meu nick é prova disso mesmo: TigerKaty vem da junção de Tiger+Katy, da união de tigre com gato (mas no feminino, claro!) e que tem deixado nesta marca pessoal o especial carinho e admiração que tenho por estes “bichos”.

 

Voltando ao que apreendo destes animais e ao quanto me ensinam é possível compreender o quanto a sua atitude na vida é fundamental à sua sobrevivência ou ao sem bem estar. São animais independentes, corajosos, que gostam de arriscar e têm a destreza de lutar, de ir em frente, mesmo que se magoem voltam mais tarde ou mais cedo arriscar, a lutar, a ser corajosos, porque é a sua essência.

 

Nós somos racionais e temos tendência para perdermos a coragem ou a garra quando algo nos magoa. Tão bom seria que todos conseguissemos ultrapassar, lamber as tais feridas, como o gato, e permitirmo-nos seguir em frente sem medo!

E nas tantas vezes que acabamos por cair, porque o abalo é grande, porque a surpresa é enorme, porque a mágoa aterra em nós, porque o pior acontece... então nessa altura se pudessemos ser como os gatos,  e conseguissemos cair de pé para reagir rapidamente, fosse para atacar ou fugir, mas pelo menos seria uma reacção rápida e corajosa!

 

Acima de tudo não devíamos ter apego às situações que nos magoam, deviamos sempre lamber as feridas e seguir em frente. Com todo o cuidado é certo, porque o desconhecido merece respeito, mas sem medo e sempre com a esperança de encontrar um ambiente onde não seremos magoados e sermos corajosos ao ponto de nunca desistirmos de lutar por tudo aquilo que compõe a essência do que de melhor queremos para nós próprios!

 

Por isso não tenho a menor dúvida que seguir em frente é obrigatório!

 



publicado por Sheila às 00:11
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Segunda-feira, 24 de Agosto de 2009
As Pontes da Vida

 

A construção de uma ponte advém da necessidade de unir as margens dos rios e de interligar a vida existente de cada lado, de modo a que o rio que separa as margens passe a fazer parte da vivência das duas margens em conjunto.

 

Na nossa vida construimos pontes na união entre nós e outras pessoas, de forma a que aquilo que nos separa passe a ser parte integrante da vida em conjunto, sem que seja um obstáculo e passe a existir uma travessia por onde as duas vidas se possam unir de alguma forma.

Ao construírmos as pontes que nos ligam às pessoas que nos rodeiam é possível estabelecermos algum tipo de relação e aprendermos imenso com outros. Nunca deixamos de ser nós próprios mas desta forma permitimo-nos incorporar experiências e saberes até aí ignorados.

 

Qualquer ponte necessita de cuidados e de manutenção. Há que estar atento à sua conservação e ao seu estado, de modo a que o seu uso continue a ser seguro para unir as margens. Para se evitar a queda de uma ponte há que investir nas tarefas de recuperar, manter, solidificar e consolidar todos os aspectos que dela fazem parte. Quantas vezes o tempo e o desgaste leva a que se construam novas passagens, novas formas de travessia entre margens que ficam mais afastadas pela insegurança e desconfiança de uma velha ponte. Na certeza que uma nova ponte nunca será uma cópia da anterior, uma nova travessia surge adaptada à vida actual de cada margem. Em consonância com as condições de cada lado do rio evitam-se e esquecem-se erros anteriormente cometidos na ponte que é abandonada. Em qualquer situação a velha ponte permanecerá na memória e às vezes até se adopta um uso diferente só para que não se perca completamente.

 

E na vida também é assim! Temos que cuidar e tratar das pontes que nos unem aos outros, temos que estar atentos ao seu estado e à sua condição. Se a ruína ameaçar estas pontes temos que saber reagir e recuperar a travessia, recuperando ou construindo uma nova ponte. Por vezes temos que criar novas pontes quando refundamos as relações, partindo daquilo que somos hoje e não apenas copiando o que fomos ou que gostaríamos que fossemos.

 

Há paixões que se transformam em amores; amores que se renovam; amores que se tornam amizades; amizades que se reforçam; amizades que se transformam em paixões; paixões que se tornam belas recordações; empatias que se revelam amizades; amizades que se tornam companheirismo; paixões que crescem; paixões que se desfazem e cristalizam em amizades ou cumplicidades que se transformam em paixões...

Há, também, situações na vida em que já não existe vida para fluir entre as margens e a ponte deixa de fazer sentido continuar a existir. Mas nem sempre, a ponte deixa de existir, apenas se transforma na recordação de que existiu ali um dia.

 

Quantas amizades vamos esgotando ao longo da vida?

Quantas paixões se extinguem e deixam de resultar?

E quantos amores ficam gelados da cumplicidade que existia inicialmente e se desmoronam como fumaça?

 

Qualquer ponte é fundamental para o fluir da vida. Acontece tanto nas pontes que unem as margens dos rios como naquelas que ligam as pessoas nas suas relações.

 

Na vida temos mesmo que saber construir e manter as pontes que nos ligam aos outros, temos que tentar perceber em cada momento o que essas pontes significam e temos de encontrar as adaptações, alterações ou melhorias que devemos fazer para que continuem a ser uma forma de nos enriquecermos nas relações que estabelecemos com aqueles que nos rodeiam.

Nas pontes que entretanto vão desaparecendo ou transformando, temos que saber preservar a sua memória com base naquilo que nos tornamos, fruto do que aprendemos com elas.

 

 

Bom início de semana!

 



publicado por Sheila às 00:17
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Domingo, 23 de Agosto de 2009
A borboleta Azul

 

Havia um viúvo que morava com as suas duas filhas curiosas e inteligentes.

As meninas tinham por hábito fazer muitas perguntas. Algumas ele sabia responder, outras não.

Como pretendia dar-lhes a melhor educação, decidiu que as meninas iriam passar uns dias com um sábio, que morava no alto de uma colina.

O sábio respondia sempre a todas as perguntas sem hesitar.

Impacientes com o sábio, as meninas resolveram inventar uma pergunta que ele não saberia responder.

Então, uma delas apareceu com uma borboleta azul e que iria usar para pregar uma partida no sábio.

- O que vais fazer? - perguntou a irmã

- Vou esconder a borboleta nas minhas mãos e perguntar ao sábio se ela está viva ou morta! Se ele disser que está morta, vou abrir minhas mãos e deixá-la voar. Se ele disser que ela está viva, vou apertá-la e esmagá-la. E assim qualquer resposta que o sábio nos der estará errada!

As duas meninas foram, então, ao encontro do sábio, que estava a meditar.

- Tenho aqui uma borboleta azul – disse a menina

Diga-me sábio, ela está viva ou morta?

Calmamente o sábio olhou para a menina, sorriu e respondeu:

- Depende de ti. Ela está nas tuas mãos.

 

E assim é a nossa vida, o nosso presente e o nosso futuro.

Não devemos culpar ninguém quando as coisas correm mal. Somos os autores do livro da nossa vida.  Somos os responsáveis por aquilo que conquistamos (ou não).

O curso da nossa vida está nas nossas mãos, assim como a borboleta estava nas mãos da menina... só nós podemos decidir e escolher o que fazer com ela...

 



publicado por Sheila às 00:56
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Sábado, 22 de Agosto de 2009
Sorrisos

 

“Creio que foi o sorriso,

sorriso foi quem abriu a porta.

Era um sorriso com muita luz

lá dentro, apetecia

entrar nele, tirar a roupa,

ficar nu dentro daquele sorriso.

Correr, navegar, morrer naquele sorriso.”

 

( de Eugénio de Andrade)

 

Sorrisos trazem consigo o brilho, a luz, o encantamento, a vontade, o desejo, a magia, o prazer, a ousadia... enchem-nos a vida!

 

O sorriso traduz, geralmente, um estado de alma; é um convite a entrar na intimidade de alguém, a participar do que lhe vai no íntimo e uma forma de vencer o desgaste da rotina do dia a dia

 

A magia de sorrir faz maravilhas por nós: tanto nos tira da tristeza, como nos dá alento; e tanto nos motiva que é capaz de nos ajudar sempre a continuar a nossa caminhada pela vida.

 

Os nossos sorrisos são extremamente importantes porque nos fazem sentir bem connosco próprios e nos permitem distribuir o mesmo por quem nos rodeia e precisa deles. Que tenhamos sempre o sorriso em nós e que o saibamos partilhar com quem nos rodeia.

 

Há alturas na vida que por vezes ele nos abandona e a dor e o cansaço tornam, por vezes, o sorrir muito árduo. Mas quando isso acontece temos de tentar rapidamente recuperá-lo no mundo que nos rodeia porque afinal de contas de nada serve ficar fechados sobre nós.

 

É, no entanto, muito importante saber sorrir!

Um sorriso pode dissipar uma angústia, se for simpático, ou aumentá-la se for sarcástico; pode estimular um trabalho, se for de aprovação, ou desanimar quem trabalha se for cínico; pode criar uma amizade, se for sincero e transparente, ou um afastamento se for hipócrita; pode humilhar de modo irreversível se não for autêntico e espontâneo.

 

Quanto sorrimos espontanea e verdadeiramente não há como deixar de ter vontade de ficar e de permanecer no sorriso, porque sorrir alimenta-nos a alma de alegria.

 

E desde pequenina que tenho bem presente esta máxima: sorrir sempre, mesmo que, por vezes, o nosso sorriso seja triste, porque mais triste que o nosso sorriso é a tristeza de não saber sorrir!

 

"O sorriso é silencioso como chuva mansa que cai e fertiliza a terra, como brisa suave que acaricia e refresca o rosto e desvenda delicadamente o interior de quem sorri." (Bergson)

 

E que verdadeiro sorriso me deixou este miminho da minha doce e querida Joana :)

 

 

É muito especial o sorriso que

me deixas nos lábios,

mas mais importante 

é o alento e a alegria

que me deixas no coração!

Beijo Doce e um Xi-Kor apertadinho

para ti minha doce Joaninha

 



publicado por Sheila às 01:13
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Sexta-feira, 21 de Agosto de 2009
O Cântaro Partido

 

 

"Um aguadeiro indiano tinha dois grandes cântaros.

Transportava-os suspensos às duas extremidades de uma vara de madeira que se ajustava à forma dos seus ombros.

Um dos cântaros tinha uma brecha, e, enquanto o outro cântaro conservava perfeitamente toda a sua água da fonte até à casa do amo, o cântaro lascado perdia quase metade da sua preciosa carga durante o caminho.

Isto durou 2 anos, durante os quais, todos os dias, o aguadeiro só entregava um cântaro e meio de água em cada uma das suas viagens. Claro, o cântaro intacto sentia-se orgulhoso, visto que conseguia cumprir a sua missão do princípio até ao fim sem falhar. Mas o cântaro lascado tinha vergonha da sua imperfeição e sentia-se deprimido porque só conseguia cumprir metade do que era suposto ser capaz.

Ao fim de 2 anos daquilo que considerava como um desaire permanente, o cântaro lascado dirigiu-se ao aguadeiro, num momento em que este último o enchia na fonte:

- Sinto-me culpado, e peço que me desculpes.

- Porquê? - perguntou o aguadeiro - De que tens vergonha?

- Durante 2 anos, apenas consegui transportar metade da minha carga de água para o nosso amo, devido a esta brecha que deixa entornar a água. Por minha culpa, fazes todos estes esforços, e, no final, só entregas metade da água ao nosso amo.

Não obténs o conhecimento completo dos teus esforços - disse-lhe o cântaro lascado.

O aguadeiro ficou emocionado com esta confissão, e, cheio de compaixão, respondeu: - Enquanto voltamos à casa do amo, quero que observes as magníficas flores que estão à borda da estrada.

À medida que subiam pelo caminho, ao longo da colina, o velho cântaro viu, na borda do caminho, magníficas flores banhadas pelo sol, e aquilo aliviou-lhe o coração. Mas no fim do percurso, continuava a sentir-se mal porque tinha voltado a perder metade da sua água.

O aguadeiro disse ao cântaro:

- Apercebeste-te de que havia flores lindas do teu lado, e quase nenhuma do lado do cântaro intacto? Como sempre soube que entornavas água, decidi tirar partido disso. Espalhei sementes de flores no caminho do teu lado, e, todos os dias, tu regava-las durante todo o percurso. Durante 2 anos, consegui, graças a ti, apanhar flores magníficas que embelezaram a mesa do amo. Sem ti, nunca teria conseguido encontrar flores tão frescas e tão graciosas.

 

 "Ninguém é perfeito, mas mesmo as nossas brechas, feridas e defeitos são importantes porque fazem parte do todo que nós somos. Todos temos imperfeições e pontos fracos da mesma forma que temos muitas coisas boas e que devemos reconhecer em nós e nos outros.

Quando a nossa auto-estima está em baixo, acabamos por dar demasiada importância às nossas imperfeições. Achamos que somos inferiores e deixamos de acreditar em nós. Mas não podemos deixar que isso aconteça, porque temos de nos lembrar de todas as coisas boas que temos dentro de nós, temos de conseguir ver as flores que fazemos florescer apesar das brechas que temos.

 

E até a vida tem as suas brechas, feridas e defeitos e mesmo assim continua a ser bom poder viver essa vida e sorrir com todas as coisas boas que ela também nos dá."

 



publicado por Sheila às 01:43
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Quinta-feira, 20 de Agosto de 2009
O colorido das minhas férias...

 

 

 

Qual a melhor forma de guardar no baú das minhas lembranças as minhas férias de Verão?

Para mim a vida é colorida, não tem sentido ser de outra forma.

Gosto de escrever colorido, as palavras ficam mais expressivas se estivermos atentos às tonalidades que nos rodeiam.

 

Assim escrevo as minhas férias baseada num variado colorido de tintas:

 

Escrevo a tinta azul, o mar e a linha do horizonte que se perde no mar; o céu, a melancolia dos fins de tarde na praia, a frescura do orvalho matinal...

 

Escrevo a tinta branca, as nuvens fofas por cima do mar e que por vezes me taparam o sol, a luminosidade dos dias, a serenidade de ver a Inês brincar e fazer novos amigos, a dança das ondas sobre os meus pés à beira mar, a areia macia na minha pele...

 

Escrevo a tinta verde, os campos verdejantes a caminho da Figueira da Foz, o cheiro das noites, os calipos de limão que comi à saida da praia, a passadeira da via verde...

 

Escrevo a tinta lilás, a modéstia e a sinceridade das crianças que se sentaram na minha toalha e partilharam lanches com a Inês, a sabedoria presente nas violetas à beira da praia...

 

Escrevo a tinta rosa, as mensagens e fotos que recebi sobre o nascimento dos filhos de alguns amigos e colegas, as conversas de fim de dia com a minha cara metade...

 

Escrevo a tinta vermelha, o meu saco de praia, a alegria e paixão de muitos namorados, os tons do céu em ínicio de noite que pelo retrovisor me acompanharam nas viagens para casa, os baloiços de um dos hoteis, o andar de mão dada aos fins de semana...

 

Escrevo a tinta amarela, os dias solarengos de praia, o gosto doce das bananas, o estaladiço das batatas fritas, o riso espontâneo da minha filha…

 

Escrevo a tinta laranja, a minha toalha de praia, o cheiro e o sumarento das laranjas, a quentura do sol na minha pele, o belissimo arroz de polvo e camarão da Praia Azul...

 

Escrevo a tinta cinzenta, um dia de praia submerso em nevoeiro, a preguiça de algumas manhãs em me levantar da cama, a solidão em alguns momentos…

 

Escrevo a tinta dourada, o reflexo do sol na areia, a felicidade de ter chegado bem, todos os dias, a casa …

 

Escrevo a tinta castanha, o meu spray solar da piz buin, a magestade de algumas árvores em Sintra, a mousse de chocolate especial do Mar do Inferno em Cascais, a tonalidade da minha pele,...

 

Escrevo a tinta preta, as letras do meu livro de férias, as lapas e os mexilhões agarrados às rochas, o conta km’s do meu carro a marcar 1328kms de idas diárias à praia com a minha filha, a noticia de um cancro numa pessoa amiga...

 

Escrevo a tinta prateada, a luminosidade das estrelas nas noites amenas que passei no pátio, a areia da beira-mar...

 

É hora de regressar ao trabalho e à rotina e levar dentro de mim um colorido de experiências e coisas boas que me enriquecem o passado, me fazem valorizar estes momentos de pausa, mas que, acima de tudo, me enriquecem como pessoa, mulher, mãe, educadora, amiga e profissional!

 



publicado por Sheila às 01:54
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Quarta-feira, 19 de Agosto de 2009
Mensagens para os meus amigos...

 

 

Para os meus amigos que estão... SOLTEIROS

O amor é como uma borboleta. Por mais que tentem agarrá-la, ela fugirá.

Mas quando menos esperares, ela está ali do teu lado.

O amor pode fazer-te feliz, mas às vezes também te pode ferir.

Mas o amor será especial apenas quando tiveres o objectivo de te dares somente a alguém que seja realmente valioso. Por isso, aproveita o tempo livre para escolher .

 

Para os meus amigos... SONHADORES

Amor não é envolver-se com a "pessoa perfeita", aquela dos nossos sonhos.

Não existem príncipes nem princesas.

Encara a outra pessoa de forma sincera e real, exaltando as suas qualidades, mas sabendo também dos seus defeitos.

O amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser.

 

Para os meus amigos... SEDUTORES E "PAQUERAS"

Nunca digas "amo-te" se não te interessa.

Nunca fales sobre sentimentos se estes não existem.

Nunca toques numa vida, se não pretendes romper um coração.

Nunca olhe nos olhos de alguém, se não os quiseres ver derramar lágrimas por tua causa.

 

A COISA MAIS CRUEL QUE ALGUÉM PODE FAZER É PERMITIR QUE ALGUÉM SE APAIXONE POR SI, QUANDO  NÃO PRETENDE FAZER O MESMO.

 

Para os meus amigos... CASADOS

O amor não te faz dizer "a culpa é", mas te faz dizer "perdoa-me".

Compreender o outro, tentar sentir a diferença, colocar-se no seu lugar.

Diz o ditado que um casal feliz é aquele feito de dois bons perdoadores. A verdadeira medida de compatibilidade não são os anos que passaram juntos; mas sim o quanto nesses anos vocês foram bons um para o outro.

 

Para os meus amigos que têm um... CORAÇÃO PARTIDO

Um coração assim dura o tempo que tu desejes que ele dure, e ele lastimará o tempo que deixares permitir.

Um coração partido sente saudades, imagina como seria bom, mas não permitas que ele chore para sempre.

Permite-te rir e conhecer outros corações.

Aprende a viver, aprende a amar as pessoas com solidariedade, aprende a fazer coisas boas, aprende a ajudar os outros, aprende a viver a tua própria vida.

 

A DOR DE UM CORAÇÃO PARTIDO É INEVITÁVEL, MAS O SOFRIMENTO É OPCIONAL!

E LEMBRA-TE: É MELHOR VER ALGUÉM QUE TU AMAS FELIZ COM OUTRA PESSOA, DO QUE VÊ-LA INFELIZ AO TEU LADO.

 

Para os meus amigos que são... INOCENTES

Ele(a) apaixonou-se por ti, e tu não tiveste culpa, é verdade.

Mas pensa que poderia ter acontecido contigo. Sê sincero, mas não sejas duro; não alimentes esperanças, mas não sejas crítico; tu não precisas de ser namorado(a), mas podes descobrir que ela (e) é uma óptima pessoa e pode vir a tornar-se um(a) grande amigo(a).

 

Para os meus amigos que tem... MEDO DE TERMINAR UMA RELAÇÃO

As vezes é duro terminar com alguém, e isso dói em ti.

Mas dói muito mais quando alguém rompe contigo, não é verdade?

Mas o amor também dói muito quando ele não sabe o que tu sentes.

Não enganes tal pessoa, não sejas rude esperando que ela (e) adivinhe o que tu queres.

Não a (o) forces a terminar contigo, pois a melhor forma de ser respeitado é respeitando.

 

Para terminar ...

 

Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata....

Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é uma tolice.

Tu  não só não esqueces a outra pessoa como pensas ainda muito mais nela...

Um dia descobrimos que apaixonarmo-nos é inevitável...

Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...

Um dia percebemos que o comum não nos atrai...

Um dia saberemos que ser classificado como o "bonzinho" não é bom .

Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em ti...

Um dia percebemos que somos muito importantes para alguém, mas não damos valor a isso...

Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais...

Enfim...

Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para dizer tudo o que tem que ser dito...

O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras...

Quem não compreende um olhar tão pouco compreenderá uma longa explicação.

 

Martha Medeiros

(adaptado para português)

 



publicado por Sheila às 02:36
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Terça-feira, 18 de Agosto de 2009
1309-2009: 700 anos passados e ainda se canta...

 

 

 " É este o ofício consolador da música. Ela se expande como a luz, circula como o ar, suaviza as saudades e o seu eco perdura por todos os lugares onde passa."

 



publicado por Sheila às 00:45
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Segunda-feira, 17 de Agosto de 2009
Aprendizagens IV

 

O Girassol

 

 

O girassol volta-se para onde o sol estiver. Como o próprio nome indica compõe-se de girar e sol, propriedade que tem a planta de ir girando para o lado que se move o sol.

 

O desenvolvimento do girassol está intimamente ligado ao que dá origem ao seu nome: a luz solar. Ela é um dos seus nutrientes, juntamente com a água, que é capaz de absorver em quantidades suplentes. Quando a planta forma o total de folhas que deverá ter, o ritmo de aparecimento das folhas está ligado à temperatura e portanto, quanto maior seja esta, menor será o tempo necessário para a floração.

 

A actividade fotosintética alcança o seu ponto desejável aos 27ºC. A uma temperatura superior, aumenta a evotranspiração (transpiração dos vegetais) e baixa a eficiência no consumo da água. Quando o girassol está neste estado vegetativo pode limitar o consumo de água, pode concentrar sacarose nas células onde se dão as trocas gasosas e pode chegar a um caso extremo, em que limita a expansão foliar e até reduzir o número de folhas.   

 

Quando a floração coincide com os períodos chuvosos, há um humedecimento e inchaço dos grãos de pólen e perda da sua capacidade fecundadora. Se isto dura mais que dois ou três dias, é necessário que o pólen de flores distantes seja transportado. As abelhas fazem um excelente trabalho para esta situação.

 

A orientação do capítulo para o sol deve-se ao crescimento diferenciado do caule. Quando a iluminação é desigual, o lado da planta que está á sombra acumula auxina, que é um regulador de crescimento vegetal; esta acumulação faz com que a parte que está á sombra cresça mais rapidamente do que a que está ao sol e o caule se incline para o sol.

 

Os nossos olhos são selectivos, nós "focalizamos" o que queremos ver e deixamos de ver o restante.

Devemos escolher focalizar o lado melhor, o mais bonito, o mais vibrante das coisas, assim como um girassol escolhe sempre estar virado para o sol!

 

Já repararam como é fácil ficar de baixo astral?

 

"Estou desanimado porque está a chover, porque tenho uma conta para pagar, porque não tenho exactamente o dinheiro ou a aparência que eu gostaria de ter, porque ainda não fui valorizado, porque ainda não encontrei o amor da minha vida, porque a pessoa que quero não me quer, porque..."  

 

É claro que todos temos alturas em que não estamos bem. Mas a nossa atitude deveria ser a de uma antena que tenta, ao máximo possível, ligar-se ao lado bom da vida, como na natureza, o girassol funciona como uma antena..

 

Como já disse no início, o girassol volta-se para onde o sol estiver.  

Mesmo que o sol esteja escondido atrás de uma nuvem.

Nós temos de ser mais assim, aprender a realçar o que de bom recebemos.

Aprender a ampliar pequenos gestos positivos e transformá-los em grandes acontecimentos.

Temos de treinar para sermos girassois, que buscam o sol, a vitalidade, a força e a beleza.

 

Por que só nos preparamos para as viagens, e não para a vida, que é uma viagem?

 

Apreciar o amor profundo que alguém num determinado momento nos dirige.

Apreciar um sorriso luminoso de alegria de alguém que gostamos.

Apreciar uma palavra amiga, que vem soar reconfortante e animadora.

Apreciar a festividade, a alegria, a risada.

 

E quando voltássemos a ficar mal humorados, tristonhos, desanimados, ou revoltados, que pudéssemos lembrar-nos novamente de sermos girassóis.

 

Temos que seleccionar o melhor deste mundo, valorizar tudo o que de bonito e bom haja nele e ter isto bem presente na nossa vida ou no nosso dia a dia.

 

Não dúvido que seja este o segredo de quem consegue manter um alto grau de vitalidade interna!

 

Votos de uma excelente semana :) 

 



publicado por Sheila às 02:27
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Domingo, 16 de Agosto de 2009
Aprendizagens III

A águia – Vôo de Renovação

 

 

A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie. Chega a viver 70 anos.

Mas para chegar a essa idade, aos 40 anos ela tem que tomar uma séria e difícil decisão.

 

Aos 40 anos ela está com:

- as unhas compridas e flexíveis; não consegue agarrar as suas presas das quais se alimenta;

- o bico alongado e pontiagudo já se curva.

- apontando contra o peito estão as asas, envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas, e voar já é tão difícil!  

 

Então, a águia só tem duas alternativas:

Morrer...

Ou enfrentar um doloroso processo de renovação que irá durar 150 dias.

Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e recolher-se num ninho próximo a um paredão onde ela não necessita de voar.

Então, após encontrar esse lugar, a águia começa a bater com o bico numa parede até conseguir arrancá-lo. Após arrancá-lo, espera nascer um novo bico, com o qual vai depois arrancar as suas unhas. Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas.

E só após cinco meses sai para o famoso vôo de renovação e para viver então mais 30 anos.  

 

Na nossa vida, muitas vezes, temos de nos resguardar por algum tempo e começar um processo de renovação. Para que continuemos a voar um vôo de vitória, devemos desprendermo-nos de lembranças, costumes e outras situações que nos causaram dor. Somente livres do peso do passado, poderemos aproveitar o resultado valioso que uma renovação sempre traz.

 

Parabéns às pessoas que, como as águias, têm a coragem de se olhar no espelho e provocar essa renovação, que embora dolorosa, traz, muitas vezes, de volta a vida.

 



publicado por Sheila às 01:13
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Sábado, 15 de Agosto de 2009
Aprendizagens II

 

 

O Carvalho e o Eucalipto 

 

 O carvalho e o eucalipto são duas espécies de árvores belíssimas, até muito parecidas em alguns aspectos, porém na sua essência, muito diferentes.

 

O carvalho é tão duro e tão resistente que, quando vem uma tempestade ele resiste até quebrar.

O carvalho é usado pelos botânicos e geólogos como um medidor de catástrofes naturais do ambiente. Quando querem saber o índice de temporais e tempestades ocorrentes numa determinada floresta eles observam logo o carvalho (existindo no local, é claro) que naturalmente é a árvore que mais absorve as consequências de tempestades e temporais. Quanto mais temporais e tempestades o carvalho enfrenta, mais forte ele fica! As suas raízes naturalmente se aprofundam mais na terra e seu caule torna-se mais robusto, sendo impossível uma tempestade arrancá-lo do solo ou derrubá-lo!

Mas não pensem que os cientistas precisam de fazer estas análises todas para saber isso! Basta apenas eles olharem para o carvalho. Devido a absorver as consequências das tempestades, a robusta árvore assume uma aparência disforme, como se realmente tivesse feito muita força, muitas vezes uma aparência triste!

Cada tempestade para um carvalho é mais um desafio a ser vencido e não uma ameaça! Numa grande tempestade muitas árvores são arrancadas mas o carvalho permanece firme!

 

Assim somos nós. Devemos tirar proveito das situações contrárias à nossa vida e ficarmos mais fortes! Um pouco marcados. Muitas vezes com a aparência abatida, mas fortes! Com raízes bem firmes e profundas na terra!

 

O eucalipto por sua vez, é flexível, maleável elegante até para bailar diante das tempestades, como um sábio que percebe que aquilo significa apenas alguns momentos rápidos necessários para sua bela e harmoniosa natureza.

 

Mas a diferença destas duas árvores no término da tempestade é extremamente danosa.

Se acontecer ao carvalho cair no chão, porque muitas vezes ele pode não resistir, só resta a morte, enquanto o eucalipto, com postura de vencedor, continuará com todas as honras no ciclo de vida naturalmente intacto.

 

Nós também fazemos parte da natureza, e quando tomamos uma atitude endurecida com a vida, não aceitando as experiências que vêm ao nosso encontro, com certeza sairemos magoados. Aceitar é libertar, é a forma mais inteligente e sábia de vivificarmos experiências, assim crescendo e aprendendo.

 

Todos os acontecimentos nos trazem grandes lições de sabedoria, desde é claro, que saibamos observar esses acontecimentos, tão necessários para toda nossa vida, que um dia fomos colocados aqui para experimentar.

 

Votos de um excelente Fim de Semana  



publicado por Sheila às 02:00
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Sexta-feira, 14 de Agosto de 2009
Aprendizagens I

 

 

 

Já sabem que adoro analogias e novas aprendizagens. Costumo dizer muitas vezes que tenho sede de conhecimento. Decidi que vou partilhar aqui neste doce refúgio algumas das aprendizagens fruto de conhecimentos relaccionados com a Natureza e com Animais.

 

A aprendizagem de hoje é baseada nos Gansos :)

 

Quando se vêem gansos a voar em formação "V", muitas pessoas  ficam curiosas quanto às razões pelas quais eles escolhem voar desta forma.

À medida que cada ave bate as suas asas, ela cria uma sustentação para a ave seguinte. Voando em formação "V", o grupo inteiro consegue voar pelo menos 71% a mais do que se cada ave voasse isoladamente.

 

(As pessoas que partilham uma direcção comum, em sentido de equipa, chegam ao seu destino com mais facilidade e rapidez, porque elas se apoiam na confiança das outras. )

 

Sempre que um ganso sai da formação, ele repentinamente sente a resistência e o arrosto de tentar voar só e, rapidamente, retoma a formação para tirar vantagem do poder de sustentação da ave isoladamente à frente.

 

(Existe força, poder e segurança em grupo, quando “viajamos” na mesma direcção com pessoas que compartilham um objectivo comum.)

 

Quando o ganso líder se cansa ele reveza indo para a traseira do "V", enquanto outro ganso assume a ponta. Os gansos de trás grasnam para encorajar os da frente a manterem o ritmo e a velocidade.

 

(Todos nós necessitamos de ser reforçados com apoio activo e encorajamento.)

 

Quando um ganso adoece ou se fere e deixa o grupo, dois outros gansos saem da formação e o seguem para ajudá-lo e protegê-lo. Eles acompanham-nos até a solução do problema e, então, reiniciam a jornada os três juntando-se à outra formação, até encontrarem a formação original.

 

(Precisamos ser solidários nas dificuldades. A solidariedade nas dificuldades é imprescindível em qualquer situação. É importante não estar só.

 

 



publicado por Sheila às 01:38
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Quarta-feira, 12 de Agosto de 2009
Fama

 

"Tornamo-nos famosos,

quando passamos a liderar os pensamentos de alguém."

 



publicado por Sheila às 23:37
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Terça-feira, 11 de Agosto de 2009
Bagagem da vida

 

Quando a nossa vida começa,  apenas temos uma mala muito pequenina.

À medida que os anos vão passando, a bagagem vai aumentando porque existem muitas coisas que vamos recolhendo pelo caminho, coisas que nós pensamos que são importantes...

A um determinado ponto do caminho começa a ficar insuportável carregar tantas coisas... pesa demais...

Então podemos escolher:

- ficar sentados à beira do caminho, e esperar que alguém nos ajude  (o que é difícil, pois todos que passarem por ali já terão a sua própria bagagem...)

- ou podemos ficar a vida inteira à espera, até que os nossos dias acabem...

- ou podemos aliviar o peso e esvaziar a mala.

 

Mas, o que tirar? O melhor é começar por tirar tudo cá para fora... vejamos agora o que temos lá dentro:

 

Amor, Amizade... maravilha!

Tem bastante... e é curioso que não pesa nada...

Tem também algo pesado... devemos fazer força para tirar... era a Raiva e o Rancor – e como eles pesam!

Quando começamos a tirar, eis que aparecem a Incompreensão, o Medo, o Pessimismo... nesse momento, o Desânimo quase nos puxa para dentro da mala...

É urgente puxa-lo para fora com toda a força, e no fundo aparece um Sorriso, sufocado no fundo da nossa bagagem...

Salta cá para fora outro sorriso e mais outro, e aí sai a Felicidade... Então colocamos as mãos, de novo, dentro da mala e tiramos para fora a Tristeza...

Agora, vamos ter que procurar a Paciência dentro da mala, pois vamos precisar de bastante...

Procuramos então o resto, a Força, a Esperança, a Coragem, o Entusiasmo, o Equilíbrio, a Responsabilidade, a Tolerância e o Bom e Velho Humor.

Convém tirar a Preocupação também... e deixa-la de lado, depois pensamos o que fazer com ela...

Bem, a nossa bagagem está pronta para ser arrumada novamente!

Mas, temos que pensar bem no que vamos colocar lá dentro de novo, certo?

Agora é convosco. E não se esqueçam de fazer isto mais vezes, porque o caminho é longo... muito longo...

Lembrem-se disto sempre...

 



publicado por Sheila às 14:16
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Segunda-feira, 10 de Agosto de 2009
Voos doces de entusiasmo...

"Somos pássaros voadores.
Porém, se as asas do ânimo e entusiasmo estão quebradas ou não crescem não é possível voar.
Vejam os filhotes. Eles tentam voar mas não conseguem porque as suas asas ainda são pequenas. Mas quando eles vêm os pais a voar, eles ficam entusiasmados e voam.
Sem entusiasmo não é possível voar alto.
Aqueles que perdem o entusiasmo rapidamente envelhecem.
Se te queres manter jovem, tens que ter sempre a atitude de aprender. No dia em que pensares que não há mais nada a aprender é sinal de que estás velho".

Brahma Kumaris

 

Ora aqui está uma grande verdade! E fazendo jus a este belissimo texto... e apesar das férias a 3 só serem possíveis aos fins de semana, aqui deixo as fotos que testemunham o nosso voo este fim de semana :)

 

 

Praia Azul - vista do mar e do hotel

 

 

 

 

Diversas Praia em Santa Cruz

 

 

 

 

Peniche / Cabo Carvoeiro

 

No próximo fim de semana a rota já está traçada e reservada... vamos dormir ao Estoril e andar por Cascais, Sintra e por onde nos deixarem :)

 

Para terminar e em homenagem ao grande poeta e actor Raul Solnado... "Façam o favor de serem felizes!"

 

Beijinhos e Boa Semana (espero eu com um óptimo  e muita praia!)

 



publicado por Sheila às 02:12
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